terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

955 - Miniaturas de uma coleção médica e herbal do século XII

Maravilhosa série de miniaturas de um manuscrito do final do século XII que se pensava ser proveniente da Inglaterra ou do norte da França, outrora propriedade do mosteiro de Ourscamps, ao norte de Paris, e agora na coleção da Biblioteca Britânica. Descrições de plantas herbáceas (incluindo Cannabis), além de vários procedimentos médicos medievais, como a cauterização e a remoção de hemorroidas, também são mostrados. O manuscrito é o lar de mais de duzentas destas imagens, abaixo uma pequena amostra delas.
Jaime Nogueira

Miniatures from a 12th-century medical and herbal collection, The Public Domain Review

sábado, 25 de fevereiro de 2017

954 - A descoberta do oxigênio

"A sensação de que (o oxigênio puro) para os pulmões não foi sensivelmente diferente da do ar comum; Mas eu achava que meu peito se sentia particularmente leve e fácil por algum tempo depois. Quem pode dizer, mas que, com o tempo, este ar puro pode tornar-se um artigo de moda de luxo. Até agora, apenas dois ratos e eu tivemos o privilégio de respirar." ~ Joseph Priestley (1733-1804)
O laboratório no qual Priestley descobriu o oxigênio em Bowood House.
Em março de 1774, Joseph Priestley escreveu para várias pessoas o que diz respeito ao novo "ar" que tinha descoberto. Uma dessas cartas foi lida em voz alta para a Royal Society em um documento descrevendo o descobrimento, intitulado "An Account of Further Discoveries in Air" ("Uma Conta de Novos Descobrimentos no Ar", em português), que foi publicado na revista Philosophical Transactions of the Royal Society. Priestley chamou a nova substância de "ar deflogisticado", em que ele fez sua famosa experiência de focalizar os raios do sol sobre uma amostra de óxido de mercúrio. Ele foi o primeiro que testou em ratos, que surpreenderam-no sobrevivendo pelo bastante tempo numa armadilha cheia com o "ar", e depois sobre si mesmo, escrevendo que era "cinco ou seis vezes melhor do que ar comum para efeitos de respiração, inflamação e, creio, qualquer um outro uso para o ar atmosférico normal". Em 1778, o gás foi renomeado oxigênio (O2) por Lavoisier.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

952 - Depósito de bichas (1877)

Venda e aluguel de bichas, diretamente de 1877. Um raro achado publicitário que revela a história da medicina. Segundo nossas fontes:
Bicha ou sanguessuga é um verme anelídeo e hematófago provido de duas ventosas, muito utilizada como terapêutica médica no Brasil oitocentista, quando a medicina ainda dava os seus primeiros passos.
"As bichas ou sanguessugas eram conservadas em um grande vaso de vidro, com água, e não eram alimentadas senão de vez em quando, com açúcar ou leite, a fim de que permanecessem sempre esfomeadas, prontas para sugarem o sangue quando fossem aplicadas sobre a pele do paciente previamente besuntada com açúcar." - H. de Friburgo
Anúncio veiculado no jornal "O Estado de São Paulo" no dia 12 de outubro de 1877:
(matéria enviada por Jaime Nogueira)
239 - T-rex na Amazônia
532 - O barbeiro-cirurgião
597 - Métodos de sangria
598 - As coletoras de sanguessugas

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

951 - Reinventando o fogo para salvar vidas

Em muitos países do mundo ainda é comum utilizar a lenha, o carvão e outros combustíveis sólidos (esterco e resíduos de colheitas) para cozinhar, o que prejudica a qualidade do ar interior e exterior. Um novo estudo analisou o impacto dessas emissões na saúde humana e do clima, e concluiu que a eliminação progressiva deste tipo de cozimento evitaria a morte de 22,5 milhões de pessoas até 2100 e ajudaria a reduzir as temperaturas globais.
Fogões de carvão e madeira são essenciais para aquecer e cozinhar em muitas partes do mundo, Três bilhões de pessoas no mundo têm quase somente a madeira e o carvão para estas necessidades. A maioria delas vive em áreas rurais da Ásia, como a Índia e a China, da Indonésia e América Latina. Em algumas regiões da África sub-saariana a dependência ao carvão e à lenha é quase total.
O banimento seria impensável na atualidade. Simplesmente, em grande parte do mundo, não há a opção do gás natural, por exemplo. Mas há a lenha. Uma alternativa seria incentivar o uso de fogões de combustível sólido, que são mais limpos e mais eficientes, e que apresentam menor consumo de combustível e de emissão de fumaça.
Um exemplo destes fogões é o HomeStove, da BioLite, um fogão que consome metade do combustível, diminui as emissões de fumaça em 90 por cento ou mais e, por extensão, reduz os efeitos ambientais adversos e as mortes associadas à poluição dentro das casas e no exterior.
A cozinha aproveita o calor para produzir eletricidade
Reinventar el fuego para salvar vidas, El País

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

950 - A capacidade de errar do DNA

"A capacidade de errar um pouco é a verdadeira maravilha do DNA. Sem esse atributo especial, ainda seríamos bactérias anaeróbias e não haveria a música."
~ Antoine-Thomson d 'Abbadie
Quando se trata de cadeias de DNA, uma ínfima mudança de ordem pode incorrer em uma grande alteração no fenótipo. Chimpanzés e seres humanos diferem em apenas 1% de seus genótipos, mas estas diferenças se espalham por 80% de nossos cerca de 30 mil genes. Dessa maneira, existem duas espécies distintas.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

949 - Ondas cerebrais como opção de senha

Em New Scientist: Brainwaves could act as your password – but not if you’re drunk (Ondas cerebrais podem servir de senha - mas não, se você estiver bêbado).
As ondas cerebrais estão entre os indicadores biométricos que podem servir como uma opção de senha. A ideia é que uma pessoa poderia provar a sua identidade por meio da eletroencefalografia (EEG). Por exemplo, em vez de digitar uma senha no teclado, o computador poderia mostrar uma série de palavras na tela e medir a resposta do usuário no EEG. A assinatura eletroencefalográfica é única para cada pessoa e mais complexa do que qualquer senha, o que a torna muito difícil de ser violada.
De acordo com o pesquisador Tommy Chin, da empresa de consultoria de segurança cibernética Grimm, a precisão da assinatura eletroencefalográfica ronda os 94 por cento, embora a eletroencefalografia pode ser facilmente alterada por influências externas, tais como drogas, cafeína ou álcool, . "Por esta razão, verificar a identidade de uma pessoa pode ser um desafio se o usuário tiver bebido grandes quantidades de álcool ou café". Fome, estresse, exercícios físicos e fadiga mental também reduzem a confiabilidade das leituras, por isso, um sistema de identificação por EEG teria de considerar todos esses fatores.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

947 - Provérbios medicinais


Quem vai ao médico e ao boticário, em pouco tempo está nas mãos do vigário.
Quem usa e abusa do xarope, vai para a cova a galope.
Se tens sezão ou maleita, toma quinino e põe fora a receita.
Tomar remédios sem critério é ir direto ao cemitério.
O homem adoece, o médico trata, mas sempre diz que Deus é quem mata.
Entre os bons médicos não há nenhum que de três doentes cure um.
Não tenhas medo da homeopatia, pois nenhum mal faz a água fria.
Quem os remédios dispensa, está isento da doença.
Eis os remédios de verdade: asseio, ar puro e sobriedade.
Quem tem diarreia tome bismuto, que a tripa seca num minuto.
Para enxaqueca ou dor de dente, não há remédio: é ser paciente.
Quem for prudente não visite casa onde há doença em "ite".
X. Malmequer
Revista Careta, 13 de fevereiro de 1909 - edição 37
(texto transcrito com atualização ortográfica)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

946 - Em pé

♿ Um novo tipo de cadeira de rodas para ajudar as pessoas paraplégicas a ganharem mais independência.
♿ Desenvolvido por pesquisadores nos EUA, o protótipo tem como objetivo melhorar a mobilidade dos paraplégicos e de outros usuários de cadeira de rodas.
♿ Usando um sistema de apoio hidráulico e a transmissão por corrente, os usuários podem alterar a sua posição de sentado para... em pé!