sexta-feira, 30 de setembro de 2016

905 - Poluição do ar: emergência sanitária mundial

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulga dados alarmantes sobre a poluição do mundo.
Noventa e dois por cento de todas as pessoas da população do planeta vivem em lugares onde a poluição do ar está fora dos padrões de segurança. Seis milhões e meio de pessoas no mundo morrem a cada ano (12 por cento de todas as mortes)  por doenças relacionadas com a poluição do ar: infarto, AVC, câncer pulmonar e outras doenças respiratórias.
Um estudo patrocinado pela OMS recolheu amostras do ar em mais de três mil lugares pelo globo. Noventa por cento dessas mortes acontecem sobretudo nas regiões mais pobres. Quem lidera esse ranking é o Turcomenistão com 108 mortes por 100 mil habitantes. Depois vêm o Afeganistão, o Egito, a China e a Índia.
No Brasil, a média foi de 14 mortes por 100 mil habitantes.
A OMS fala em emergência sanitária e recomenda investir em formas de energias limpas e transportes ecológicos.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

904 - O uso off label em prescrição médica

Os médicos têm o direito de prescrever medicamentos para finalidade terapêutica distinta para as quais tiveram aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, o uso da substância off label, como o procedimento é conhecido, deve ser uma exceção pontual e ter a responsabilidade por eventuais riscos assumida pelo profissional que o indicou. É o que assegura o Parecer CFM nº 02/2016 aprovado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em fevereiro de 2016.
Os procedimentos off label são aqueles em que são utilizados materiais ou fármacos fora das indicações em bula ou protocolos, sendo que sua indicação e prescrição ocorre por inteira responsabilidade do médico que assiste os pacientes.
"O uso off label de medicamento ocorre por uma indicação médica pontual e específica, em desconformidade com a bula e sob risco e responsabilidade do profissional prescritor" pontua o relator do parecer, Dr. Emmanuel Fortes.
Segundo o parecer, aos Conselhos de Medicina compete julgar os insucessos sob a óptica do risco a que o médico submeteu o paciente. "Os médicos que assim procederem devem estar cientes da responsabilidade que assumem e do que lhes recai como penalidades a que poderá responder", alerta Dr. Fortes.
O conselheiro defende que o uso desse tipo de prescrição não pode estar regulamentado pelo CFM, pois a observação clínica pode apontar caminhos para o uso de produtos e substâncias que não estavam no seu plano original. "É na observação das respostas e de seus aspectos evolutivos que os médicos baseiam suas decisões terapêuticas. Faz parte da arte da medicina este acompanhamento. Criar regras evitaria o progresso natural da ciência".
Ler mais no JORNAL MEDICINA, de abril de 2016.

sábado, 24 de setembro de 2016

903 - O sabor do amido

Pesquisadores afirmam ter descoberto um sexto sabor que deriva de alimentos ricos em amido, como massas, batatas, pão e arroz
Acreditava-se que os seres humanos só poderiam detectar cinco diferentes sabores elementares: doce, salgado, azedo, amargo e, adicionado à lista de sete anos atrás, umami. Mas agora pesquisadores afirmam que somos capazes de detectar também o sabor do amido.
Juyun Lim, professora de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual do Oregon, conduziu a pesquisa que sugere que o nosso paladar pode detectar os carboidratos encontrados em alimentos como massas, batatas e pão.
"Toda alimentação tem uma importante fonte de hidratos de carbono complexos. A ideia de que não podemos provar o que estamos comendo não faz sentido", disse ela à New Scientist .
Para testar a teoria do sexto gosto, Dra. Lim e sua equipe dissolveram diferentes proporções de hidratos de carbono em soluções líquidas que foram dadas a 22 participantes, sendo estes em seguida solicitados a classificá-las quanto ao gosto.
"Eles descreveram um gosto de amido",disse Dra. Lim.
Anteriormente, muitos cientistas acreditavam que os seres humanos só poderiam provar o açúcar desses carboidratos após as enzimas da saliva quebrarem moléculas de amido em açúcares simples, deixando um sabor doce na boca.
No entanto, mesmo quando voluntários receberam um composto para bloquear a enzima da saliva, os receptores para o doce ainda eram capazes de sentir o sabor de amido – o que sugere que os seres humanos conseguem sentir o sabor do amido antes de a sustância ter sido dividida em açúcar.
Mas, como não foram identificados na língua humana os receptores específicos para o sabor do amido, este não pode ser considerado, até o momento, como um sabor elementar,
No Acta:
634 - Língua humana e carboidratos

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

902 - Carne e orações


Para escolher o local mais saudável para a construção de um hospital em Bagdá, no século IX, o médico Rasis pendurou pedaços de carne nos possíveis locais. Onde a carne ficou mais fresca por mais tempo foi o local que ele escolheu.

No século 12, São Bernardo de Claraval, chefe dos médicos da Igreja Católica Romana, proibiu os monges em seus hospitais de estudar textos médicos e de usar remédios, exceto orações.

Os hospitais foram uma grande inovação médica da Idade Média, cuja matriz era religiosa (pois assentava no principio cristão de assistência aos pobres, desamparados e doentes) e não exclusivamente científica. Apesar destes hospitais não se poderem comparar aos hospitais atuais, não se pode negar a importância que tiveram.

Alguns dos maiores hospitais europeus foram o Hôtel-Dieu em Paris, o Santo Spirito em Roma, o St. Thomas e o St. Bartholomew na Inglaterra etc.

Wikia

domingo, 18 de setembro de 2016

901 - O jardim das plantas venenosas

Trancadas por trás de portas de aço preto em Northumberland, Inglaterra, no jardim do Alnwick Castle, vicejam cerca de cem infames assassinos. Da beladona à cicuta, a única maneira de uma planta deitar raízes no local é se ela for venenosa para os seres humanos. Criado pela Duquesa de Northumberland, este é um jardim que você não vai querer visitar para cheirar as flores.
"ESTAS PLANTAS PODEM MATAR"
Algumas destas mesmíssimas plantas têm usos medicinais. Dosis sola facit venenum (só a dose faz o veneno), como disse o médico e alquimista suíço Paracelso.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

900 - Datas de validade nos alimentos não significam quase nada

A vida dos alimentos nas prateleiras parece que é um caso bem regulado, concreto, mas não é. Difere por região e tipo de alimento. No final, esses prazos não significam quase nada, o que leva a um desperdício de alimentos e a um pressuposto de segurança.
Para a maioria dos alimentos embalados, estas datas são geralmente deixadas ao critério do produtor de alimentos. Eles geralmente trabalham com empresas de terceiros, como The National Food Lab, que realizam testes para ver quanto tempo os alimentos levam para estragarem. Estas empresas deixam os alimentos em uma prateleira por dias, semanas, meses e criam um sistema de classificação para descrever a sua qualidade ao longo do tempo. Por vezes, é apenas um teste de gosto. Outras vezes, é sobre a aparência da comida, o que não tem nada a ver com o gosto ou o valor nutricional. Em qualquer caso, o teste não é particularmente científico ou indicativo da real segurança do alimento, e tudo isso é altamente subjetivo.
É impossível descobrir a data exata em que um alimento estragará
Nós gostamos de pensar que há uma data quantificável que vai nos dizer quando um alimento não serve mais, porém há muitas variáveis ​​para algo tão simples. Esse é o verdadeiro problema com datas de validade dos alimentos.
Quanto tempo a comida fica em um caminhão sendo transportada ou à espera de ser descarregada em um supermercado, quanto tempo ela fica exposta em gôndolas ou prateleiras do supermercado, quanto tempo ela fica no carrinho de compras, no carro e na despensa até ir para o freezer ou a geladeira. Etc.
Alimentos "vencidos" não é certo que vão deixá-lo doente. Significa apenas que a comida pode não ter o gosto tão bom. O que geralmente faz com que você fique doente são as bactérias patogênicas, como a Salmonella ou a E. coli, que podem viver em seu alimento antes de comprá-lo, ou mesmo persistirem depois de cozinhá-lo, se você não cozinhar o alimento corretamente. Não há nenhum rótulo ou linha do tempo que garante a sua comida estar livre das bactérias que podem deixá-lo doente. O crescimento bacteriano depende do tempo, da temperatura e do manuseio adequado dos alimentos – isso tudo é mais importante do que a data impressa. É também por isso que a comida tende a durar mais tempo no congelador da geladeira e no freezer. Não que eles matem todas as bactérias, mas porque podem atrasar ou impedir o crescimento bacteriano.
O que fazer para não depender das datas de validade
Então, se as datas são arbitrárias, o que se pode fazer? Bem, o teste do olfato ainda é a sua melhor opção. Se o alimenta cheira mal, ele vai ter gosto ruim. Seus olhos também podem dizer muito. Se a comida parece estragada, provavelmente o é. Da mesma forma, certas carnes, como o frango, tendem a obter uma textura viscosa e uma cor monótona quando estragam. Nós todos temos uma capacidade inata para dizer quando uma comida está podre ou estragada. Confie em seus sentidos.
Finalmente, a sua melhor aposta é a de armazenar os alimentos adequadamente para que eles realmente durem o tempo estimado. Certifique-se de que segue as regras básicas para descongelá-los. Mantenha os sentidos afiados para os sinais de deterioração e prepare seus alimentos corretamente para evitar a contaminação.
O fato é que as datas de validade, independentemente da linguagem que elas usam, pouco significam. Se valem um olhar quando você está no supermercado, porém elas são inúteis além desse ponto, e certamente não valem a confiança que a maioria de nós deposita nelas. Nós podemos fazer muito melhor com os nossos olhos e narizes.
Expiration Dates on Your Food Mean Nothing, por Thorin Klosowski. In: lifehacker

sábado, 10 de setembro de 2016

899 - Suicídio: Informando para prevenir



Cartilha orienta médicos sobre prevenção ao suicídio
Apresentação
Todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo.
Por sugestão da Comissão de Ações Sociais (CAS) do Conselho Federal de Medicina (CFM), essa silenciosa epidemia tornou-se uma das prioridades da Câmara Técnica de Psiquiatria da entidade que, com o apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), lança esta cartilha, intitulada "Suicídio: informando para prevenir".
As entidades médicas acreditam em uma sociedade engajada na defesa pela vida e em gestores comprometidos com políticas públicas que realmente transformem esse cenário.
É possível prevenir o suicídio, desde que os profissionais de saúde, de todos os níveis de atenção, estejam aptos a reconhecer os seus fatores de risco.
Por isso há, neste trabalho, informações que podem ajudar a sociedade a desmitificar a cultura e o tabu em torno do tema e auxiliar os médicos a identificar, tratar e instruir seus pacientes.
Espera-se que esta contribuição ajude no enfrentamento deste grave problema de saúde pública.
Carlos Vital T. Corrêa Lima - Presidente do Conselho Federal de Medicina
Emmanuel Fortes S. Cavalcanti - Coordenador da Câmara Técnica de Psiquiatria

10 de setembro - Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

CFM Publicações - Cartilha

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

898 - Alfabeto médico

Como seu médico aprende a escrever uma receita:
O médico e a caligrafia nem sempre caminham no mesmo sentido
428- Tenham um fantástico dia
Outros alfabetos de uso médico
505 - Um alfabeto epidemiológico | 570 - O alfabeto do cérebro

terça-feira, 6 de setembro de 2016

897 - Broncodilatadores

Os broncodilatadores são a pedra angular da terapia medicamentosa na DPOC. De acordo com a duração do efeito são classificados como broncodilatadores de curta ou longa duração de ação e quanto ao mecanismo de ação, em antimuscarínicos eβ2-agonistas. O tratamento regular com broncodilatadores de longa duração é mais eficaz e conveniente do que com os de curta duração de ação.
1. Broncodilatadores de curta duração de ação [6-8 horas]
1.1 β2-agonistas
- - - salbutamol
- - - fenoterol
- - - terbutalina
1.2 antimuscarínicos
- - - ipratrópio
2. Broncodilatadores de longa duração de ação
2.1  β2-agonistas (long-acting β2-agonists, LABA)
de 12 horas
- - - salmeterol
- - - formoterol
de 24 horas
- - - vilanterol
- - - olodaterol
- - - indacaterol
2.2 antimuscarínicos (long-acting muscarinic antagonists, LAMA)
de 24 horas:
- - - tiotrópio
3. metilxantinas
- - - teofilina
- - - roflumilaste