sábado, 20 de maio de 2017

982 - Galeria bacteriana

O biólogo sintético Tal Danino lava as mãos constantemente, um dos riscos ocupacionais de trabalhar com bactérias o dia todo no Synthetic Biological Systems Lab, que ele dirige na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Danino passa a maior parte do seu tempo tentando aproveitar certas propriedades das bactérias - as mesmas propriedades que podem torná-las tão perigosas para os seres humanos - com a finalidade de transformá-las em poderosas agentes do combate ao câncer.
Mas, quando ele não está programando bactérias para combater o câncer, ele as está programando para fazer arte. "É bom usar as artes visuais para ajudar a comunicar a ciência", diz ele, "e isso porque a arte realmente transcende os limites da linguagem e do conhecimento".
Para seu mais recente projeto, Microuniverse, ele produziu em discos de Petri uma série de deslumbrantes imagens abstratas com diferentes espécies de bactérias, após deixá-las crescendo sob diferentes condições ambientais e por vários períodos de tempo.
Bacteria Gallery
Notavelmente, as bactérias podem crescer dentro de tumores, onde mesmo o sistema imunológico humano não pode chegar, e elas também podem ser programadas para produzir toxinas que causam a morte de células tumorais. Usando a clonagem molecular, Danino programa bactérias para que revelem tumores no corpo e, uma vez dentro deles, liberem toxinas de combate ao câncer. "É quase como uma situação do tipo cavalo de tróia", explica ele. "Bactérias entram no tumor e, em seguida, começam a produzir drogas que fazem o tumor entrar em regressão".
No Acta:
179 - Quem criou esta imagem?
503 - Uma homenagem a Petri
631 - A arte bacteriográfica
785 - Arte no ágar
914 - Adaptar-se ou morrer

quarta-feira, 17 de maio de 2017

981 - Laconismo

A história sobre o Dr. Abernethy e uma de suas pacientes é um clássico. Ele era um homem de poucas palavras e a paciente, uma senhora de meia idade, sabia disso.
Entrando em seu consultório, ela descobriu o braço e disse, simplesmente, "queimadura".
"Um emplastro", indicou-lhe o médico.
No dia seguinte, ela retornou, mostrou-lhe o braço e disse "melhor".
"Manter..."
Alguns dias se passaram até Dr. Abernethy vê-la outra vez. Então, ela disse:
"Ótimo. E seus honorários?"
"Nada", respondeu o médico, explodindo numa loquacidade incomum. "Você é a mulher mais sensata que eu já conheci em minha vida!"
William Walsh Shepard, Handy-Book of Literary Curiosities, 1892

domingo, 14 de maio de 2017

980 - A confusão mental dos idosos

Arnaldo Lichtenstein é médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele tem algumas recomendações simples, porém muito importantes.
"Durante as aulas de clínica médica que ministro aos estudantes do quarto ano de Medicina, a certa altura, faço a seguinte pergunta:
- Quais as causas mais comuns de confusão mental nas pessoas idosas?
Alguns tentam adivinhar: "Tumor no cérebro".
Eu respondo: "Não".
Outros arriscam: "Mal de Alzheimer".
Novamente, respondo: "Não".
A cada negativa os alunos vão demonstrando espanto.... E ficam ainda mais boquiabertos quando menciono os três motivos mais comuns:
  • Diabetes fora de controle;
  • Infecção urinária;
  • A família foi passear e deixou o avô e a avó em casa, para não se cansarem.
Embora pareça brincadeira, não é não! Como o avô e a avó não sentiram sede, não ingeriram líquidos.
Quando não há ninguém mais em casa para lembrá-los de tomar água, chá ou sucos, eles desidratam-se rapidamente.
A desidratação pode vir a ser grave, afetando todo o organismo. Pode causar confusão mental repentina, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, angina (dor no peito), coma e até o óbito.
O processo natural de envelhecimento faz com que, na terceira idade - que começa aos 60 anos - tenhamos pouco mais de 50% de água no organismo. Portanto, os idosos têm menor reserva de líquidos. Para complicar mais o quadro, mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água porque, muitas vezes, há certa disfunção nos seus mecanismos de equilíbrio interno.
Conclusão:
As pessoas idosas desidratam-se com mais facilidade não apenas porque têm menos reserva de água, mas também porque não se dão conta de que necessitam de água. Mesmo que o idoso seja saudável, a falta de líquido reduz o desempenho das reações químicas e funcionais de todo o organismo.
Por esse motivo, aqui estão dois alertas:
O primeiro é para as pessoas idosas: fiquem bem conscientes do hábito de tomar líquidos, mesmo no inverno.
O segundo alerta é endereçado aos familiares: ofereçam, com bastante frequência, líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, prestem atenção. Caso percebam que estão rejeitando líquidos e, que, de repente, ficam confusos, irritadiços, alheios ao que se passa ao redor, cuidado! É quase certo que sejam sintomas de desidratação. Deem-lhes líquidos e procurem logo atendimento médico".
Fonte: TudoPorEmail

quinta-feira, 11 de maio de 2017

979 - Livro: Doença ocupacional

Atualizado até maio de 2016
Resenha
Produzida na Coordenação de Edições Técnicas (Coedit), esta obra proporciona ao leitor o rápido acesso a um conjunto de normas sobre saúde, previdência e segurança no ambiente laboral, fundadas nos preceitos constitucionais relativos à redução dos riscos intrínsecos ao trabalho, sobretudo em atividades penosas, insalubres ou perigosas.
Os dispositivos relacionados ao assunto estão presentes, entre outras, na Lei nº 8.213/1991, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social; na Lei nº 8.112/1990, que trata do regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais; e na Lei nº 8.080/1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, a proteção e a recuperação da saúde, e sobre a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes.
Além das disposições constitucionais pertinentes ao tema, o leitor encontra na obra três atos internacionais: o Convênio de Seguridade Social entre a República Federativa do Brasil e o Reino da Espanha, que, firmado em 1991, atualiza as normas convencionais que regulamentam as relações em matéria de Seguridade Social entre os dois países; a Convenção sobre a Inspeção do Trabalho de 1947, também conhecida como Convenção no 81 da OIT; e o Projeto de Convenção Concernente à Indenização das Moléstias Profissionais, de 1934, que obriga todos os membros da OIT a garantir às vítimas de moléstias profissionais uma indenização baseada nos princípios gerais da legislação nacional relativa à indenização dos acidentes de trabalho.
Mais de cinquenta das 112 páginas da obra reproduzem anexos do Decreto nº 3.048/1999, que aprovou o Regulamento da Previdência Social. Entre eles, destaca-se o Anexo II, que contém um vasto rol dos agentes patogênicos causadores de doenças profissionais e as modalidades de trabalho que apresentam riscos.
Baixe gratuitamente este livro em formato digital; AQUI.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

978 - Pulmões e plaquetas

O pulmão é um local de biogênese plaquetária e um reservatório para progenitores hematopoéticos
doi:10.1038/nature21706
As plaquetas são fragmentos celulares presentes no sangue críticos para a hemostasia, trombose e respostas inflamatórias, mas os eventos que levam à produção plaquetária madura permanecem incompletamente compreendidos.
A medula óssea tem sido proposta como um importante local de produção de plaquetas, embora haja evidência indireta de que os pulmões também podem contribuir para a biogênese plaquetária. Aqui, por imagem direta da microcirculação pulmonar em ratinhos, mostramos que um grande número de megacariócitos circulam pelos pulmões, onde libertam plaquetas dinamicamente.
Os megacariócitos que libertam plaquetas nos pulmões originam-se de locais extrapulmonares tais como a medula óssea. Observamos grandes megacariócitos migrando para fora do espaço da medula óssea. A contribuição dos pulmões para a biogênese plaquetária é substancial, representando aproximadamente 50% da produção total de plaquetas ou 10 milhões de plaquetas por hora. Além disso, identificamos populações de megacariócitos maduros e imaturos juntamente com progenitores hematopoiéticos nos espaços extravasculares dos pulmões.
Em condições de trombocitopenia e deficiência relativa de células estaminais na medula óssea, estes progenitores podem migrar para fora dos pulmões, repovoar a medula óssea, reconstituir completamente a contagem de plaquetas sanguíneas e contribuir para múltiplas linhagens hematopoiéticas. Estes resultados identificam os pulmões como um local primário de produção de plaquetas terminal e um órgão com considerável potencial hematopoiético.
http://www.nature.com/nature/journal/v544/n7648/full/nature21706.html

sexta-feira, 5 de maio de 2017

977 - Como funciona a pressão sanguínea

Um vídeo TED informativo sobre o funcionamento da pressão sanguínea, sugerido pelo colaborador Jaime Nogueira.
Para colocar neste vídeo as legendas em português, siga as dicas do TudoPorEmail.

terça-feira, 2 de maio de 2017

976 - O risco do suicídio em jovens

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL) e Conselho Federal de Medicina (CFM) vem a público se manifestar a respeito do risco de suicídio em jovens.
Nos últimos dias, "jogos" praticados por usuários da internet, os quais envolvem tarefas cujo ato final inclui a tentativa de suicídio (o jogo suicidário Baleia Azul, por exemplo), têm sido destaque na mídia e motivo de grande preocupação para pais, educadores e profissionais de saúde. No entanto, os acontecimentos atuais apenas trouxeram à luz um grave problema de saúde pública, ignorado por muitos, mas motivo de preocupação e trabalho contínuo da ABP e de suas federadas.
O suicídio, há anos, é a segunda causa de morte em jovens dos 15 aos 29 anos de idade. Em mulheres, é a principal causa de mortalidade na faixa etária dos 15 aos 19 anos. Apesar de ser o desfecho trágico de um conjunto de fatores – é equivocado e simplista associar o suicídio a uma única causa – estudos mostram que mais de 90% das vítimas apresentavam pelo menos um transtorno psiquiátrico, especialmente a depressão, considerada o principal fator de risco para o suicídio.
Embora faça parte da adolescência, a formação de grupos com símbolos e rituais em comum merece cuidado e atenção quando práticas abusivas e/ou danosas para si ou terceiros são compartilhadas. De fato, a participação do jovem nesses grupos, reais ou "virtuais", pode indicar uma vulnerabilidade prévia a atos impulsivos, além da presença de sintomas depressivos. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento social e abandono de atividades prazerosas, tristeza persistente, alterações do sono e apetite, queda no rendimento escolar, lesões sem explicação aparente (sugerindo autoagressão) e mensagens que caracterizam desesperança, despedida ou com conteúdo de morte nas mídias sociais, são um sinal de alerta e não podem ser negligenciadas. Pais, escolas e profissionais de saúde devem estar atentos e capacitados para identificar as transformações que apontam para condutas de risco. É comum que esses adolescentes, fragilizados pela doença psiquiátrica, como depressão, transtorno de estresse pós-traumático ou abuso de substâncias, ao procurar na internet informações que o ajudem a entender o que estão sentindo, entrem em contato com conteúdo não apenas inadequado, como também criminoso. Especial atenção deve ser dada aos adolescentes que sofreram maus tratos na infância (incluindo negligência, abuso emocional e sexual), vítimas de bullying e violência, além daqueles que apresentem automutilação e, principalmente, história prévia de tentativa de suicídio. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL) e Conselho Federal de Medicina (CFM) orientam, tanto aos meios de comunicação, quanto à sociedade em geral, que quaisquer intenções de propagação de descrições pormenorizadas dos métodos utilizados pelas vítimas, bem como a divulgação de fatos e cenas chocantes, sejam substituídas por informações responsáveis, que reforcem e disseminem o conhecimento associado à prevenção do suicídio.
Em meio a todas essas notícias alarmantes, a ABP gostaria de passar uma mensagem de esperança: a grande maioria dos suicídios são evitáveis. Embora pensamentos de morte e de suicídio sejam relativamente frequentes em pessoas passando por problemas difíceis, a imensa maioria das pessoas encontra formas mais adequadas de lidar e superar os problemas. O enfrentamento dos problemas, a busca de apoio em familiares, amigos, grupos sociais como os religiosos e a procura de ajuda junto a profissionais de saúde estão entre as estratégias de um enfrentamento bem sucedido. Dentre as estratégias de prevenção, a identificação e o tratamento dos transtornos psiquiátricos são as mais eficazes. Nessa perspectiva, dois aspectos são fundamentais: 1) a disponibilidade de uma assistência integral à saúde mental, que envolva todos os níveis de atendimento, da atenção primária a leitos psiquiátricos de internação durante a crise para o atendimento de casos graves; 2) o combate ao estigma em relação aos transtornos psiquiátricos, certamente a principal barreira entre a desesperança causada pela doença e a busca por ajuda. Em relação ao combate ao estigma, é importante ressaltar: é uma ação vital, que está ao alcance de todo cidadão.
Reforçamos nosso compromisso perante a sociedade para auxiliar na disseminação do conhecimento e de estratégias eficazes para a prevenção do suicídio. Nesse sentido, recomendamos o manual elaborado pela ABP/CFM e dirigido à imprensa: "Comportamento suicida: conhecer para prevenir", da ABP.
Carmita Abdo, Antônio Geraldo da Silva e Carlos Vital - Presidente da ABP, Presidente eleito da APAL e Presidente do CFM
Grato a Fernando Gurgel Filho por trazer o assunto à lembrança.

sábado, 29 de abril de 2017

975 - Palestra. Controle da asma no Brasil

Na noite de quinta-feira (27), médicos pneumologistas de Fortaleza estiveram no Colosso Lake Lounge para assistir a uma videoconferência sobre o Controle da asma no Brasil.
O conferencista, Dr. Roberto Stirbulov, é médico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Pneumologia, e atuação principalmente nos seguintes temas: testes de função respiratória, asma e asma de difícil controle.
► A asma é uma inflamação crônica dos brônquios, que provoca um bloqueio no fluxo do ar e dificuldade do paciente em respirar. Algumas pessoas desenvolvem a asma na infância, outras ao longo da vida. O diagnóstico é muito importante para o tratamento correto. Apenas 9 por cento dos asmáticos no Brasil têm a doença realmente controlada.
O webmeeting (patrocinado pelo Laboratório Aché) incluiu a apresentação do estudo "Avaliação das tendências prescritivas dos pneumologistas no Brasil" pelo Dr. Stirbulov.
Para ler:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132012000400004
[Avaliação da eficácia e segurança da associação de budesonida e formoterol em dose fixa e cápsula única no tratamento de asma não controlada: ensaio clínico randomizado, duplo-cego, multicêntrico e controlado. Autores: Roberto Stirbulov e outros. In: J Bras Pneumol.2012;38(4):431-437]
https://blog.fcmsantacasasp.edu.br/tag/dr-roberto-stirbulov/
http://docslide.com.br/documents/dispositivos-inalatorios-analisando-as-diferencas-roberto-stirbulov-fcm-da-santa-casa-de-sp.html
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/07/pequenas-atitudes-podem-ajudar-evitar-problemas-respiratorios.html

quarta-feira, 26 de abril de 2017

974 - Brasileiro ganha prêmio internacional por estudos sobre amamentação

por Silvano Mendes, RFI CONVIDA (*)
O epidemiologista Cesar Victora, professor emérito da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, foi recompensado com o prêmio canadense Gairdner, uma das honrarias mais respeitadas na área de saúde no mundo.
Victora foi selecionado para o Gairdner por causa de um trabalho sobre a importância da amamentação realizado na década de 1980 nas cidades de Porto Alegre e Pelotas. “O prêmio é concedido muitos anos após a realização da pesquisa porque os organizadores esperam para ver qual o impacto do estudo sobre a saúde global”, explica o professor.
“Nós comprovamos que a criança que é amamentada exclusivamente até os seis meses de vida, sem receber nenhum outro tipo de alimento durante esse período, tem o risco muito menor de morrer devido a uma série de doenças, particularmente a diarreia e as infecções gastrointestinais”, conta o epidemiologista. Os resultados transformaram o Brasil numa referência sobre o tema e, “a partir dos anos 1990, a Unicef e a Organização Mundial de Saúde passaram a recomendar o aleitamento exclusivo no primeiro semestre de vida e isso foi adotado pela maioria dos países do mundo”, celebra o brasileiro.
Crianças amamentadas têm chance de ganhar mais ao se tornarem adultos
As pesquisas de Victora também ajudaram a comprovar que o leite materno estimula o cérebro. “Nós fizemos um estudo, publicado no ano passado, mostrando que as crianças amamentadas têm mais inteligência, mais escolaridade e inclusive uma renda maior aos 30 anos do que crianças dos mesmos grupos sociais, mas que não foram amamentadas”, revela.
O professor espera que o prêmio, que é concedido pela primeira vez a um pesquisador do Brasil, incentive o investimento dos projetos científicos. “A pesquisa da área de saúde teve um grande aporte do Governo Federal nos últimos 15 anos, 20 anos. Mas atualmente, com o país em crise econômica e um governo que está preferindo investir em outras áreas, o financiamento da pesquisa está seriamente comprometido. Eu espero que, mostrando que a pesquisa brasileira é competitiva em nível mundial, nós consigamos sensibilizar as autoridades para que continuem e aumentem os investimentos na pesquisa científica”, conclui o epidemiologista.
(*) Grato a Queile Cabral Soares, do Twitter, por haver direcionado nossa atenção para o assunto.
A Fundação Gairdner foi criada em 1957 com o objetivo de reconhecer e recompensar a excelência internacional em pesquisa fundamental que gere impacto na saúde humana. Sete prêmios são concedidos a cada ano: cinco Canada Gairdner International Awards para a pesquisa biomédica, um prêmio John Dirks Canada Gairdner Global Health Award, por impacto em questões de saúde global, e um Canada Gairdner Wightman Award, para um líder científico canadense. O prazo para a indicação para o Prêmio Gairdner do Canadá de 2018 é até 1º de outubro de 2017.
Postagens relacionadas no Acta
72 - O aleitamento materno
573 - Brasil, referência mundial em doação de leite materno
574 - A pneumonia como causa de mortalidade em crianças
754 - O primeiro país a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho
788 - Uma resposta à altura do insulto
798 - O protesto das mães lactantes
833 - Crianças. Convivendo com a alergia

sábado, 22 de abril de 2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

972 - Vacinação contra a gripe em 2017

A campanha nacional de vacinação contra a gripe, com início a partir de 17 de abril, apresenta a seguinte população-alvo em 2017:
  • adultos de 60 anos de idade ou mais
  • crianças de seis meses a cinco anos de idade
  • trabalhadores da saúde
  • gestantes e puérperas até 45 dias após o parto
  • indígenas
  • presos e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas
  • funcionários do sistema prisional
  • portadores de doenças crônicas (diabetes, cardiopatias, pneumopatias etc.) com prescrição médica
  • professores da rede pública e privada (incluídos a partir deste ano)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

971 - O charlatão

Charlatanismo é a prática do charlatão, palavra que deriva do italiano ciarlatano, por sua vez derivada de ciarla, ciarlare (de "falar", "conversar"), Neste caso seria equivalente, em português, a "parlapatão" – pois denota o uso da palavra para ludibriar outrem.
Em outros idiomas o charlatanismo adquire a acepção de exercício ilegal da medicina, ao passo que em português tem significado comum de vendedor de substâncias pretensamente medicinais, curativas, que apregoa com vantagens, daí a nome curandeirismo.
Em sentido geral e vulgar, portanto, os termos "charlatanismo" e "curandeirismo" fundem-se e podem ser definidos como toda prática pseudocientífica, apregoada por alguém com vantagens fraudulentas, pecuniárias ou não, ludibriando a outros – isso é, oferecendo algo vantajoso sem realmente ser. O termo inglês quack poderia então ser traduzido como curandeiro.
O charlatão é, para o Direito, um tipo de fraudador. Segundo Magalhães Noronha "É o estelionatário da Medicina; sabe que não cura; é o primeiro a não acreditar nas virtudes do que proclama, mas continua em seu mister, ilaqueando, mistificando, fraudando etc."
No Brasil o charlatanismo é um tipo penal, tipificado no artigo 283 do Código Penal Brasileiro.
Art. 283 - Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível. Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.
Note-se que o efeito "cura" não importa: quer a vítima tenha ou não se curado, o charlatão continua incurso no tipo penal.
Imagem: El charlatán (1942), óleo sobre tela de José Chávez Morado, pintor mexicano (Philadelphia Museum of Art).

sexta-feira, 14 de abril de 2017

970 - Boa noite com luzes

Seis anos atrás, o restaurante Hot Club, em Providence, Rhode Island, iniciou o costume de piscar as luzes todas as noites às 8:30, como uma maneira de dizer boa noite para as crianças internadas no Hospital Infantil Hasbro, um hospital de seis andares em frente ao rio Providence.
Começando a piscar a grande placa de néon do restaurante, os clientes que estão no deck do Hot Club também passam a piscar seus telefones celulares e lanternas.
Agora, os hotéis, os arranha-céus, o iate clube, os barcos que trafegam no rio e as viaturas policiais já participam desse ritual noturno. Além de cerca de duas dúzias de crianças que, em qualquer noite, respondem do hospital com as suas próprias luzes.

terça-feira, 11 de abril de 2017

969 - A terapia fotodinâmica, uma abordagem promissora no tratamento da pneumonia

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, descobriram que a luz infravermelha pode ajudar no tratamento da pneumonia, dispensando o uso de antibióticos.
Durante três anos, membros do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), fizeram testes em animais doentes.
Os camundongos inalaram uma substância usada em exames de contraste (indocianina verde, ICG em inglês). Depois, foram expostos à luz infravermelha (laser na região infravermelha) por meia hora. O laser reagiu com a substância na região dos pulmões e matou as bactérias responsáveis pela pneumonia.
"As bactérias morreram e eles não tiveram dano algum no tecido dos pulmões. Já nos animais que não receberam tratamento essa infecção progrediu, levando a uma pneumonia que provavelmente não teria mais cura" (houve morte em 60% dos animais do grupo-controle), contou a pesquisadora Mariana Carreira Geralde.
Com os resultados, o grupo se prepara agora para a nova fase. "Nos próximos cinco meses nós vamos iniciar os estudos clínicos, então a gente vai começar o tratamento, de fato, de pacientes humanos portadores de pneumonia", afirmou a pesquisadora Natália Inada.
Mais de 70 mil brasileiros morrem com pneumonia todos os anos, segundo o Ministério da Saúde. A pneumonia está entre as doenças que mais causam internações: são mais de 620 mil por ano.
A descoberta foi publicada na revista científica da Sociedade Americana de Fisiologia (Physiological Reports) e representa uma nova forma de lidar com a pneumonia, já que, com os medicamentos convencionais, há o aumento da resistência das bactérias com o passar do tempo e com a luz isso não acontece.
"As bactérias não desenvolveram resistência a esse tipo de tratamento. É uma técnica simples de ser aplicada, com inalação e iluminação, e finalmente é uma técnica dentro da realidade econômica. A ciência tem esse dever de desenvolver coisas que são acessíveis à realidade econômica", comentou o pesquisador Vanderlei Salvador Bagnato.
Para o pneumologista Lennon Tiossi, a descoberta é uma esperança no sentido de evitar o uso exagerado de medicamentos. "Até os antibióticos que hoje são considerados 'top de linha' para tratamento de certo tipo de pneumonia estão fazendo efeito muito inferior e até perdendo o seu efeito devido ao uso indiscriminado", avaliou.
Os grifos entre parênteses são nossos.
Fontes (acessadas em 10/04/2017):
http://physreports.physiology.org
http://g1.globo.com/jornal-hoje/videos
http://www.ifsc.usp.br/terapia-fotodinamica

sábado, 8 de abril de 2017

968 - O braço quebrado de Lawrence

Em 1915, o físico australiano William Lawrence Bragg (1890-1971) recebeu, juntamente com seu pai William Henry Bragg, o Nobel de Física, por trabalhos na análise da estrutura cristalina através da difração de raios-X. Ele tinha apenas 25 anos de idade e, até outubro de 2014, foi a pessoa mais jovem a ser contemplada por um prêmio Nobel.
É dele a seguinte citação:
"Deus executa o eletromagnetismo pela teoria das ondas na segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira, e o demônio, pela teoria quântica na terça-feira, quinta-feira e sábado."
Aos 5 anos de idade, Lawrence Bragg caiu de seu velocípede e quebrou o braço. Seu pai, que tinha lido sobre os experimentos de Röntgen na Europa e estava realizando seus próprios experimentos, utilizou-se dos recém-descobertos raios-X do seu equipamento experimental para examinar o braço quebrado de Lawrence. Este foi o primeiro exame radiológico realizado na Austrália.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

967 - Receita para disseminar a peste

"No século XIV, os fanáticos guardiães da fé católica declararam guerra contra os gatos nas cidades europeias. Os gatos, animais diabólicos, instrumentos de Satã, foram crucificados, empalados, desossados vivos ou jogados nas chamas. Então os ratos, liberados de seus piores inimigos, se fizeram donos das cidades. E a peste negra, transmitida pelos ratos, matou trinta milhões de europeus." In: "Os filhos dos dias", de Eduardo Galeano
As condições sanitárias da Europa Medieval provocaram a maior e a mais trágica das epidemias na história: a Peste Bubônica, mais conhecida por Peste Negra. Ela foi a responsável pela morte de milhões de pessoas no século 14. Historiadores estimam que um terço da população do continente não resistiu ao poder letal da bactéria Yersinia pestis.
Becos cobertos de lama, sujeira, lixo, animais mortos - as condições eram subumanas na Europa Medieval. Tanta falta de higiene e saneamento dava origem a ratos e pulgas, os grandes transmissores da bactéria da Peste Negra. E a medicina daquela época era um misto de crença popular, magia e astrologia.
Leitura complementar: Lenda do vinagre dos quatro ladrões

domingo, 2 de abril de 2017

966 - Fosfoetanolamina sintética. Um resultado preliminar dos testes clínicos pelo Icesp

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) anunciou nesta sexta-feira (31) que decidiu suspender a inclusão de novos pacientes nos testes clínicos com a fosfoetanolamina, composto polêmico que ficou conhecido como "pílula do câncer", devido à ausência de "benefício clínico significativo" nas pesquisas realizadas até o momento.
Ao todo, 72 pacientes, de 10 diferentes grupos de tumores, foram tratados até o momento nesse estudo da fosfoetanolamina. Destes, 59 tiveram suas reavaliações, e 58 não apresentaram resposta considerada objetiva pelos médicos. Apenas um paciente, que tem melanoma, apresentou uma resposta ao tratamento - uma redução de mais de 30% do tamanho das lesões tumorais.
"Neste momento, o estudo tem se revelado muito aquém em termos de taxa de resposta. Conversamos com a comissão que acompanha o estudo a pedido do professor Gilberto Chierice. Fizemos reuniões internas sobre o que fazer com estes resultados e achamos mais prudente suspender a inclusão de novos pacientes no estudo", disse o diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff, que supervisionou a pesquisa. [...]
O grupo de câncer colorretal foi o primeiro a completar a inclusão de todos os pacientes previstos nesta fase, e foi encerrado, pois nenhum paciente apresentou resposta objetiva ao tratamento.
"O estudo continua aberto, ele não é fechado. Como em toda boa prática de pesquisa, os pacientes que já foram incluídos continuam recebendo o produto e serão todos acompanhados. O que nós estamos apresentando é um resultado preliminar atendendo a ideia de transparência total", disse Hoff. "Todos os pacientes continuarão sendo acompanhados pelo Icesp", completou.
De acordo com Hoff, o estudo deverá receber sugestões para uma reestruturação. "Se houver continuação com [novos] pacientes, será com [portadores de] melanoma".
Fonte: G1
No Acta: 795 - Fosfoetanolamina



Como surgiu a pílula
A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada no Instituto de Química da USP, em São Carlos, pelo pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado. Apesar de não ter sido testada cientificamente em seres humanos, as cápsulas foram entregues de graça a pacientes com câncer por mais de 20 anos.

quinta-feira, 30 de março de 2017

965 - As principais dúvidas suscitadas pela postagem ALTURA x ENVERGADURA

Em 19 de fevereiro de 2009, publiquei a postagem altura x envergadura no blog EM que recebeu, até o momento, 156 comentários. Aqui republicada, em 27 de abril de 2010, como 87ª postagem do Acta, recebeu 5 comentários.
As muitas dúvidas dos leitores  podem ser classificadas em cinco tipos:
1
A relação que existe entre a altura e a envergadura de uma pessoa guardam uma proporção geralmente harmoniosa. A partir da envergadura, estima-se a altura dividindo o valor obtido para a envergadura por 1,06 (se homem) ou 1,03 (se mulher). A partir da altura, estima-se a envergadura multiplicando o valor obtido para a altura por 1,06 (se homem) ou 1,03 (se mulher). Esta fórmula é utilizada na espirometria para a obtenção da altura nas situações em que esta não pode ser obtida diretamente, como nos cadeirantes, por exemplo. No entanto, o ideal é que tanto a altura quanto a envergadura sejam medidas diretamente.
2
Em nenhuma hipótese esta fórmula pode ser utilizada por adolescentes com o propósito de saber a altura e/ou envergadura que terão quando adultos. Para prever a altura final, existe uma fórmula (sujeita a erros) que leva em consideração as alturas do pai e da mãe. As previsões podem ser mais acertadas, se combinadas com o estudo da idade óssea e outros exames orientados por endocrinologista ou pediatra.
3
O valor da relação altura x envergadura quando estas são obtidas diretamente pode ser diferente de 1,06 (se homem) e 1,03 (se mulher) sem que isso represente problema. A normalidade não é um número exato é uma faixa (curva normal). No caso da envergadura, os valores compatíveis com a normalidade são atualmente de difícil acesso. Constam de estudos feitos no exterior e no Brasil, na década de 1990, com a finalidade de obter os valores de referência para a espirometria.
4
Por vezes, leitores encaminham perguntas cujas respostas caberiam a eles mesmos com uma simples operação matemática de multiplicação ou divisão.
5
Um problema a ser lembrado é a inexperiência de leitores para medir em si próprios a altura e a envergadura. A altura deve ser tomada, se possível numa balança de consultório (antropométrica), com a pessoa descalça, bem ereta (em posição de sentido), com os calcanhares juntos e os olhos no plano horizontal. Quanto à medida da envergadura, é mais acurada quando se mede a semi-envergadura (distância que vai do manúbrio do esterno à ponta do dedo máximo) multiplicando-a por 2. Não se sentindo capaz é melhor recorrer a um professor de Educação Física ou a um médico.
Bônus
Recomendo assistir a este vídeo:

segunda-feira, 27 de março de 2017

964 - Canadá x EUA. Pacientes com fibrose cística vivem 10 anos mais no Canadá

Pouco acima da fronteira norte dos Estados Unidos, pacientes com a mesma devastadora condição genética - fibrose cística - vivem em média 10 anos mais, concluíram os autores de um trabalho científico de base populacional que foi publicado na revista Annals of Internal Medicine. (DOI: 10.7326 / M16-0858)
Uma equipe de pesquisadores norte-americanos e canadenses descobriu que a idade mediana de sobrevida dos pacientes com fibrose cística é de 50,9 anos no Canadá e 40,6 anos nos Estados Unidos, após ajustar as diferenças entre a saúde geral, a gravidade da doença e os fatores clínicos. Embora o estudo não avalie completamente as causas para a diferença significativa na sobrevivência, os pesquisadores observaram que um melhor acesso aos transplantes de pulmão e cuidados universais de saúde parecem desempenhar papéis importantes.
De fato, ao comparar pacientes canadenses que têm seguro de saúde universal, fornecido pelo governo, com pacientes americanos que têm seguro privado, os pesquisadores não encontraram diferenças no risco de morte. Mas, os pacientes dos EUA com o Medicare ou Medicaid contínuo ou intermitente, ou sem seguro tinham o risco de morte 36 a 77 por cento maior do que o de seus homólogos canadenses.
Siga lendo este artigo em Ars Technica.

sexta-feira, 24 de março de 2017

963 - Medicina tibetana e a passagem da luz

Certa vez visitei o Hospital de Medicina Tradicional, em Lhasa, onde as paredes são revestidas com 76 thangkas enormes - imagens que ilustram os processos pelos quais o corpo humano se supõe funcionar, e que são usados ​​como um auxílio no diagnóstico e tratamento. O chefe do hospital explicou o seu uso, que nestes dias é complementado por técnicas como raios-X e ultrassom. Apesar do fato de que eles não se encaixam com a nossa concepção ocidental de como o corpo funciona, foi surpreendente como muitas vezes o seu uso levou a um diagnóstico correto.
Um dia vou escrever um livro sobre eles - ou, pelo menos, vou terminá-lo já que foi iniciado. Nele, vou comparar o uso tibetano dos thangkas com a maneira pela qual o físico escocês Jame Clerk Maxwell diagnosticou corretamente a passagem das ondas eletromagnéticas (como ondas de luz ou ondas de rádio) através do espaço, apesar de usar um modelo que agora sabemos ser absurdo.
O modelo de Maxwell retratava o espaço como sendo preenchido com uma substância tênue, invisível e fluida, chamada de éter. Ele imaginou que o éter estaria cheio de vórtices de contra-rotação que agiriam como rodas de engrenagem para fazer passar uma perturbação ao longo do mesmo, e seu diagnóstico consistiu em escrever um conjunto de quatro equações para descrever este modelo em termos matemáticos.
Ainda hoje usamos essas equações. Elas são tão corretas quanto as medições podem provar, e até mesmo diante dos efeitos relativistas, ainda que Einstein só tenha desenvolvido suas teorias da relatividade algumas décadas mais tarde.
Mas, como sabemos agora, o éter não existe. O que só mostra que a correção de um diagnóstico não significa que a imagem que usamos para alcançá-lo também esteja correta. Meu único artigo publicado na filosofia expande essa ideia, mas não precisa de uma filosofia profunda para captar o ponto principal: modelos e imagens são uma grande ajuda para o pensamento, mas o fato de que eles funcionem não significa que devemos segui-los literalmente - na ciência, na medicina, ou mesmo pela vida inteira.
In: lenfisherscience.com, traduzido por PGCS

terça-feira, 21 de março de 2017

962 - Um corpo exposto ao vácuo espacial

A versão da NASA, após a realização de experiências relevantes, é que se você acabou exposto ao vácuo do espaço não vai explodir, como mostram nos filmes, mas:
  • Você tem de 9 a 11 segundos de consciência. 
  • A evaporação da água e a saída de ar dos pulmões deixam a boca e o nariz praticamente congelados; o resto do corpo arrefece, porém mais devagar. 
  • Em seguida, vem um período de paralisia, seguido de convulsões e mais paralisia. 
  • A formação de vapor d'água nos tecidos frouxos e no sangue venoso fazem com que o corpo fique com quase o dobro do tamanho. 
  • Caem o ritmo cardíaco e a pressão arterial, enquanto a evaporação da água faz subir a pressão venosa, fazendo cessar a circulação após cerca de 60 segundos. 
  • Final. 
Portanto, se alguma vez você for exposto ao vácuo do espaço não vai ter mais do que 5 ou 10 segundos para reagir e alguns segundos mais para que alguém livre você do problema.
¿Explota un brazo si lo expones al vacío?
No Acta Pulmonale:
492 - Sem a roupa espacial

sábado, 18 de março de 2017

961 - Sob a pele

Os sistemas do corpo humano representados como um mapa de metrô:

quarta-feira, 15 de março de 2017

960 - Maternidade, ao estilo russo



"Maternidade, ao estilo russo" dá uma olhada íntima às mães russas modernas e como elas estão criando seus filhos hoje. Ao pesquisar este livro, Tanja Maier entrevistou centenas de mães russas, vivendo em Moscou, em muitos cantos da Rússia e, literalmente, em todo o mundo. Este livro leva o leitor em uma viagem através de todos os aspectos sobre a criação de crianças, à maneira russa. Apesar de suas muitas abordagens individuais, existem alguns elementos unificadores da maternidade russa, colocando as mães russas modernas muito confortavelmente em algum lugar entre as mães tigres asiáticas e os estilos dos pais mais relaxados na América e Europa.

AS MATRIARCAS
Apesar de costumes tão estranhos quanto colocar os bebês para tomar uma brisa a 10 graus Celsius negativos na varanda, elas também foram tomadas pela febre Montessori ou dos partos na banheira. Oito tendências e tradições das mamães russas, entre as que foram descritas por Tanja Maier, uma americana que viveu na Rússia por quase uma década, estão neste artigo da Gazeta Russa que me foi enviado pelo colaborador Jaime Nogueira.

domingo, 12 de março de 2017

959 - Mortífero ar

Existem lugares no mundo onde a Mãe Natureza realmente pode matar. De tempestades mortais a erupções vulcânicas, há ameaças em toda parte.
E, de todas as zonas de perigo da Terra, qual é a mais mortal?
Ella Davies divide a Terra em seus quatro elementos (água, ar, terra e fogo) para descrever suas zonas de perigo.
AR
Uma série de "lagos assassinos" foram encontrados na África, mas não é a água que é a preocupação.
No lago Nyos, na República dos Camarões, e no Lago Kivu, na fronteira da República Democrática do Congo e do Ruanda, há um perigo invisível. Estes lagos sentam-se em áreas de atividade vulcânica onde o dióxido de carbono escapa de abaixo do solo.
Durante uma "erupção línica", o dióxido de carbono explode do fundo do lago para formar uma nuvem. Porque o gás é mais pesado que o ar, ele desce, afastando o oxigênio e sufocando qualquer vida na área. Depois de duas erupções na década de 1980, que mataram mais de 1.700 pessoas e 3.500 animais em Camarões, especialistas desenvolveram métodos para aliviar com segurança o Nyos de seu gás, usando tubos e sifões.
Um desastre em potencial foi revertido no lago Kivu, onde há também o gás metano que escapa da Terra. Um projeto foi estabelecido para usar o gás sifonado de modo a obter energia e levar eletricidade para milhões de pessoas. Mas não são apenas os gases que podem matar. O próprio ar pode provocar um castigo mortal quando os ventos se tornam brutais.
O Cabo Denison na Antártida é, em uma média anual, o lugar mais ventoso na Terra. Sem surpresa, é desabitado.
No entanto, as tempestades sazonais causam devastação em áreas povoadas em todo o mundo.
As tempestades mais fortes se formam sobre oceanos quentes ao norte e ao sul do equador. Aqui, os ventos alísios são impulsionados pela mudança de pressão e girados pelo efeito Coriolis, criando sistemas meteorológicos rotativos conhecidos como furacões, ciclones e tufões.
Quando se trata dessas tempestades, o Haiti é considerado a ilha mais vulnerável do Caribe. Não só se encontra em uma estrada de furacão, mas o país atingido pela pobreza carece de resiliência. Os assentamentos são construídos em planícies de inundação, as defesas naturais do país como florestas foram degradadas, e sua economia não é suficiente para financiar sistemas de alerta.
Isso explica por que as tempestades mais intensas não são necessariamente as mais mortíferas.
Jörn Birkmann é especialista em riscos de desastres naturais na Universidade de Stuttgart, na Alemanha. Ele diz que os ciclones são perigosos porque são difíceis de prever.
"É importante mencionar que as pistas ciclônicas mais prováveis ​​mudarão seu padrão espacial", diz ele. "Isso significa que os ciclones ocorrerão em algumas regiões que não viram ciclones antes ou apenas muito poucos. Portanto, estas regiões estão altamente em risco, já que as pessoas e as comunidades não têm ou têm muito pouco conhecimento sobre como se preparar para ciclones".
Birkmann faz parte da equipe que compila anualmente o Relatório Mundial dos Riscos, publicado pela Universidade das Nações Unidas. Que destaca os países mais vulneráveis ​​às catástrofes naturais, tendo em conta tanto a sua exposição como a sua resiliência, com a intenção de concentrar os esforços globais em sua proteção.
Em 2016, Vanuatu encabeçou a lista. Mais de um terço da população da ilha é afetada por desastres naturais a cada ano. Em 2015, um terremoto, uma erupção vulcânica e um severo ciclone incidiram na ilha em apenas algumas semanas e 11 pessoas foram oficialmente consideradas mortas.
Este número de mortes relativamente baixo é um testemunho dos esforços globais para proteger as pessoas de desastres naturais: tanto durante, com infra-estrutura melhorada, como depois, com melhores esforços de ajuda. Para comparação, as piores perdas de vidas devido a um ciclone aconteceram em novembro de 1970, quando Bangladesh foi atingido pelo ciclone Bhola. Quase 500 mil pessoas morreram.
Ler o artigo na íntegra: The places on Earth where nature is most likely to kill you, site BBC.

quinta-feira, 9 de março de 2017

958 - Cálculo/calcular

A origem dessas duas palavras está na palavra grega kalyx para seixos ou pedras pequenas. As manipulações de pedras pequenas em tábuas de contagem para fazer operações aritméticas conduziram aos significados matemáticos atuais de cálculo e calcular.
A raiz de cascalho ainda está presente no uso médico da palavra cálculo, o termo utilizado para designar formações pétreas de composições diversas (cálcio, colesterol, urato etc.) no organismo humano, em especial nas vias urinárias e biliares, e também nos animais, podendo causar enfermidades.
O nome para o elemento cálcio vem da mesma raiz. O prefixo "calci" geralmente está relacionado ao cálcio ou ao calcário de alguma forma.
VÍDEO
PEDRA NOS RINS c/ o Dr. Drauzio Varella
Ao contrário do que se pensa, não faz bem beber água em grande quantidade quando se tem uma crise de cólica renal por cálculo.

segunda-feira, 6 de março de 2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

956 - A Coca-Cola do Japão

Lembra uma garrafa de leite, mas é só a Coca-Cola tentando parecer saudável ;-)
Débora Schach, 10/02/2017, Blue Bus
O rótulo branco já deixa claro que essa Coca-Cola não é como os demais refrigerantes da marca. A "Coca-Cola Plus", lançada no Japão, está sendo promovida como a versão "mais saudável" entre todas as variações da bebida. Ela contém 5 gramas de dextrina indigestível, também conhecida como fibra dietética, e nada de calorias nem açúcar. Segundo a fabricante, a "Coca-Cola Plus" ajuda a reduzir a absorção de gordura dos alimentos, desde que o consumo seja limitado a 1 garrafa por dia, durante as refeiçoes.
 Esta versão do refrigerante foi desenvolvida em resposta à preferência cada vez maior dos japoneses por comidas e bebidas saudáveis. E já que a Coca-Cola não pode exatamente chamar a "Coca-Cola Plus" de "saudável", está se referindo à novidade como "Tokuho Cola". No Japão, "Tokuho" é a abreviação de uma expressão que se refere à comida para um uso específico. Como, por exemplo, para a saúde.
Para completar, na página do produto – acredite –, a Coca-Cola usa inclusive a imagem de um médico, de jaleco branco e tudo, segurando uma garrafa da bebida.
 Não parece aqueles anúncios de antigamente em que médicos recomendavam o consumo de cigarros?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

955 - Miniaturas de uma coleção médica e herbal do século XII

Maravilhosa série de miniaturas de um manuscrito do final do século XII que se pensava ser proveniente da Inglaterra ou do norte da França, outrora propriedade do mosteiro de Ourscamps, ao norte de Paris, e agora na coleção da Biblioteca Britânica. Descrições de plantas herbáceas (incluindo Cannabis), além de vários procedimentos médicos medievais, como a cauterização e a remoção de hemorroidas, também são mostrados. O manuscrito é o lar de mais de duzentas destas imagens, abaixo uma pequena amostra delas.
Jaime Nogueira

Miniatures from a 12th-century medical and herbal collection, The Public Domain Review

sábado, 25 de fevereiro de 2017

954 - A descoberta do oxigênio

"A sensação de que (o oxigênio puro) para os pulmões não foi sensivelmente diferente da do ar comum; Mas eu achava que meu peito se sentia particularmente leve e fácil por algum tempo depois. Quem pode dizer, mas que, com o tempo, este ar puro pode tornar-se um artigo de moda de luxo. Até agora, apenas dois ratos e eu tivemos o privilégio de respirar." ~ Joseph Priestley (1733-1804)
O laboratório no qual Priestley descobriu o oxigênio em Bowood House.
Em março de 1774, Joseph Priestley escreveu para várias pessoas o que diz respeito ao novo "ar" que tinha descoberto. Uma dessas cartas foi lida em voz alta para a Royal Society em um documento descrevendo o descobrimento, intitulado "An Account of Further Discoveries in Air" ("Uma Conta de Novos Descobrimentos no Ar", em português), que foi publicado na revista Philosophical Transactions of the Royal Society. Priestley chamou a nova substância de "ar deflogisticado", em que ele fez sua famosa experiência de focalizar os raios do sol sobre uma amostra de óxido de mercúrio. Ele foi o primeiro que testou em ratos, que surpreenderam-no sobrevivendo pelo bastante tempo numa armadilha cheia com o "ar", e depois sobre si mesmo, escrevendo que era "cinco ou seis vezes melhor do que ar comum para efeitos de respiração, inflamação e, creio, qualquer um outro uso para o ar atmosférico normal". Em 1778, o gás foi renomeado oxigênio (O2) por Lavoisier.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

952 - Depósito de bichas (1877)

Venda e aluguel de bichas, diretamente de 1877. Um raro achado publicitário que revela a história da medicina. Segundo nossas fontes:
Bicha ou sanguessuga é um verme anelídeo e hematófago provido de duas ventosas, muito utilizada como terapêutica médica no Brasil oitocentista, quando a medicina ainda dava os seus primeiros passos.
"As bichas ou sanguessugas eram conservadas em um grande vaso de vidro, com água, e não eram alimentadas senão de vez em quando, com açúcar ou leite, a fim de que permanecessem sempre esfomeadas, prontas para sugarem o sangue quando fossem aplicadas sobre a pele do paciente previamente besuntada com açúcar." - H. de Friburgo
Anúncio veiculado no jornal "O Estado de São Paulo" no dia 12 de outubro de 1877:
(matéria enviada por Jaime Nogueira)
239 - T-rex na Amazônia
532 - O barbeiro-cirurgião
597 - Métodos de sangria
598 - As coletoras de sanguessugas

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

951 - Reinventando o fogo para salvar vidas

Em muitos países do mundo ainda é comum utilizar a lenha, o carvão e outros combustíveis sólidos (esterco e resíduos de colheitas) para cozinhar, o que prejudica a qualidade do ar interior e exterior. Um novo estudo analisou o impacto dessas emissões na saúde humana e do clima, e concluiu que a eliminação progressiva deste tipo de cozimento evitaria a morte de 22,5 milhões de pessoas até 2100 e ajudaria a reduzir as temperaturas globais.
Fogões de carvão e madeira são essenciais para aquecer e cozinhar em muitas partes do mundo, Três bilhões de pessoas no mundo têm quase somente a madeira e o carvão para estas necessidades. A maioria delas vive em áreas rurais da Ásia, como a Índia e a China, da Indonésia e América Latina. Em algumas regiões da África sub-saariana a dependência ao carvão e à lenha é quase total.
O banimento seria impensável na atualidade. Simplesmente, em grande parte do mundo, não há a opção do gás natural, por exemplo. Mas há a lenha. Uma alternativa seria incentivar o uso de fogões de combustível sólido, que são mais limpos e mais eficientes, e que apresentam menor consumo de combustível e de emissão de fumaça.
Um exemplo destes fogões é o HomeStove, da BioLite, um fogão que consome metade do combustível, diminui as emissões de fumaça em 90 por cento ou mais e, por extensão, reduz os efeitos ambientais adversos e as mortes associadas à poluição dentro das casas e no exterior.
A cozinha aproveita o calor para produzir eletricidade
Reinventar el fuego para salvar vidas, El País

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

950 - A capacidade de errar do DNA

"A capacidade de errar um pouco é a verdadeira maravilha do DNA. Sem esse atributo especial, ainda seríamos bactérias anaeróbias e não haveria a música."
~ Antoine-Thomson d 'Abbadie
Quando se trata de cadeias de DNA, uma ínfima mudança de ordem pode incorrer em uma grande alteração no fenótipo. Chimpanzés e seres humanos diferem em apenas 1% de seus genótipos, mas estas diferenças se espalham por 80% de nossos cerca de 30 mil genes. Dessa maneira, existem duas espécies distintas.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

949 - Ondas cerebrais como opção de senha

Em New Scientist: Brainwaves could act as your password – but not if you’re drunk (Ondas cerebrais podem servir de senha - mas não, se você estiver bêbado).
As ondas cerebrais estão entre os indicadores biométricos que podem servir como uma opção de senha. A ideia é que uma pessoa poderia provar a sua identidade por meio da eletroencefalografia (EEG). Por exemplo, em vez de digitar uma senha no teclado, o computador poderia mostrar uma série de palavras na tela e medir a resposta do usuário no EEG. A assinatura eletroencefalográfica é única para cada pessoa e mais complexa do que qualquer senha, o que a torna muito difícil de ser violada.
De acordo com o pesquisador Tommy Chin, da empresa de consultoria de segurança cibernética Grimm, a precisão da assinatura eletroencefalográfica ronda os 94 por cento, embora a eletroencefalografia pode ser facilmente alterada por influências externas, tais como drogas, cafeína ou álcool, . "Por esta razão, verificar a identidade de uma pessoa pode ser um desafio se o usuário tiver bebido grandes quantidades de álcool ou café". Fome, estresse, exercícios físicos e fadiga mental também reduzem a confiabilidade das leituras, por isso, um sistema de identificação por EEG teria de considerar todos esses fatores.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

947 - Provérbios medicinais


Quem vai ao médico e ao boticário, em pouco tempo está nas mãos do vigário.
Quem usa e abusa do xarope, vai para a cova a galope.
Se tens sezão ou maleita, toma quinino e põe fora a receita.
Tomar remédios sem critério é ir direto ao cemitério.
O homem adoece, o médico trata, mas sempre diz que Deus é quem mata.
Entre os bons médicos não há nenhum que de três doentes cure um.
Não tenhas medo da homeopatia, pois nenhum mal faz a água fria.
Quem os remédios dispensa, está isento da doença.
Eis os remédios de verdade: asseio, ar puro e sobriedade.
Quem tem diarreia tome bismuto, que a tripa seca num minuto.
Para enxaqueca ou dor de dente, não há remédio: é ser paciente.
Quem for prudente não visite casa onde há doença em "ite".
X. Malmequer
Revista Careta, 13 de fevereiro de 1909 - edição 37
(texto transcrito com atualização ortográfica)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

946 - Em pé

♿ Um novo tipo de cadeira de rodas para ajudar as pessoas paraplégicas a ganharem mais independência.
♿ Desenvolvido por pesquisadores nos EUA, o protótipo tem como objetivo melhorar a mobilidade dos paraplégicos e de outros usuários de cadeira de rodas.
♿ Usando um sistema de apoio hidráulico e a transmissão por corrente, os usuários podem alterar a sua posição de sentado para... em pé!

domingo, 29 de janeiro de 2017

945 - O salve da arma

Em inglês: weapon salve.
O salve da arma era uma tentativa de curar uma ferida causada por uma arma branca com uma preparação herbal aplicada não à própria ferida, mas à lâmina da arma que a causou.
Essa crença em uma ação a distância era comum no século 17 entre os seguidores da medicina de Paracelso. Normalmente, o bálsamo incluía o sangue da ferida causada pela arma.
Uma forma de simpatia em que a arma e a ferida estavam unidas magicamente, já que uma causou a outra.
Fonte: Blog Professor Bruce M. Hood
- Eu suspeito de que parte do sucesso dessa prática devia-se ao fato de que os médicos, concentrando-se na arma, evitavam infectar o corpo ferido.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

944 - A promessa de novos analgésicos

Por milhares de anos, os seres humanos têm usado os extratos da papoula (uma flor da família das Papaveraceae) para o alívio da dor. Nos últimos 200 anos, o ópio e a mais refinada morfina e seus derivados têm sido o remédio para o alívio da dor, particularmente após a cirurgia. Mas os efeitos colaterais são temíveis. Enquanto nada melhor para o alívio da dor for encontrado, os cientistas estão trabalhando com os opioides para separar os efeitos analgésicos dos outros efeitos.
Os opioides tradicionais - incluindo a morfina, o potente fentanil sintético e o Vicodin - todos agem ligando-se aos receptores opioides no sistema nervoso. Estes receptores são de três tipos: μ (mu ou mi), κ (kappa) e δ (delta). É no receptor mu-opioide que os opioides fazem sua magia, ativando uma cascata de sinalização celular que desencadeia seus efeitos analgésicos. Na linguagem da neurociência, os opioides são "agonistas" dos receptores mu, ao contrário dos "antagonistas", que são compostos que se ligam a um receptor e o bloqueiam, impedindo a sinalização celular. Quando um opioide se liga com o receptor mu-opioide, ele reduz ao final a participação dos nervos que comunicam a dor. Isto, naturalmente, é o efeito desejado.
Infelizmente, isso não é tudo o que ele faz. Opioides também liberam o neurotransmissor dopamina, que causa euforia e pode levar ao vício. Compostos como este também inibem as células nervosas de disparar de uma forma mais geral, incluindo as regiões do cérebro que regulam a respiração - o que pode ser perigoso. Ao tomar excessivamente  de um opiáceo, você pode parar de respirar e morrer. Isso é o que é a overdose. O CDC estima que 91 americanos morrem diariamente de uma overdose de opioides. Os efeitos colaterais também vão de uma prisão de ventre e náuseas até o rápido desenvolvimento de uma tolerância de modo que serão necessárias doses progressivamente maiores para se obter o mesmo efeito.
Mas... e se pudéssemos refinar o ópio só para atuar nos receptores mu e não nos outros? Isso diminuiria a dor sem inibir a respiração? Várias novas formulações estão em andamento, incluindo a Oliceridina, que funciona ainda mais rápido do que a morfina e está agora em fase III de ensaios clínicos.
Fonte: America's long-overdue opioid revolution is finally here, Smithsonian magazine

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

943 - Na Trilha do Tempo (PNI)

"Deus não pode querer que Sua obra seja maculada, permitindo que se inocule no homem a linfa de um ser inferior, como é a vaca." Papa Pio VII
1771
 Registro da inoculação da vacina, pela primeira vez, na Inglaterra.
1778
 Publicação, por Edward Jenner, do seu trabalho sobre vacínia (varíola em bovinos).
1796
 A primeira vacina foi descoberta por Edward Jenner, que sistematizou os conhecimentos empíricos e criou a vacina, de forma a prevenir a varíola, a partir da pústula formada pelo vírus vaccinia nas tetas das vacas.
1804
 Chegada da vacina contra a varíola ao Brasil, por iniciativa do Barão de Barbacena. O Barão enviou escravos a Lisboa para que fossem imunizados à maneira jenneriana e, ao retornarem, continuavam a vacinação de braço a braço.
1808
 Criação da primeira organização nacional de Saúde Pública no Brasil e do cargo de Provedor-Mor de Saúde da Corte e do Estado do Brasil, caracterizando o início da história da Saúde Pública no País.
Extraído do Programa Nacional de Imunizações (PNI): 40 Anos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

942 - A tecnologia e a profissão de radiologista

"Um dia eu tentei ver se eu poderia passar o dia inteiro sem falar com ninguém. E foi isso que aconteceu... Não falei com uma única pessoa." - Um radiologista
Como a radiologia foi a primeira especialidade médica a ser informatizada, o que aconteceu com ela - ao mesmo tempo chocante e, em retrospecto, totalmente previsível - é o nosso canário na mina de carvão digital, sua experiência oferece importantes lições para pacientes, clínicos e sistemas de saúde.
Quando os radiologistas tiram um selfie em grupo:
Ver também:
42 - Como se fosse fotografia

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

941 - Mesentério

Gente,
O mesentério sempre existiu. Mas, com a classificação proposta, ele vai melhorar muito a visibilidade.

sábado, 14 de janeiro de 2017

940 - Amendoim: uma mudança no jogo

por Roni Rabin
Amendoim - ou, pelo menos, manteiga de amendoim e amendoim em pó - estão de volta ao menu de bebês e crianças. Em uma reversão significativa dos conselhos anteriores, novas diretrizes nacionais de saúde estão exortando os pais a dar precocemente a seus filhos alimentos que contenham amendoim, começando muitas vezes quando eles são crianças, como uma maneira de ajudar a evitar alergias ao amendoim com risco de morte.
As novas diretrizes, emitidas pelo National Institute of Allergy and Infectious Diseases (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas), recomenda dar a bebês puré contendo pó de amendoim aos 6 meses de idade, ou mesmo antes, se a criança está propensa a alergias. É seguro fazê-lo. Nunca se deve dar a um bebê amendoim inteiro ou pedaços de amendoim, dizem especialistas, porque há perigo de asfixia.
Se forem amplamente implementadas, as novas diretrizes têm potencial para reduzir drasticamente o número de crianças que desenvolvem uma das alergias alimentares mais comuns e mortais, disse o Dr. Anthony Fauci, diretor do instituto, que chamou a nova abordagem de "uma mudança no jogo".
As novas diretrizes poderiam marcar o fim das proibições de sanduíches com manteiga ou geleia de amendoim tão comuns em refeitórios escolares? "Se pudermos colocar isso em prática, durante um período de vários anos, eu não ficaria surpreso se visse uma diminuição dramática na incidência de alergias ao amendoim", diz Fauci.
As alergias a amendoim são responsáveis por mais mortes de anafilaxia, ou constrição das vias aéreas, do que qualquer outra alergia alimentar. Embora as mortes sejam raras, as crianças que desenvolvem uma alergia ao amendoim geralmente não conseguem superá-la e devem ser vigiadas para evitar o amendoim pelo resto de suas vidas.
Siga lendo: Feed Your Kids Peanuts, Early and Often, New Guidelines Urge, The New York Times

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

939 - Brasil em alerta para a febre amarela

A febre amarela (CID-10: A95) é provocada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos infectados. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito do gênero Haemagogus. A maior preocupação das autoridades sanitárias é evitar o retorno da forma urbana da doença, feita por meio da transmissão do Aedes aegypti, cujo número de criadouros no País é considerado alto. O último caso registrado de febre amarela urbana no Brasil ocorreu no Acre, em 1942.
A infecção se instala quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra a doença é picada por um mosquito infectado.
As primeiras manifestações dessa doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.
As mortes de duas pessoas e de vários macacos contaminados pela febre amarela puseram o país em alerta e fizeram o Ministério da Saúde reforçar a orientação sobre a importância da vacinação. A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser dada a qualquer pessoa que reside ou vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata.

domingo, 8 de janeiro de 2017

938 - Tricorder médico

É um dispositivo portátil para escaneamento que pode ser utilizado por qualquer pessoa, servindo para autodiagnosticar condições médicas, em questão de segundos, e coletar sinais vitais básicos.
Um pensamento comum em relação aos tricorders é o de que eles serão aparelhos de propósito geral (multifuncionais), como o canivete suíço, sendo capazes de medir a pressão sanguínea, a temperatura corporal e o fluxo sanguíneo de uma forma não invasiva.
Tal gênero de dispositivo é capaz de analisar o estado pessoal de saúde depois de analisar os dados coletados, tanto na forma de um dispositivo individual (sem qualquer tipo de conexão), quanto um que esteja ligado a bancos de dados médicos através de uma conexão com a internet.
A ideia de um tricorder médico veio de um dispositivo imaginário da série televisiva de ficção científica ''Star Trek'', dos anos 1960.
Funções de um tricorder médico
Há um consenso que esse gênero de dispositivo seja capaz de fazer o seguinte:
  • Diagnosticar doenças.
  • Tomar medidas pessoais do estado clínico, como a frequência cardíaca.
  • Monitorar o estado clínico de um indivíduo.
  • Resumir o estado de saúde de uma pessoas.
  • Confirmar, de maneira rápida, se um pessoa é saudável ou não. Essa função deve operar de forma similar às lâmpadas indicadoras de mau funcionamento de um automóvel.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

937 - Wilhelm Röntgen

Wilhelm Conrad Röntgen (Lennep, 27 de março de 1845 — Munique, 10 de fevereiro de 1923)
Foi um físico alemão que, em 8 de novembro de 1895, produziu a radiação electromagnética nos comprimentos de onda correspondentes aos atualmente chamados raios X.
Em 28 de dezembro, ele anunciou na Universidade de Würzburg, através do artigo "Ein neue Art von Strahlen" (Sobre uma nova espécie de Raios), ter feito uma fotografia de raios X da mão de sua esposa (imagem ao lado).
Em janeiro, ele já era famoso. Ao longo de 1896, cerca de 50 livros e 1000 artigos apareceram sobre o assunto. E uma revista dedicada ao assunto foi fundada em maio de 1896.
Até os dias atuais, nenhuma das suas conclusões foi considerada falsa. Atualmente, Röntgen é considerado o pai da radiologia, a especialidade médica que se utiliza de imagens para o diagnóstico das doenças.
Ver também:
11 - Abreu, inventor da abreugrafia
42 - Como se fosse fotografia
464 - Werner Forssmann
A primeira fotografia de raios X nos EUA foi feita pelo Dr. Henry Louis Smith, um professor de física e astronomia da Davidson College. Mostrou a localização de uma bala na mão de um cadáver, usando uma exposição de 15 minutos. Imediatamente depois que ele ouviu pela primeira vez a descoberta de Röntgen na Alemanha, Smith pegou a mão do cadáver e disparou uma bala nela, para essa experiência. Em fevereiro de 1896, ele publicou essa fotografia de raios X no Charlotte Observer.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

936 - Isto me surpreendeu

Trigo, arroz e milho... têm genomas mais complexos do que nós, seres humanos.
http://b-gat.es/2h7PZSl

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

935 - Já existe uma vacina eficaz contra uma variante do Ebola

Uma vacina experimental (VSVD-ZEBOV) contra o vírus Ebola mostrou ser 100 por cento eficaz, de acordo com um estudo publicado em The Lancet, nesta quinta-feira.
Esses resultados oferecem a esperança de proteção contra a doença que atingiu a África Ocidental em 2014, matando mais de 11 mil pessoas.
A vacina foi administrada em pessoas na Guiné que estiveram em contato com doentes de Ebola. Poucos meses após os primeiros testes, a Organização Mundial de Saúde disse que os resultados preliminares foram "extremamente promissores".
De um total de 5.837 pessoas que receberam vacina nenhuma apresentou o Ebola depois de 10 dias ou mais, de acordo com o estudo. Entre as que não receberam a vacina imediatamente, houve 23 casos.

sábado, 24 de dezembro de 2016

933 - Papai Noel Baseado em Evidências

por Luis Cláudio Correia (*)
Publicado In: Medicina Baseada em Evidências, 24/12/2015
Papai Noel existe? Essa é uma pergunta comum nesta época do ano. Considerando que este Blog se propõe a discutir a veracidade dos fatos sob o paradigma científico, precisamos abordar esta importante questão, a qual impactará na vida de milhares de famílias nas próximas horas.
Partimos inicialmente do Princípio da Hipótese Nula, o qual afirma que todo fenômeno é inexistente até que se prove o contrário (prova científica). Esta é a justificativa para eventualmente nos questionarmos sobre a existência de Papai Noel. Ou seja, duvidar faz parte do pensamento científico. Mas não podemos parar por aqui, temos que evoluir nosso pensamento.
Devemos evoluir e nos perguntar se a presente questão se adequa ao Princípio da Plausibilidade Extrema. Este princípio se aplica a situações de exceção, onde o fenômeno é tão plausível, que dispensamos comprovação científica. Por exemplo, na prática clínica ter uma boa relação médico-paciente, saber ouvir e conversar com nosso cliente, representa uma habilidade que deve ser utilizada, mesmo sem um ensaio clínico randomizado demonstrando que a boa relação é benéfica. É extremamente plausível que um médico atencioso faz bem ao seu paciente e por isso aplicamos (ou devemos aplicar) essa abordagem mesmo na ausência de evidência científica.
A existência de Papai Noel é extremamente plausível. Isto porque esta existência só se materializa se formos capazes de acreditar. Se acreditarmos, Papai Noel existirá, se não acreditarmos, ele desaparecerá (ou não aparecerá). É um perfeito exemplo do Princípio da Plausibilidade Extrema, que deve ser aplicado apenas a situações especiais, onde dispensamos a necessidade de demonstração e ficamos como a verdade, simplesmente porque aquela verdade é indubitável. Há também plausibilidade extrema do benefício em se acreditar em Papai Noel. Óbvio que esta crença faz bem para a alma, portanto devemos nutri-la. E não faz bem apenas para crianças, para adultos também. Nós todos devemos acreditar em Papai Noel.
É tão plausível que ao imaginarmos um ensaio clínico randomizado para provar esta questão, percebemos que o resultado deste seria previsível. Imaginem que vamos randomizar famílias, metade para acreditar em Papai Noel e metade para não acreditar. É óbvio que nas famílias que acreditarem, as árvores acordarão repletas de presentes, enquanto nas famílias randomizadas para não acreditar, as árvores estarão vazias, se é que nestas casas haveria árvores de natal. É tão óbvio que seria anti-ético fazer esse estudo.
Poderíamos então fazer um estudo observacional. Observem como o Natal de famílias crentes em Papai Noel é mais mágico do que o Natal de famílias descrentes. Percebam que todo esse pensamento é baseado em uma sequência lógica que respeita dos princípios da medicina baseada em evidências. Mas para aqueles que ainda permanecem com o Princípio da Hipótese Nula a despeito de meus argumentos, vamos fazer um teste: amanhã, ao acordar, se houver presentes na árvore, estará provado que Papai Noel passou em sua casa.
Na verdade, todo mundo acredita em Papai Noel, mesmo aqueles que fingem não acreditar.
Feliz Natal a todos.
(*) Luis Cláudio Correia é Professor Livre Docente em Cardiologia, Doutor em Medicina e Saúde e Professor Adjunto da Escola Bahiana de Medicina

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

932 - A pulseira que neutraliza os tremores do Parkinson

O Parkinson é uma doença que afeta o sistema nervoso, causando falta de coordenação e tremores. Nos casos mais comuns, a enfermidade é reconhecida pelos tremores nos braços e pernas, o que faz com que o portador necessite da assistência de outras pessoas para realizar as tarefas mais simples do quotidiano.
A ciência tenta ajudar os portadores desta enfermidade de várias maneiras, embora a mais importante e prioritária continue sendo a busca da cura. Enquanto não se chega a esse ponto, há invenções que tentam tornar mais fácil a vida dos enfermos, como esta pulseira que lhes permite escrever e, até mesmo, desenhar.
É um projeto da Microsoft Research para o programa BBC2 The Life Big Fix. Liderados por Haiyan Zhang, diretor de inovação do programa, seus pesquisadores criaram uma pulseira ou bracelete que contrabalança os tremores das mãos. O dispositivo se baseia no funcionamento de pequenos motores que emitem microvibrações contrárias aos movimentos involuntários do braço. Assim, compensando seus  tremores na medida do possível, é que as pessoas afetadas pelo Parkinson podem voltar a escrever.
A primeira pessoa a usá-la foi Emma Lawton, uma ilustradora e escritora de 33 anos, que tem o diagnóstico de mal de Parkinson desde os 29. Graças a esta pulseira, não muito maior do que um SmartWatch, ela pôde voltar a escrever com boa qualidade.
É um conceito, ainda não é um produto final a ser vendido. A ideia e seu desenvolvimento está nas mãos da Microsoft, a qual poderá torná-la disponível a qualquer empresa do mercado.

sábado, 17 de dezembro de 2016

931 - Cientistas imaginários influentes, nestes tempos de fatos imaginários influentes

Por que falsificar dados quando você pode falsificar um cientista?
Inventar nomes e currículos é um dos mais recentes truques em Ciência.
Essa é a manchete de um artigo na revista Nautilus, escrito por Adam Marcus e Ivan Oransky. Aqui está parte do artigo:
 ... O fato é que o avanço profissional para cientistas de todo o mundo está se tornando um desafio cada vez maior em uma era de financiamento para a investigação científica cada vez mais escasso e, com isso, apertando a competição por pontos no corpo de pesquisadores. Para ter sucesso no ambiente de publicar-ou-perecer da academia, a maioria dos cientistas tranca-se no laboratório e joga dentro das regras. Alguns, porém, abrem uma escotilha....
[Uma] da maior parte das novas fraudes de hoje é incrivelmente simples: invente novas pessoas.
Jesús Ángel Lemus é um médico veterinário espanhol que perdeu 13 trabalhos por retratação devido à falta de veracidade em seus dados. Essa conduta não é tão incomum - mesmo 13 retrações não coloca Lemus entre os 30 maiores pesquisadores por retrações. O que torna Lemus interessante é que ele parece ter criado um coautor fictício para cinco de seus artigos, um "big Xavier" (cujas vagas filiações, ironicamente, fizeram dele um grande homem no campus da Universidade de Castilla -La Mancha ). É difícil entender por que o fato de aumentar o número de autores seja também uma forma de aumentar a aparente credibilidade de um estudo, especialmente se eles acontecem em uma prestigiada instituição.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

930 - Artrite reumatoide. Cartilha para pacientes

Le déjeuner des canotiers (O almoço dos barqueiros), 1880, Renoir
Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), um dos mais célebres pintores de todos os tempos e um dos mais importantes nomes do movimento impressionista, sofreu com as manifestações da artrite reumatoide durante grande parte de sua vida. A doença do pintor se iniciou por volta dos 50 anos, tornou-se agressiva a partir de 1903, quando ele tinha cerca de 60 anos, e levou-o à quase completa incapacidade após os 70 anos. Embora as deformidades que a artrite reumatoide impingiu a Renoir tenham sido incapacitantes, o pintor nunca deixou de pintar ou apresentou queda na qualidade de suas obras em função da doença. Sua obra é uma prova de imensurável magnitude da capacidade de superar a dor e a limitação física.
A Sociedade Brasileira de Reumatologia usou uma reprodução deste quadro do pintor impressionista francês Renoir como ilustração da capa de Artrite Reumatoide. Cartilha para pacientes.  

domingo, 11 de dezembro de 2016

929 - NICOLELIS. Palestra e lançamento de livro



Jornal GGN - Miguel Nicolelis, neurocientista brasileiro e líder do projeto "Andar de Novo", fará uma palestra gratuita na próxima segunda-feira (12), no Instituto Sedes Sapientae (Rua Ministro Godoi, 1484, Perdizes), em São Paulo - SP.
"A sociedade tem que entender que ciência é essencial, que a ciência é dela, e é uma forma de defender a soberania da sua cultura e do seu país. Se não dominarmos a indústria do conhecimento de ponta do século 21, quem vai pagar o preço é a sociedade brasileira. De várias maneiras: custo alto para tudo, saúde, energia, comida", afirma o cientista, que irá contar a experiência de realizar um projeto científico na periferia de uma capital do nordeste brasileiro.
Na abertura da Copa do Mundo de 2014, o paraplégico Juliano Pinto (foto) apresentou o exoesqueleto construído pelo projeto de Nicolelis. "Tenho esperança de tentar aproveitar essa tecnologia para tratar múltiplas doenças neurológicas", afirma o cientista.
Para ele, a soberania do Brasil está diretamente ligada com o desenvolvimento tecnológico, que inclui avanços na área espacial, energética, eletrônica, robótica, nanotecnológica e biotecnológica.
Nicolelis é professor titular da Duke University (EUA) e criou o projeto do Campus do Cérebro no Rio Grande do Norte.
Na palestra, que terá a mediação da jornalista Eleonora de Lucena, ele irá autografar seu livro "Made In Macaíba" (A história da criação de uma utopia científico-social no ex-império dos Tapuias.)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

928 - As 7 Bruxas da Menopausa


Comichona, Maliciosa, Suarenta, Dorminhoca, Inchada, Esquecida e Psíquica.

(Bits and Pieces)