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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

1181 - Cálculos urinários vistos à microscopia eletrônica

A passagem de pedras (cálculos) pelo aparelho urinário é uma das experiências mais dolorosas pelas quais uma pessoa pode passar, e esta imagem de uma delas sob um microscópio eletrônico de varredura nos mostra como elas se parecem de perto.
As imagens são de um laboratório do Eastfield College em Dallas. Seu coordenador, Murry Gans, tirou as fotos em 2012, depois que um colega trouxe para ele uma pedra nos rins para examinar como todos os colegas o fariam.
As pedras nos rins se desenvolvem quando a urina não consegue diluir todas as substâncias nela contidas, como cálcio e ácido úrico. Essas substâncias se unem e formam esses cristais pontiagudos assustadores. Se uma pedra sair do rim e entrar em um dos ureteres (dutos que levam a urina para a bexiga), ela pode causar uma quantidade significativa de dor até cair na bexiga ou passar para fora do corpo pela micção.
Não existe uma causa única para a formação. Alguns distúrbios metabólicos, condições genéticas e escolhas alimentares podem contribuir para seu desenvolvimento. O tamanho das pedras também varia, desde uma pedra tão pequena que não dói ao passar até outra que precisa ser quebrada com um tratamento por ondas de choque.
Mais fotos das pedras podem ser vistas no Blog de Gans.

quinta-feira, 21 de março de 2019

1089 - Eritrócito ao capilar

Microscopia eletrônica de varredura (MEV) colorida de um eritrócito (glóbulo vermelho) espremendo-se em um capilar. É aqui que acontece a liberação de oxigênio para os tecidos circundantes.
Ampliação: 9000 X
https://t.co/wSYVebsVZr
Crédito THOMAS DEERINCK, NCMIR / SCIENCE PHOTO LIBRARY

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

1018 - A birrefringência apresentada por cristais

Em 1669, o médico e físico dinamarquês Erasmus Bartholin (1625-1698) observou que as imagens vistas através do feldspato islandês (calcita) foram duplicadas e que, quando o cristal foi girado, uma imagem permaneceu estacionária enquanto a outra girava com a movimentação do cristal. Esse comportamento de dupla refração da luz (birrefringência) não poderia ser explicado pelas teorias ópticas da época criadas por Isaac Newton.
A birrefringência é a formação de dupla refração apresentada por certos cristais, a qual está intimamente relacionada com a velocidade e a direção de propagação da luz.
Sílica e silicose
Ao exame microscópico do tecido pulmonar sob a luz polarizada, pequenas partículas birrefringentes são frequentemente vistas em nódulos silicóticos. (Silva, PGC. Diagnóstico da silicose. Scribd, 2006. Slide 22). Sua presença ajuda a confirmar o diagnóstico, mas podem estar ausentes, e não são específicas da silicose. As partículas depositadas no tecido pulmonar são muito pequenas, o que dificulta sua caracterização por este tipo de iluminação. Além deste aspecto, a sílica (quartzo) apresenta fraca birrefringência, semelhante ao colágeno, exibindo uma aparência branca e irregular, de difícil visualização. Partículas fortemente birrefringentes, visualizadas em tecido com silicose, podem representar silicatos ou cristais com elevado conteúdo de cálcio. A certeza de tratar-se de sílica só é possível através da microscopia com o emprego de outros métodos, como a difração de raios X.
Níveis de birrefringência de alguns minerais
- fraca: quartzo, apatita
- moderada: augita, cianita
- forte: zircão, talco
- muito forte; calcita
- extrema: rutilo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

667 - O Diatomista

The Diatomist ( O Diatomista) é um documentário sobre Klaus Kemp, mestre da arte vitoriana do arranjo de diatomáceas.
As diatomáceas são algas unicelulares que criam carapaças de vidro (sílica amorfa) em torno de si. Microscopistas da era vitoriana organizavam-nas em padrões complexos, invisíveis a olho nu, mas espetaculares quando vistos sob ampliação óptica.
Klaus Kemp tem dedicado toda a sua vida a compreender e aperfeiçoar os arranjos de diatomáceas. É atualmente reconhecido como o último grande praticante dessa bela combinação de arte e ciência.
Slideshow 
221 - PNEUMOCONIOSE DIATOMÍTICA
22/10/2014 - Atualizando...
As "diatomáceas das lagoas" também estão presentes no soneto "Budismo Moderno". Augusto dos Anjos valia-se do "cientificismo" como recurso lírico.
19/12/2014 - Atualizando...
Esta nota (667) foi republicada em 14/12/2014 no Jornal GGN.

domingo, 30 de setembro de 2012

422 - Alvéolos



Foto de alvéolos pulmonares (*) tirada com um supermicroscópio que tem resolução de nanômetros.

Wellcome Images

(*) São estruturas de pequenas dimensões, localizadas no final dos bronquíolos, e nas quais são realizadas as trocas gasosas.

domingo, 4 de setembro de 2011

294 - Um microscópio de baixo custo

Muitas vezes quando ouvimos falar de algum instrumento científico novo, pensamos em tecnologias caras, especialmente se a notícia se refere a um microscópio que é capaz de detectar microrganismos usando a holografia. Embora esse dispositivo seja surpreendente, pois a sua premissa é interessante, por ter custos de fabricação abaixo de 100 dólares, ele abre possibilidades de ser empregado em países de economias emergentes.
Este microscópio foi fabricado por cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles. O aparelho é composto por duas partes principais: a primeira é um módulo de "transmissão", através do qual se analisam fluidos, tais como água ou sangue, e a segunda, um módulo de "reflexão", que é capaz de produzir hologramas de superfícies mais densas. A holografia, lembremos aqui, já vem sendo usada com outros fins médicos, como no monitoramento da atividade neurológica.

O protótipo de LUCAS: Lensless Ultra-wide Cell
monitoring Array platform based on Shadow imaging

O ponto alto é que esse microscópio utiliza componentes eletrônicos em vez de lentes, o que reduz significativamente o seu custo de produção. Na verdade, os sensores de foto deste dispositivo já são  encontrados nas câmaras de alguns smartphones, a um custo de produção que não ultrapassa os 15 dólares.
O microscópio é responsável por capturar as informações, que são enviadas para o segundo dispositivo, com maior poder de processamento, um telefone celular ou um computador, que criam imagens 3D.
Os cientistas da UCLA acreditam que esse microscópio venha a ser uma ferramenta útil para detectar surtos de bactérias de difícil monitoramento, como a E. coli , responsável por gastroenterites. Tais condições, comuns em países em desenvolvimento, representam um problema epidemiológico que, detectado a tempo, poderia ser tratado de uma forma mais eficaz. Sem dúvida, um avanço no campo da medicina por um custo bem acessível.

Microscopio de bajo costo emplea hologramas para detectar bacterias, por Pepe Flores. In: ALT1040
Field-portable reflection and transmission microscopy based on lensless holography, por Myungjun Lee, Oguzhan Yaglidere and Aydogan Ozcan In: www.opticsinfobase.org