O Registro Civil do Brasil apresenta uma solução inovadora para um reconhecimento da paternidade. Disponível no portal do registro civil, esta iniciativa moderniza e facilita o processo, tornando-o mais acessível para todas as partes envolvidas.
Por que escolher o reconhecimento on-line?
Acesso Facilitado. As mães podem iniciar o seu atendimento, visualizar os registros de seus filhos e iniciar o pedido de reconhecimento.
Flexibilidade para Pais. O pai receberá notificação para assinatura do termo de reconhecimento.
Segurança e Eficiência. Tecnologia de ponta garantindo segurança dos dados e dos direitos.
Processo 100% on-line. Sem necessidade de deslocamento ao cartório.
Como funciona o reconhecimento digital?
01.
O procedimento pode ser iniciado diretamente pela plataforma oficial dos Cartórios de Registro Civil, onde pai ou mãe podem solicitar o reconhecimento de forma eletrônica.
02.
O processo segue as mesmas garantias jurídicas do ato presencial, incluindo a necessidade de consentimento das partes envolvidas — como a mãe, no caso de filhos menores, ou o próprio filho, quando maior de idade.
03.
Após a solicitação, o pedido é encaminhado ao Cartório de Registro Civil responsável, que analisará a documentação e dará continuidade ao procedimento até a conclusão do ato.
04.
No caso da indicação do suposto pai pela mãe, o sistema permite a identificação automática dos registros de nascimento vinculados à mãe que ainda não possuem paternidade reconhecida.
05.
A partir disso, a mãe pode inserir os dados do suposto pai e anexar os documentos necessários. O Cartório então encaminha o caso ao juiz para dar início ao processo de investigação de paternidade, conforme previsto na legislação.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
quinta-feira, 23 de abril de 2026
1464 - Regime preventivo para a tuberculose latente (ultra-curto)
RESUMO
FundoA terapia preventiva de curta duração para tuberculose com isoniazida e rifapentina (HP) é amplamente recomendada, mas a aceitabilidade e a segurança de um mês de HP diário (1HP) em comparação com três meses de HP semanal (3HP) são incertas. Comparamos o tratamento com esses dois regimes em pessoas com teste positivo para infecção latente por tuberculose e sem infecção pelo HIV. Nossa hipótese era de que o 1HP apresentaria maior taxa de conclusão do tratamento e menos eventos adversos do que o 3HP.
Métodos e resultados
Realizamos um ensaio clínico randomizado de Fase 4 comparando o esquema 1HP com o esquema 3HP em adolescentes e adultos sem infecção pelo HIV, com exposição recente à tuberculose e teste positivo para infecção latente por tuberculose, em dois centros no Brasil. Os desfechos primários foram a conclusão bem-sucedida de >90% da medicação, verificada por autorrelato, contagem de comprimidos e monitoramento farmacológico, e a segurança. A segurança do tratamento foi definida como a ocorrência de eventos adversos de Grau > 2 ou a interrupção do tratamento devido a efeitos colaterais. Randomizamos 500 indivíduos para o esquema 1HP (249) e para o esquema 3HP (251); 193 homens e 307 mulheres, com mediana de idade de 39 anos. A taxa de conclusão do tratamento foi de 89,6% para os receptores do esquema 1HP versus 84,1% para os receptores do esquema 3HP (diferença de risco ajustada por centro de 5,2%, [IC 95%: [−0,1%, 11,2%], p = 0,10). Eventos adversos de segurança de grau > 2 ou descontinuação do tratamento ocorreram em 16,1% dos receptores de 1HP e 10,4% dos receptores de 3HP (diferença de risco ajustada por centro de 6,1%, [IC 95%: [−0,04%, 12,3%], p = 0,05). As proporções de pacientes que descontinuaram o tratamento devido a qualquer efeito colateral foram de 7,2% para 1HP e 4,4% para 3HP. A diferença de risco para o desfecho primário de segurança, ajustada por centro e covariáveis demográficas e clínicas basais, foi de 3,4% (IC 95% [−2,3%, 9,1%], p = 0,24). O estudo não foi desenhado para avaliar a eficácia.
Conclusão
Tanto o regime 1HP quanto o 3HP apresentaram altas taxas de sucesso no tratamento. Os participantes alocados ao grupo 1HP apresentaram mais eventos adversos específicos, em sua maioria de baixa intensidade. Nenhum dos regimes se mostrou superior ao outro. Esses resultados irão subsidiar as diretrizes globais para a terapia preventiva da tuberculose. NCT04703075 ( clinicaltrials.gov ).
https://journals.plos.org/plosmedicine/article?id=10.1371/journal.pmed.1004758
https://portugues.medscape.com/viewarticle/tuberculose-latente-regime-preventivo-quatro-semanas-mostra-2026a100089i
quinta-feira, 16 de abril de 2026
1463 - Hospital Universitário do Ceará
Inaugurado em 19 de março de 2025, o HUC oferece atendimento 100 por cento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em alta complexidade.
A estrutura é distribuída em três torres (Clínico, Cirúrgico e Materno-Infantil) e sete pavimentos. Atualmente, conta com 498 leitos em funcionamento, sendo 218 destinados à área materno-infantil e 80 leitos de UTI adulto e neonatal.
A estrutura é distribuída em três torres (Clínico, Cirúrgico e Materno-Infantil) e sete pavimentos. Atualmente, conta com 498 leitos em funcionamento, sendo 218 destinados à área materno-infantil e 80 leitos de UTI adulto e neonatal.
Além disso, dispõe de leitos complementares, incluindo 20 poltronas/leitos no Centro de Infusão (Quimioterapia), 24 leitos de recuperação pós-anestésica no Centro Cirúrgico Geral, 7 leitos de Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) no Centro Cirúrgico Obstétrico e 2 leitos de emergência.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
1462 - A Rede SESA do Ceará
A atenção primária é a porta de entrada do sistema de saúde. Fazem parte deste componente, por exemplo, postos de saúde, centros de saúde e unidades de Saúde da Família. A partir do primeiro atendimento, o cidadão é encaminhado para outros serviços de maior complexidade da saúde pública, como hospitais e clínicas especializadas – ou seja, equipamentos da atenção secundária e terciária.
A Rede da Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) tem 14 hospitais, sendo dez em Fortaleza e quatro no Interior.
----------------------------------------------------
Hospitais da Rede criados no período de 1928 a 1963:
Hospital Geral Cesar Cals (HGCC) Fortaleza 1928
Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM) Fortaleza 1933
Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) Fortaleza 1952
Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HFP) Fortaleza 1963
----------------------------------------------------
Hospitais da Rede criados no período de 1964 a 1985:
Hospital Geral de Fortaleza (HGF) Fortaleza 1969
Hospital São José (HSJ) Fortaleza 1970
----------------------------------------------------
Hospitais da Rede criados no período de 1988 a 2026:
Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) Fortaleza 2004
Hospital Regional do Cariri (HRC) Juazeiro do Norte 2011
Hospital Regional Norte (HRN) Sobral 2013
Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) Quixeramobim 2016
Hospital Regional do Vale do Jaguaribe (HRVJ) Limoeiro do Norte 2021
Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (HELV) Fortaleza 2020
Hospital Universitário do Ceará (HUC) Fortaleza 2025
-----------------------------------------------------
Hospitais polos e estratégicos
O governo do Ceará libera recursos financeiros para apoiar municípios no atendimento à saúde da população. São 85 hospitais públicos e filantrópicos que recebem este apoio.
http://www.saude.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/9/2022/02/hospitais_polo_estrategicos-1.pdf
----------------------------------------------------
Hospitais da Rede criados no período de 1928 a 1963:
Hospital Geral Cesar Cals (HGCC) Fortaleza 1928
Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM) Fortaleza 1933
Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) Fortaleza 1952
Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HFP) Fortaleza 1963
----------------------------------------------------
Hospitais da Rede criados no período de 1964 a 1985:
Hospital Geral de Fortaleza (HGF) Fortaleza 1969
Hospital São José (HSJ) Fortaleza 1970
----------------------------------------------------
Hospitais da Rede criados no período de 1988 a 2026:
Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) Fortaleza 2004
Hospital Regional do Cariri (HRC) Juazeiro do Norte 2011
Hospital Regional Norte (HRN) Sobral 2013
Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) Quixeramobim 2016
Hospital Regional do Vale do Jaguaribe (HRVJ) Limoeiro do Norte 2021
Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (HELV) Fortaleza 2020
Hospital Universitário do Ceará (HUC) Fortaleza 2025
-----------------------------------------------------
Hospitais polos e estratégicos
O governo do Ceará libera recursos financeiros para apoiar municípios no atendimento à saúde da população. São 85 hospitais públicos e filantrópicos que recebem este apoio.
http://www.saude.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/9/2022/02/hospitais_polo_estrategicos-1.pdf
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)
Funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem resolver grande parte das urgências e emergências. Com isso ajudam a diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais. A UPA inova ao oferecer estrutura simplificada, com raio-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação. Nas localidades que contam com UPA, 98% dos casos são solucionados na própria unidade.
Seis UPAs funcionam em Fortaleza: Autran Nunes, Canindezinho, Conjunto Ceará, José Valter, Messejana e Praia do Futuro.
Postos de saúde
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192)
Decreto nº 5.055, de 27 de abril de 2004
Centros de Especilidades Odontológicas (CEO) e Policlínicas
Programa Mais Médicos (2013)
Lei nº 12.871, de 22 de outubro de 2013
Serviços Especiais
IPC, CIDH e outros
Serviços de Apoio
HEMOCE, LACEN, Laboratórios Regionais
quinta-feira, 2 de abril de 2026
1461 - O pão mofado na antiga medicina egípcia
A imagem abaixo mostra um pão redondo coberto de mofo azul-esverdeado sobre um pano de linho.
O alimento em questão está visivelmente mofado e impróprio para o consumo. Assim estando é um perigo à saúde, pois o mofo produz micotoxinas que podem causar intoxicação alimentar. E remover apenas a parte visivelmente mofada não garante a segurança, pois os fungos e suas toxinas podem ter penetrado profundamente no pão.
Os antigos egípcios usavam o mofo para curar infecções
Sim, você leu certo: eles aplicavam pão mofado em feridas infectadas. Uma prática que durante séculos pareceu mágica ou misteriosa, mas que hoje finalmente podemos explicar com a ciência moderna.
Sem saber nada sobre a existência das bactérias, eles perceberam — por meio de pura observação empírica — que as feridas cicatrizavam mais rápido quando cobertas com pão mofado.
O ponto de virada ocorreu em 1928, quando Alexander Fleming descobriu acidentalmente, em uma placa de Petri, que as colônias de um fungo chamado Penicillium notatum produzia uma substância capaz de matar bactérias. Dessa descoberta nasceu a penicilina, o primeiro antibiótico da história, destinado a revolucionar a medicina e salvar milhões de vidas em todo o mundo.
No entanto, não seria razoável (como já se divulgou pela internet) a opção de alimentar as pessoas infectadas com alimentos mofados, já que isso pode lhes causar náuseas, vômitos e diarreia, além de efeitos tóxicos acumulativos no fígado e rins. E, no caso do Aspergillus flavus, lembrar ainda que suas aflatoxinas são cancerígenas.
Para finalizar, eis o que disse Daniele Cozzoli, professor de História da Ciência da Universidade Pompeu Fabra:
Sem saber nada sobre a existência das bactérias, eles perceberam — por meio de pura observação empírica — que as feridas cicatrizavam mais rápido quando cobertas com pão mofado.
O ponto de virada ocorreu em 1928, quando Alexander Fleming descobriu acidentalmente, em uma placa de Petri, que as colônias de um fungo chamado Penicillium notatum produzia uma substância capaz de matar bactérias. Dessa descoberta nasceu a penicilina, o primeiro antibiótico da história, destinado a revolucionar a medicina e salvar milhões de vidas em todo o mundo.
No entanto, não seria razoável (como já se divulgou pela internet) a opção de alimentar as pessoas infectadas com alimentos mofados, já que isso pode lhes causar náuseas, vômitos e diarreia, além de efeitos tóxicos acumulativos no fígado e rins. E, no caso do Aspergillus flavus, lembrar ainda que suas aflatoxinas são cancerígenas.
Para finalizar, eis o que disse Daniele Cozzoli, professor de História da Ciência da Universidade Pompeu Fabra:
"Penicillum notatum é um bolor que, em muitas culturas, foi utilizado para curar feridas. No entanto, uma coisa é usar um remédio, que não se sabe até que ponto ele poderia funcionar, e outra coisa é extrair a penicilina da cultura, o que requer o conhecimento de um complexo sistema de extração bioquímica que os antigos egípcios evidentemente não tinham”.
Assinar:
Postagens (Atom)
