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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

1018 - A birrefringência apresentada por cristais

Em 1669, o médico e físico dinamarquês Erasmus Bartholin (1625-1698) observou que as imagens vistas através do feldspato islandês (calcita) foram duplicadas e que, quando o cristal foi girado, uma imagem permaneceu estacionária enquanto a outra girava com a movimentação do cristal. Esse comportamento de dupla refração da luz (birrefringência) não poderia ser explicado pelas teorias ópticas da época criadas por Isaac Newton.
A birrefringência é a formação de dupla refração apresentada por certos cristais, a qual está intimamente relacionada com a velocidade e a direção de propagação da luz.
Sílica e silicose
Ao exame microscópico do tecido pulmonar sob a luz polarizada, pequenas partículas birrefringentes são frequentemente vistas em nódulos silicóticos. (Silva, PGC. Diagnóstico da silicose. Scribd, 2006. Slide 22). Sua presença ajuda a confirmar o diagnóstico, mas podem estar ausentes, e não são específicas da silicose. As partículas depositadas no tecido pulmonar são muito pequenas, o que dificulta sua caracterização por este tipo de iluminação. Além deste aspecto, a sílica (quartzo) apresenta fraca birrefringência, semelhante ao colágeno, exibindo uma aparência branca e irregular, de difícil visualização. Partículas fortemente birrefringentes, visualizadas em tecido com silicose, podem representar silicatos ou cristais com elevado conteúdo de cálcio. A certeza de tratar-se de sílica só é possível através da microscopia com o emprego de outros métodos, como a difração de raios X.
Níveis de birrefringência de alguns minerais
- fraca: quartzo, apatita
- moderada: augita, cianita
- forte: zircão, talco
- muito forte; calcita
- extrema: rutilo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

667 - O Diatomista

The Diatomist ( O Diatomista) é um documentário sobre Klaus Kemp, mestre da arte vitoriana do arranjo de diatomáceas.
As diatomáceas são algas unicelulares que criam carapaças de vidro (sílica amorfa) em torno de si. Microscopistas da era vitoriana organizavam-nas em padrões complexos, invisíveis a olho nu, mas espetaculares quando vistos sob ampliação óptica.
Klaus Kemp tem dedicado toda a sua vida a compreender e aperfeiçoar os arranjos de diatomáceas. É atualmente reconhecido como o último grande praticante dessa bela combinação de arte e ciência.
Slideshow 
221 - PNEUMOCONIOSE DIATOMÍTICA
22/10/2014 - Atualizando...
As "diatomáceas das lagoas" também estão presentes no soneto "Budismo Moderno". Augusto dos Anjos valia-se do "cientificismo" como recurso lírico.
19/12/2014 - Atualizando...
Esta nota (667) foi republicada em 14/12/2014 no Jornal GGN.