quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

472 - Sobre doenças raras

  • Uma doença é considerada rara quando afeta menos de 1 em 2 mil indivíduos. 
  • Há cerca de 7 mil doenças raras. 
  • Estima-se que 250 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de uma doença rara. 
  • São frequentemente crônicas, progressivas, degenerativas e com riscos à vida. 
  • São incapacitantes: a qualidade de vida dos pacientes é frequentemente comprometida pela perda de autonomia. 
  • Os pacientes e suas famílias são alvos de muita dor e sofrimento. 
  • 75 por cento das doenças raras afetam as crianças. 
  • 30 por cento dos pacientes com doenças raras morrem antes dos 5 anos. 
  • 80 por cento das doenças raras têm origem genética identificável. 
  • Não existe tratamento eficaz para a maioria das doenças raras.
29/02 (entre ontem, 28, e hoje, 1.º) - Dia das Doenças Raras

Postagem relacionada: 69 - Doenças raras

domingo, 24 de fevereiro de 2013

471 - O Teste de Sentar e Levantar

A habilidade de sentar e levantar-se do chão está intimamente relacionada com todas as causas de risco de mortalidade 
Em 2002, mais de 2 mil pessoas entre as idades de 51 e 80 foram solicitadas a sentar e levantar-se sem recorrer ao uso de suas mãos ou joelhos. Os resultados desse Teste de Sentar e Levantar (TSL) foram registrados. Até o final de outubro de 2011, 159 das pessoas morreram. Acontece que a maioria das pessoas que morreram foram as que precisaram de mais apoio durante a realização da tarefa. Apenas duas das 159 pessoas que morreram tinham sido capazes de sentar e levantar-se sem apoio. Essas diferenças persistiram quando os resultados foram controlados por idade, sexo e índice de massa corporal, sugerindo que o resultado do teste é um preditor significativo de todas as as causas de mortalidade.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

470 - A enfermaria do futuro

Neste infográfico você vê uma enfermaria do futuro em que avanços da ciência e da tecnologia estarão a seu dispor para uma assistência médica melhor e mais confortável:

Hospital Room of the Future
From: HOSPITAL ROOM OF TOMORROW
(clique sobre o link para ampliar a imagem)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

469 - Hipopotomonstrossesquipedalofobia

Imagem: veio daqui
É uma palavra inventada como uma brincadeira que, por ter se tornado relativamente conhecida e divulgada, acabou sendo tomada como séria por muitas pessoas que não conhecem sua origem.
A hipopotomonstrossesquipedalofobia seria um distúrbio que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de pronunciar palavras grandes ou complicadas. Caracteriza-se pela aversão ou nervosismo em momentos nos quais o indivíduo deve empregar palavras longas ou de uso pouco comum (discussões técnicas, médicas, científicas etc), assim como evitar ou não mencionar palavras estranhas ao vocabulário coloquial.
Esta fobia pode ser causada pelo medo de pronunciar incorretamente a palavra, já que isto representa uma possibilidade de que a pessoa fique em desvantagem e seja visto como alguém de cultura inferior ou pouco inteligente perante seus iguais. Muitas vezes, esta fobia vem acompanhada de timidez social e medo de ser ridicularizado.
A própria palavra hipopotomonstrossesquipedalofobia representa certa ironia, haja vista que, além de ser longa e estranha, indica uma fobia às palavras semelhantes.
Linguisticamente falando, o termo correto para "fobia de palavras longas" é megalologofobia (usando-se os prefixos gregos megalo e logos) ou sesquipedalofobia (usando-se o prefixo latino sesquipedalis). WIKIPÉDIA

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

468 - Custos da saúde nos EUA

Jaime Rosenthal, professor sênior da Universidade de Washington, St. Louis, ligou para 122 hospitais, de todos os estados (EUA), em busca de avaliar custos para uma cirurgia de substituição de prótese de quadril, em sua avó de 62 anos de idade, que estava sem seguro mas tinha meios de pagar a operação.
As informações que obteve podem surpreender até mesmo os mais empedernidos economistas que se debruçam sobre a questão dos custos no opaco sistema de saúde norte-americano.
Resultados - Apenas cerca da metade dos hospitais, incluindo centros do topo do ranking ortopédico e hospitais comunitários, poderiam fornecer estimativas de custos para a citada operação, apesar dos repetidos apelos de Rosenthal. E, no grupo em que as informações foram obtidas, estas variaram por um fator acima de 10 - de 11.100 dólares a 125.798 dólares.
A avó do professor era uma personagem fictícia, criada para um projeto de pesquisa sobre os custos com os cuidados de saúde no país. Mas os resultados, que formam a base de um documento, divulgado pelo JAMA (Journal of American Medical Association), certamente vão atiçar o debate sobre o crescimento insustentável dos custos da saúde nos Estados Unidos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

467 - Que é um bom médico?

por Cristiane Segatto,  ÉPOCA
Em seu primeiro dia como residente da Universidade Harvard, o cirurgião americano Martin Makary ouviu uma frase que o marcaria para sempre.
“Esse paciente é do Hodad”, disse um dos residentes.
O jovem Makary, encantado por receber treinamento num dos centros médicos mais respeitados do mundo, mal podia esperar o momento de avistar o astro e, se tudo corresse bem, ser aceito como discípulo.
Mais tarde, envergonhado, confessou ao colega que nunca tinha ouvido falar no cirurgião Hodad. O amigo respondeu:
“Dr. Westchester é Hodad. É assim que nós, os residentes, o chamamos. H-O-D-A-D significa Hands of Death and Destruction (mãos de morte e destruição)”.
O médico era um perigo ambulante. O excesso de autoconfiança o levava a cometer sucessivos erros cirúrgicos. Hodad se achava bom em tudo. Arriscava-se e colocava os doentes em risco ao realizar operações que não eram sua especialidade.
Os pacientes nem desconfiavam. Agradeciam pelo tratamento recebido e o recomendavam aos amigos. O jovem Makary não entendia como os pacientes podiam ter uma percepção tão equivocada de um cirurgião que, sob o julgamento técnico dos colegas, era ruim. Conseguiu entender quando passou a acompanhar o médico mais velho nas visitas aos pacientes. Hodad era simpático, divertido, caloroso, bom de conversa. Os pacientes o adoravam. Até quando uma complicação ocorria, o que não era raro, Hodad era capaz de arranjar uma desculpa. Os doentes iam para casa convencidos de que ele não errara e felizes por terem estado em boas mãos.
Do ponto de vista técnico, Hodad era uma fraude. Do ponto de vista de popularidade, era um espetáculo.
No mesmo hospital, trabalhava outro cirurgião. Um grandalhão, de cara amarrada e péssimos modos. Grosseiro, na maior parte das vezes. Sempre pronto a humilhar as enfermeiras e outros funcionários.
Os alunos o chamavam de Raptor. Tinham medo dele. Os pacientes também. Raptor acumulava queixas de maus modos no departamento de atendimento ao cliente. Muitos pediam para ser operados por Hodad, o picareta com fama de excelente médico.
Os observadores bem informados ficavam intrigados com a ironia da situação. Apesar de seu comportamento terrível, Raptor tinha qualidade técnica muito acima da média. A incrível precisão cirúrgica e a insistência de se aproximar da perfeição a cada procedimento fizeram dele o cirurgião de melhor reputação entre os colegas. Até os que odiavam seus modos eram capazes de reconhecer sua superioridade técnica. Ao longo da carreira, Makary viu chefes de Estado, celebridades, e outros poderosos caírem nas mãos de gente como Hodad, sem ter a menor ideia do risco que corriam. Viu também moradores de rua operados por brilhantes Raptors, sem desconfiar de que eles eram a elite da profissão.
Essa é uma história universal. Quase todo hospital tem um Hodad e um Raptor. E profissionais de todo tipo entre esses dois perfis extremos. No Brasil, é exatamente assim – sobretudo naqueles que são considerados os melhores hospitais.
Se até os poderosos estão sujeitos aos Hodads, como o cidadão comum pode saber se o profissional e o hospital escolhido é bom mesmo?
Podemos escolher hotéis e restaurantes a partir de critérios técnicos, mas somos impedidos de comparar as diferentes instituições de saúde a partir de parâmetros objetivos.
Qual é o índice de infecção do hospital A? E as taxas de complicação do B? Qual é a sobrevida de quem faz uma cirurgia cardíaca ou um transplante aqui ou ali? Esses dados existem. Pelo menos no grupo de 21 hospitais brasileiros que dispõem de um selo de qualidade emitido por uma entidade chamada Joint Commission International.
Por enquanto, porém, essas informações são guardadas a sete chaves. Ainda que um hospital divulgue um ou outro parâmetro (em geral, o que lhe é favorável), não podemos comparar as diferentes instituições.
SIGA LENDO

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

466 - Boa noite, Cinderela

O gama-hidroxibutírico (GHB) surgiu no início da década de 1990. Foi sintetizado como um análogo do ácido gama-aminobutírico (GABA), com o objetivo de se obter uma substância similar, capaz de atravessar a barreira hemato-encefálica. Investigado como agente anestésico, devido a seus efeitos colaterais (contrações musculares involuntárias e delírio), o GHB foi abandonado. Posteriormente, foi usado como estimulador do crescimento muscular, efeito que não foi comprovado cientificamente. Por causar diminuição do nível de consciência, depressão respiratória e convulsões, foi banido dos EUA pela Food and Drug Administration (FDA).
No Brasil, o GHB tem o seu uso legal restrito a raros casos de distúrbios do sono e de epilepsia, sendo a importação do medicamento regulamentada pela ANVISA. Obtido ilicitamente, o GHB tem sido usado para a prática de crimes de estupro e furtos. Casos de morte pelo consumo desta droga também já foram descritos.
O GHB é inodoro e incolor, mas agora é possível detectá-lo. Há materiais que mudam de cor quando entram em contato com a substância. (1) Fabricados com esses materiais, há copos que podem livrá-lo de uma boa enrascada. (2) Como não são encontrados nos points que você frequenta, leve o que vai usar a esses locais.
smartcups
(1) Idem para a ketamina e o Rohypnol.
(2) Há também em canudinhos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

465 - Seções anatômicas de papeis dobrados

Inspirada em imagens disponíveis no The Visible Human Project®, e usando folhas de amoreira dobradas, Lisa Nilsson habilmente recriou imagens de partes do corpo humano.
Aqui vemos um de seus trabalhos:
Tórax (seção transversal), Tissue Series
Em duas palavras: im pressionante.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

464 - Werner Forssmann (1904-1979)

Em 1929, no porão do Hospital Eberswaled, na Alemanha, o médico residente de cirurgia Werner Forssmann inseriu um cateter ureteral em si próprio, na região do cotovelo, fazendo-o ir por uma veia até o coração.
Ele usou um espelho como seu assistente, já que a enfermeira que o acompanhava (acreditando que o procedimento seria realizado nela) mantinha-se em uma mesa de operação. Concluído o ato, ele  tirou um raio-x do tórax (à esquerda) para determinar se o cateter havia de fato chegado ao átrio direito.
Em vez de elogios, Forssmann foi recebido com uma condenação. Essa rejeição levou-o a trocar a cardiologia pela urologia (fez sentido),
Posteriormente, ele foi recompensado com o Prêmio Nobel de Medicina em 1956.