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quinta-feira, 9 de junho de 2022

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

1016 - O uso do espaçador

 O spray, popularmente conhecido como "bombinha", é um dispositivo que fornece sob a forma de aerossol medicações usadas no tratamento de doenças respiratórias como a asma. Ele pode ser acoplado a espaçadores, dispositivos plásticos que tornam mais fácil a inalação e aumentam a quantidade de medicação que chega aos pulmões.
Veja, passo a passo, como utilizar o espaçador em crianças pequenas:
E veja como utilizá-lo em crianças maiores:
https://youtu.be/ENG_CwsOMLw
O pneumologista Renato Abi-Ramia, de Nova Friburgo, gravou este vídeo (mais completo) para ensinar os pacientes a utilizarem corretamente os inaladores, dando mais eficácia ao tratamento da asma e da DPOC.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

1013 - Estudo Salford em Asma

Apresentação oral por videoconferência
Dr. David Leather, MD
Transmissão local: Coco Bambu, em Fortaleza
Dia: 05/10/2017, às 19h30
Sobre a asma
A asma é uma doença pulmonar crônica que inflama e estreita as vias aéreas. A asma afeta 358 milhões de pessoas em todo o mundo. As causas da asma não são completamente compreendidas, mas provavelmente envolvem uma interação entre a composição genética de uma pessoa e o meio ambiente.
Sobre Relvar Ellipta®
Relvar Ellipta® está indicado no tratamento de manutenção da asma em que o uso diário de produtos em combinação, no caso, o furoato de fluticasona (corticosteroide inalatório) com o vilanterol (um long-acting beta 2 agonist, agonista seletivo do receptor beta 2 adrenérgico de ação prolongada) em um único inalador, o Ellipta, é apropriado: pacientes não adequadamente controlados com ICS (corticosteroide inalatório) e, quando necessário, com SABA (short-acting beta 2 agonist, agonista seletivo do receptor beta 2 adrenérgico de curta ação).
Sobre o Estudo Salford
O desfecho primário mostrou que os pacientes iniciados com Relvar Ellipta apresentaram o dobro das chances de conseguir uma melhora no controle da asma em comparação com os pacientes que continuaram com os cuidados habituais.
http://www.gsk.com/en-gb/media/press-releases/relvar-ellipta-significantly-improved-asthma-control-in-salford-lung-study-patients-compared-with-their-usual-care/
Grato ao Sr. Maurício, do GSK em Fortaleza, pelo convite que me fez para esta videoconferência. Bom haver estado com meus colegas pneumologistas Nilo e Mara.

sábado, 29 de abril de 2017

975 - Palestra. Controle da asma no Brasil

Na noite de quinta-feira (27), médicos pneumologistas de Fortaleza estiveram no Colosso Lake Lounge para assistir a uma videoconferência sobre o Controle da asma no Brasil.
O conferencista, Dr. Roberto Stirbulov, é médico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Pneumologia, e atuação principalmente nos seguintes temas: testes de função respiratória, asma e asma de difícil controle.
► A asma é uma inflamação crônica dos brônquios, que provoca um bloqueio no fluxo do ar e dificuldade do paciente em respirar. Algumas pessoas desenvolvem a asma na infância, outras ao longo da vida. O diagnóstico é muito importante para o tratamento correto. Apenas 9 por cento dos asmáticos no Brasil têm a doença realmente controlada.
O webmeeting (patrocinado pelo Laboratório Aché) incluiu a apresentação do estudo "Avaliação das tendências prescritivas dos pneumologistas no Brasil" pelo Dr. Stirbulov.
Para ler:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132012000400004
[Avaliação da eficácia e segurança da associação de budesonida e formoterol em dose fixa e cápsula única no tratamento de asma não controlada: ensaio clínico randomizado, duplo-cego, multicêntrico e controlado. Autores: Roberto Stirbulov e outros. In: J Bras Pneumol.2012;38(4):431-437]
https://blog.fcmsantacasasp.edu.br/tag/dr-roberto-stirbulov/
http://docslide.com.br/documents/dispositivos-inalatorios-analisando-as-diferencas-roberto-stirbulov-fcm-da-santa-casa-de-sp.html
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/07/pequenas-atitudes-podem-ajudar-evitar-problemas-respiratorios.html

terça-feira, 6 de setembro de 2016

897 - Broncodilatadores

Os broncodilatadores são a pedra angular da terapia medicamentosa na DPOC. De acordo com a duração do efeito são classificados como broncodilatadores de curta ou longa duração de ação e quanto ao mecanismo de ação, em antimuscarínicos eβ2-agonistas. O tratamento regular com broncodilatadores de longa duração é mais eficaz e conveniente do que com os de curta duração de ação.
1. Broncodilatadores de curta duração de ação [6-8 horas]
1.1 β2-agonistas
- - - salbutamol
- - - fenoterol
- - - terbutalina
1.2 antimuscarínicos
- - - ipratrópio
2. Broncodilatadores de longa duração de ação
2.1  β2-agonistas (long-acting β2-agonists, LABA)
de 12 horas
- - - salmeterol
- - - formoterol
de 24 horas
- - - vilanterol
- - - olodaterol
- - - indacaterol
2.2 antimuscarínicos (long-acting muscarinic antagonists, LAMA)
de 24 horas:
- - - tiotrópio
3. metilxantinas
- - - teofilina
- - - roflumilaste

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

891 - Palestra. Asma e DPOC

Esteve em Fortaleza para proferir uma conferência sobre Asma e DPOC o Dr. Oliver Nascimento, médico assistente da Disciplina de Pneumologia Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O evento aconteceu na noite de quarta-feira (17 de agosto), no Hotel Gran Marquise, contando com o comparecimento de pneumologistas, pediatras e alergologistas que atuam em nossa cidade.
Diretrizes brasileiras para o manejo da DPOC
Tópicos
Asma e DPOC: doenças inflamatórias. ► Estimativas para o Brasil: 20 milhões de casos de asma e 7 milhões de casos de DPOC. ► Subdiagnóstico da DPOC relacionada a vários fatores, principalmente à baixa utilização da espirometria. ► LABA + LAMA vs LABA + CI ► Relvar (GSK): fluticasona 200 mg (p/ asma) e 100 mg (p/DPOC) + vilanterol 25mg ► Ellipta: inalador de pó seco c/ contador e de baixa resistência interna (fluxo inspiratório: a partir de 40 L/min) ► Internações por asma no Brasil: redução de 400 mil em 2002 para 200 mil em 2011.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

807 - Efeitos do tabagismo passivo na morbidade da asma

 O tabagismo passivo (TP) pode desencadear exacerbações da asma em crianças. Diferentes estudos têm relacionado o aumento dos sintomas da asma, o uso dos cuidados de saúde e as mortes em crianças expostas ao tabagismo passivo, mas o risco não foi quantificado de maneira uniforme em todos os estudos.
O objetivo deste estudo, publicado no Annals of Allergy, Asthma and Immunology, foi realizar uma revisão sistemática e meta-análise para avaliar e quantificar a gravidade da asma e a utilização dos cuidados de saúde em crianças expostas ao TP.
Uma revisão sistemática foi realizada para avaliar a associação entre a gravidade da asma em crianças e o TP. Os critérios de inclusão incluíram os estudos que avaliavam as crianças com exposição ao TP e relatavam os desfechos de interesse como a gravidade da asma, incluindo as exacerbações. Os modelos de efeitos aleatórios foram usados para combinar os resultados de interesse (consultas no pronto socorro ou internações, sintomas graves de asma, sibilância e provas de função pulmonar) dos estudos incluídos.
Um total de 1.945 estudos foram identificados e 25 estudos preencheram os critérios de inclusão. As crianças com asma e exposição ao TP tiveram duas vezes mais chances de internação por asma (odds ratio [OR] 1,85, 95% intervalo de confiança [IC] 1,20-2,86, P = 0,01) do que as crianças com asma, mas sem exposição ao TP. A exposição ao TP também foi significativamente associada com as consultas no pronto socorro (OR 1,66, IC 95% 1,02-2,69, P = 0,04), com a sibilância (OR 1,32, IC 95% 1,24, 1,41, P <0 nbsp="" p="">Os pesquisadores concluíram que as crianças com asma e exposição ao TP possuem quase duas vezes mais chances de internação por exacerbação da asma e são mais propensas a ter pior prova de função pulmonar.
Fonte: Efeitos do tabagismo passivo na morbidade da asma e na utilização dos cuidados de saúde em crianças: uma revisão sistemática e meta-análise, Annals of Allergy, Asthma and Immunology
Autores: Wang Z, May SM, Charoenlap S, Pyle R, Ott NL, Mohammed K, Joshi AY.

domingo, 27 de julho de 2014

641 - Como montar o quarto da criança alérgica

Alergia, principalmente a respiratória, é uma das doenças crônicas mais comuns entre as crianças. Atualmente, 20% dos pequenos sofrem de rinite ou asma logo nos primeiros anos de vida. A chance de desenvolver o problema duplica se um dos pais é alérgico e quase quadruplica se ambos são.
“O que acontece é que, normalmente, diante dos sintomas e até do diagnóstico, os pais se preocupam somente com os medicamentos, quando deveriam atentar também para o ambiente em que os filhos vivem e reduzir a exposição da criança aos alérgenos”, destaca Magda Carneiro-Sampaio, imuno-alergologista e presidente do Conselho Diretor do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.
E é no quarto, onde as crianças passam grande parte do tempo, que mora o problema. “Especialmente na cama há calor e umidade, condição propícia para a proliferação e convívio de ácaros, responsáveis por 90% dos casos de alergias respiratórias. Tecidos grossos, poltronas, pelúcias e carpetes também facilitam a deposição desse alérgeno”, explica doutor Antonio Carlos Pastorino, pediatra, imunologista e alergista.
Para as famílias cujos filhos já foram diagnosticados alérgicos e até mesmo para as grávidas que estão montando o quarto do futuro bebê, os especialistas relacionam os itens da receita para um quarto clean e sem contraindicações, tanto para crianças saudáveis como para as alérgicas.
- Antes da chegada do pequeno, analise os cômodos e elimine focos de infiltração e umidade para evitar o mofo, outro alérgeno em potencial.
- O quarto mais ensolarado deve ser o quarto do bebê. Posicione a cama de modo que receba luz solar. Ácaros vivem muito bem em temperaturas próximas a 36ºC, mas quando ultrapassa os 50ºC, eles morrem. Então, expor colchão e travesseiro ao sol é recomendado para eliminar pelo menos os que estiverem na superfície. Quando isso não for possível, utilize capas antialérgicas para colchão e travesseiro. Elas são feitas de um tecido especial, com poros milimétricos, que impedem que os ácaros escapem.
- O ideal é que o travesseiro seja trocado uma vez ao ano. Evite os de pena, pois ela é alérgena.
- Magda recomenda que os lençóis sejam trocados duas vezes por semana, o cobertor ideal é o tipo japonês, ou futton, e os felpudos estão proibidos. Escolha o travesseiro de espuma e troque-o anualmente para evitar acúmulo de microrganismos que a fronha não barra. Os de pena devem ser evitados, pois o pelo também é um alérgeno perigoso. “A cama é quente e abafada, características que propiciam a proliferação de ácaros e fungos, por isso deve receber atenção especial. Se a criança dorme com muita frequência no quarto dos pais esse cuidado deve ser extensivo à cama do casal”, salienta Magda.
- Um quarto arejado diariamente por, no mínimo, duas horas diárias, é imprescindível para a saúde das vias aéreas. “Famílias adeptas ao ar condicionado devem deixar o ar circular abrindo as janelas. Também é importante limpar os filtros periodicamente”, afirma Magda;
- Diariamente, descamamos cerca de 1g de pele por dia. Por terem a pele mais seca, alérgicos podem descamar até dez vezes mais. Ácaros, por sua vez, se alimentam de restos de pele, portanto, doutor Pastorino não recomenda bater o lençol no quarto. Além disso, hidrate bem a pele da criança.
- Ao se movimentar na cama, os ácaros recirculam para o ar. O mesmo ocorre ao varrer os cômodos. Por isso, o ideal é usar rodo e pano úmido para higienização dos ambientes domésticos.
- Não use produtos de limpeza muito perfumados. Eles favorecem a irritação das vias aéreas das crianças com rinite.
- Evite acumular livros e outros objetos que acumulem pó e mofo.
- Para aparar o sol da janela, prefira persianas inteiriças às cortinas e as persianas modulares. As inteiriças são mais fáceis de limpar;
- Evite prateleiras acima do berço. Normalmente, seu uso inclui bichos de pelúcia e outros objetos que atraem poeira. Para guardar esses objetos, de preferência aqueles de plástico ou material de fácil limpeza, doutor Pastorino recomenda um baú de plástico, que seja fácil de higienizar.
- Carpetes devem ser evitados do contato com a criança alérgica. A melhor opção, neste caso, são os pisos lisos de madeira ou de vinil.
- “Em relação às tarefas domésticas, é preferível que os pequenos alérgicos auxiliam apenas na arrumação da cama e evitem participar da limpeza. O contato com produtos químicos pode agravar o quadro”, conclui doutora Magda.

domingo, 6 de outubro de 2013

544 - Avaliação de atopia em portadores de DPOC

RESUMO DE ARTIGO
OBJETIVO: Determinar a prevalência de atopia e avaliar o perfil clínico, laboratorial e radiológico de pacientes com DPOC.
MÉTODOS: Estudo de corte transversal com pacientes ambulatoriais portadores de DPOC estável (definida pela história clínica e relação VEF1/CVF inferior a 70% do previsto após broncodilatador). Os pacientes responderam um questionário clínico e de atopia e foram submetidos a citologia de lavado nasal, teste cutâneo de alergia, radiografia de tórax, hemogasometria arterial e dosagem de IgE total.
RESULTADOS: Dos 149 indivíduos avaliados, 53 (35,6%), 49 (32,8%) e 88 (59,1%), respectivamente, apresentavam eosinofilia no lavado nasal, teste cutâneo positivo e sintomas de rinite alérgica. A análise de correspondência confirmou esses achados, evidenciando dois perfis distintos de doença: a presença de atopia em pacientes com estágios mais leves de DPOC, e a ausência de características de atopia em pacientes com aspectos de doença mais grave (VEF1 reduzido e hiperinsuflação). Houve uma associação estatisticamente significante entre eosinofilia no lavado nasal e prova farmacodinâmica positiva.
CONCLUSÕES: Este estudo identificou uma alta frequência de atopia em pacientes com DPOC, utilizando ferramentas simples e reprodutíveis. A monitorização inflamatória de vias aéreas parece ser uma ferramenta útil para avaliar as doenças respiratórias em idosos, assim como em pacientes com sobreposição de asma e DPOC, entidade clínica ainda pouco compreendida.
REFERÊNCIA: Neves, Margarida Celia Lima Costa et al. Avaliação de atopia em portadores de DPOC. J. bras. pneumol. vol.39 no.3 São Paulo maio/jun. 2013
Trabalho realizado no Serviço de Pneumologia, Complexo Hospital Professor Edgard Santos, e no Programa de Pós-Graduação em Medicina e Saúde Publica, Faculdade de Medicina, Universidade Federal da Bahia – UFBA – Salvador (BA) Brasil.
Siglas utilizadas neste resumo: DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica); VEF1 (volume expiratório forçado do primeiro segundo); CVF (capacidade vital forçada); IgE (imunoglobulina E).

terça-feira, 5 de junho de 2012

383 - Saúde Não tem Preço

Iniciada distribuição gratuita de medicamentos para asma
Começou, ontem (dia 4), a oferta gratuita de medicamentos para o tratamento da asma nas farmácias populares da rede própria (administradas pelo governo federal) e nas unidades privadas conveniadas ao programa Aqui Tem Farmácia Popular. A decisão estabelece a inclusão de três medicamentos (brometo de ipratrópio, diproprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol) na ação Saúde Não Tem Preço, juntamente com outros 11 medicamentos para hipertensão e diabetes, que já são distribuídos.
Para a retirada dos produtos, é preciso o usuário apresentar documento com foto, CPF e a receita médica dentro do prazo de sua validade. Se o usuário se deparar com uma unidade que ainda não adaptou o seu sistema de vendas à gratuidade, ele deve procurar outra unidade entre as mais de 20 mil existentes no país.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca a relevância desta inclusão de novos medicamentos no programa. “Estamos dando um passo importante para reduzir o número de internações e de óbitos por asma”, observa Padilha. A asma está entre as principais causas de internação nas crianças com idades abaixo de 6 anos. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram crianças desta faixa etária. Além disso, cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano por causa da asma.
 Os medicamentos incorporados já fazem parte do elenco do programa Farmácia Popular, ou seja, são ofertados à população com até 90% de desconto nas unidades da rede própria e privada. Com a inclusão deles no Saúde Não Tem Preço, o valor de referência –estabelecido pelo Ministério da Saúde–será mantido e o governo assumirá a contrapartida que era paga pelo cidadão. A incorporação destes medicamentos ampliará o orçamento atual do Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões por ano. O orçamento de 2012 do programa, sem contar os valores previstos para cobrir os custos com a inclusão dos medicamentos para asma, é R$ R$ 836 milhões.
 A gratuidade deve beneficiar até 800 mil pacientes por ano. Atualmente, o programa Farmácia Popular atende 200 mil pessoas que adquirem medicamentos para o tratamento de asma. A estimativa do Ministério da Saúde é a de que este número possa quadruplicar, como ocorreu com os medicamentos para hipertensão e diabetes após um ano de lançamento da gratuidade pelo programa Saúde Não Tem Preço, iniciado em fevereiro de 2011.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

277 - O fechamento do Proaica

Em 1996, um grupo de abnegados profissionais de várias entidades, tendo à frente a médica pneumologista Dra. Márcia Alcântara, implantou no Centro da Assistência à Criança Dra. Lúcia de Fátima (CAC), da Secretaria Regional IV, em Fortaleza, o Programa de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente, o Proaica-CAC. Graças a intervenções eficazes, seguras e de baixo custo, realizadas pela equipe multiprofissional do programa, centenas de crianças asmáticas passaram a ter a doença controlada em nível ambulatorial.
O que significa dizer que, além de uma grande melhora na qualidade de vida, as crianças passaram  a ter uma importante redução nas faltas escolares, nos atendimentos de emergência e nas internações hospitalares. Resultados esses que fizeram o Proaica-CAC ser reconhecido pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) como sendo um dos programas mais exitosos do Brasil. E daí não se entender o motivo por que, ao invés de institucionalizar e disponibilizar o citado programa para todos os asmáticos da Capital (estimados em 200 mil), resolva a Secretaria Municipal de Saúde encerrar as atividades do Proaica-CAC.
Exigimos dos gestores municipais na área da saúde que, reavaliando as consequências desfavoráveis para a população assistida, revertam as medidas que levaram ao fechamento do Proaica-CAC. Nessa luta, ora liderada pela Sociedade Cearense de Pneumologia e Tisiologia (SCPT), estamos plenamente convictos da justeza dessas reivindicações. PGCS

Ref.: Asfixia por omissão do Poder Municipal, artigo de Márcia Alcântara. 
In:  O Povo Online, publicado em 04/07/11 e consultado em 06/07/11

domingo, 1 de maio de 2011

257 - SEMANA. Viva Sem Asma

A Sociedade Cearense de Pneumologia e Tisiologia (SCPT), o Programa de Controle da Asma (PROCAM) do Hospital de Messejana (HM) e a Liga do Pulmão da UFC convidam a todos para participarem da "Semana Viva Sem Asma", a ser realizada em Fortaleza (HM e Praça José de Alencar), no período de 2 a 7 de maio.
Constam da programação: telepalestras, seminário, teatro, sabatina e concurso de "bombinhas".
No encerramento da semana, Juca Cajuzinho (na figura ao lado, com a sua "bombinha"), o boneco gigante que simboliza o evento,  fará a animação geral.

Uma explicação
As "bombinhas" são dispositivos seguros e indispensáveis para o controle e o tratamento da asma.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

207 - Piada de pneumologista

Uma paciente retorna a seu médico. É asmática e vem chiando com o resultado de seu tratamento.



Vídeo sugerido por Nelson Cunha

domingo, 11 de julho de 2010

160 - Laser não cura asma

Caro colega,

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia tem como uma das suas funções a difusão do conhecimento científico na área das doenças respiratórias prioritárias e o zelo pela divulgação de Boas Práticas Clínicas. Foi com surpresa que verificamos a divulgação, em imprensa leiga, matéria na Revista Veja - Edição 2146 - ano 43 - n°1 - pagina 74, de 6 de janeiro de 2010, artigo referente a pesquisa desenvolvida no InCor com aplicação de Laser para obtenção de controle da asma. A reportagem sugeriu que asmáticos, após o tratamento com raios Laser, poderiam ter uma vida normal, sendo possível abandonar o tratamento anti-inflamatório com corticóides inalatórios, após a aplicação das ondas luminosas.
Compreendemos perfeitamente a missão da Universidade em pesquisar e divulgar tratamentos novos, bem como assegurar que esse conhecimento, ao ser transferido ao público leigo, seja sempre revestido dos devidos cuidados para que a falta de embasamento teórico da população não propicie uma má interpretação.
Essa reportagem, descrevendo um tratamento experimental como potencialmente mais eficaz do que o tratamento universalmente aceito como o mais efetivo para controle da asma (corticóides inalatórios: Evidencia A nas Diretrizes e Consensos mundiais), gera uma falsa impressão de conhecimento sólido e produzido em Instituição de credibilidade irrefutável.
Como especialistas sabemos que o Laser ainda carece de comprovação científica definitiva para ser recomendado como tratamento de primeira linha.
Sendo assim, encaminhamos, através de nossa Assessoria de Imprensa, uma resposta a VEJA, a qual não foi publicada. Estamos trabalhando para esclarecer a população de forma transparente e adequada.

Jussara Fiterman
Presidente da SBPT

Publicado em EntreMentes

quarta-feira, 10 de março de 2010

37 - Asma e derrame pleural

Um paciente do sexo masculino, 63 anos, motorista de táxi, ex-fumante, procurou um médico pneumologista de seu plano de saúde para o tratamento de uma asma crônica dependente de terapia corticóide oral.
Dois meses antes, havia apresentado febre e astenia ao longo de uma semana, durante a qual a dispnéia tinha se mostrado com menor grau de resposta aos medicamentos que ele habitualmente usava para a asma. Atendido no setor de emergência de um hospital, após o exame clínico e a realização de uma radiografia de tórax, foi constatado estar apresentando um derrame pleural de médio volume à esquerda.
---__TORACOCENTESE
Submeteu-se a um esvaziamento por agulha (toracocentese) do líquido pleural. Neste procedimento, foi coletada uma quantidade de cerca de meio litro de líquido pleural, com aspecto claro, que foi encaminhado para exames laboratoriais, juntamente com uma biópsia de pleura. O paciente recebeu alta da enfermaria de observação, sendo orientado a retornar duas semanas depois para saber os resultados dos exames.
Na data aprazada, os resultados dos exames foram recebidos pelo paciente. Mas não conseguiu mostrá-los ao médico solicitante do setor de emergência, por este se encontrar de férias. Contudo, nas semanas seguintes, o paciente também não compareceu no hospital para apresentá-los a outro profissional. Foram os motivos alegados: estar sem os sintomas da intercorrência e imaginar-se que ficara curado por meio da toracocentese (sic).
Até que, por ocasião de uma consulta a outro pneumologista, os resultados daqueles exames foram enfim apresentados. A citologia do líquido (com linfocitose) e a biópsia (com granuloma caseoso) eram conclusivas para tuberculose pleural. A toracocentese, além do alívio que lhe proporcionara, fora muito importante para a confirmação diagnóstica. Mas, ao paciente, ainda faltava a adoção de uma medida indispensável: iniciar o “tratamento específico”.
É feito este tratamento com medicamentos orais, ingeridos em horário único diário, durante seis meses. Não há necessidade de o paciente se afastar do trabalho. Embora se trate de uma forma "fechada" (não contagiante) da enfermidade, a história natural da tuberculose pleural mostra que ela costuma recrudescer, apresentando-se sob a forma pulmonar, meses ou anos após, quando não houve antes o tratamento medicamentoso. E ser idoso e/ou usar cronicamente corticóide (droga depressora da imunidade) estão entre os fatores que influem para que assim evolua.

O caso é de etiologia comum para o derrame pleural. Foi aqui descrito para chamar a atenção sobre a importância de o paciente sempre mostrar os resultados de seus exames ao médico que o assiste (PGCS).

Publicado em EntreMentes