quinta-feira, 16 de abril de 2026

1463 - Hospital Universitário do Ceará




O Hospital Universitário do Ceará (HUC), localizado na Avenida Dr. Silas Munguba, no bairro Itaperi,  em Fortaleza, é considerado o maior hospital público em área construída e número de leitos das regiões Norte e Nordeste, com cerca de 78,6 mil m² de área construída e mais de 650 leitos. 
Inaugurado em 19 de março de 2025, o HUC oferece atendimento 100 por cento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em alta complexidade.
A estrutura é distribuída em três torres (Clínico, Cirúrgico e Materno-Infantil) e sete pavimentos. Atualmente, conta com 498 leitos em funcionamento, sendo 218 destinados à área materno-infantil e 80 leitos de UTI adulto e neonatal. 
Além disso, dispõe de leitos complementares, incluindo 20 poltronas/leitos no Centro de Infusão (Quimioterapia), 24 leitos de recuperação pós-anestésica no Centro Cirúrgico Geral, 7 leitos de Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) no Centro Cirúrgico Obstétrico e 2 leitos de emergência.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

1462 - A Rede SESA do Ceará

A atenção primária é a porta de entrada do sistema de saúde. Fazem parte deste componente, por exemplo, postos de saúde, centros de saúde e unidades de Saúde da Família. A partir do primeiro atendimento, o cidadão é encaminhado para outros serviços de maior complexidade da saúde pública, como hospitais e clínicas especializadas – ou seja, equipamentos da atenção secundária e terciária.
A Rede da Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) tem 14 hospitais, sendo dez em Fortaleza e quatro no Interior.
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Hospitais da Rede criados no período de 1928 a 1963:
Hospital Geral Cesar Cals (HGCC) Fortaleza 1928
Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM) Fortaleza 1933
Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) Fortaleza 1952
Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HFP) Fortaleza 1963
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Hospitais da Rede criados no período de 1964 a 1985:
Hospital Geral de Fortaleza (HGF) Fortaleza 1969
Hospital São José (HSJ) Fortaleza 1970
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Hospitais da Rede criados no período de 1988 a 2026:
Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) Fortaleza 2004
Hospital Regional do Cariri (HRC) Juazeiro do Norte 2011
Hospital Regional Norte (HRN) Sobral 2013
Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) Quixeramobim 2016
Hospital Regional do Vale do Jaguaribe (HRVJ) Limoeiro do Norte 2021
Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (HELV) Fortaleza 2020
Hospital Universitário do Ceará (HUC) Fortaleza 2025
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Hospitais polos e estratégicos
O governo do Ceará libera recursos financeiros para apoiar municípios no atendimento à saúde da população. São 85 hospitais públicos e filantrópicos que recebem este apoio.
http://www.saude.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/9/2022/02/hospitais_polo_estrategicos-1.pdf 
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 
Funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem resolver grande parte das urgências e emergências. Com isso ajudam a diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais. A UPA inova ao oferecer estrutura simplificada, com raio-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação. Nas localidades que contam com UPA, 98% dos casos são solucionados na própria unidade. 
Seis UPAs funcionam em Fortaleza: Autran Nunes, Canindezinho, Conjunto Ceará, José Valter, Messejana e Praia do Futuro. 
Postos de saúde 
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) 
Decreto nº 5.055, de 27 de abril de 2004 
Centros de Especilidades Odontológicas (CEO) e Policlínicas 
Programa Mais Médicos (2013) 
Lei nº 12.871, de 22 de outubro de 2013 
Serviços Especiais
IPC, CIDH e outros
Serviços de Apoio
HEMOCE, LACEN, Laboratórios Regionais

quinta-feira, 2 de abril de 2026

1461 - O pão mofado na antiga medicina egípcia

A imagem abaixo mostra um pão redondo coberto de mofo azul-esverdeado sobre um pano de linho.
O alimento em questão está visivelmente mofado e impróprio para o consumo. Assim estando é  um perigo à saúde, pois o mofo produz micotoxinas que podem causar intoxicação alimentar. E remover apenas a parte visivelmente mofada não garante a segurança, pois os fungos e suas toxinas podem ter penetrado profundamente no pão. 
Os antigos egípcios usavam o mofo para curar infecções 
Sim, você leu certo: eles aplicavam pão mofado em feridas infectadas. Uma prática que durante séculos pareceu mágica ou misteriosa, mas que hoje finalmente podemos explicar com a ciência moderna.
Sem saber nada sobre a existência das bactérias, eles perceberam — por meio de pura observação empírica — que as feridas cicatrizavam mais rápido quando cobertas com pão mofado.
O ponto de virada ocorreu em 1928, quando Alexander Fleming descobriu acidentalmente, em uma placa de Petri, que as colônias de um fungo chamado Penicillium notatum produzia uma substância capaz de matar bactérias. Dessa descoberta nasceu a penicilina, o primeiro antibiótico da história, destinado a revolucionar a medicina e salvar milhões de vidas em todo o mundo.
No entanto, não seria razoável (como já se divulgou pela internet) a opção de alimentar as pessoas infectadas com alimentos mofados, já que isso pode lhes causar náuseas, vômitos e diarreia, além de efeitos tóxicos acumulativos no fígado e rins. E, no caso do Aspergillus flavus, lembrar ainda que suas aflatoxinas são cancerígenas.
Para finalizar, eis o que disse Daniele Cozzoli, professor de História da Ciência da Universidade Pompeu Fabra:
"Penicillum notatum é um bolor que, em muitas culturas, foi utilizado para curar feridas. No entanto, uma coisa é usar um remédio, que não se sabe até que ponto ele poderia funcionar, e outra coisa é extrair a penicilina da cultura, o que requer o conhecimento de um complexo sistema de extração bioquímica que os antigos egípcios evidentemente não tinham”.