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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

1485 - Medicina Quântica: ciência vs. especulação

O termo é ambíguo e pode se referir a dois conceitos muito distintos: um, uma área legítima e emergente da ciência; outro, um conjunto de práticas pseudocientíficas sem comprovação.
Para entender a diferença, é essencial separar o que é ciência do que é especulação.
A medicina quântica (legítima): ciência de ponta
Na comunidade acadêmica e em centros de pesquisa, a "medicina quântica" se refere à aplicação legítima dos princípios da física quântica para o desenvolvimento de novas tecnologias de diagnóstico e tratamento. Ela busca usar o conhecimento sobre fenômenos quânticos que ocorrem em nível celular e molecular para beneficiar a saúde humana.
1. Tecnologias reais e consolidadas: o exemplo mais clássico é a ressonância magnética (RM). Este exame, presente em hospitais de todo o mundo, baseia-se em uma propriedade quântica fundamental das partículas chamada spin para gerar imagens detalhadas do interior do corpo.
2. Sensores quânticos ultrassensíveis: capazes de detectar proteínas específicas ou monitorar processos celulares em tempo real, o que poderia identificar doenças antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
3. Novas abordagens terapêuticas: utilizando o conhecimento da biologia quântica para criar tratamentos com menos efeitos colaterais. Esta é, portanto, uma área científica rigorosa, focada em resultados mensuráveis e testáveis.
A "medicina quântica" (pseudocientífica): especulação, moda e perigo
Paralelamente, o termo "medicina quântica" é amplamente usado por terapeutas alternativos para designar um conjunto de práticas sem qualquer respaldo científico . A Wikipédia, por exemplo, define essa vertente como uma mistura de ideias pseudocientíficas.
O que alega: Essas práticas afirmam, de forma vaga, que fenômenos quânticos, "energias" ou "vibrações" são responsáveis pela saúde e podem ser manipulados para curar doenças.
Exemplos comuns:
1. Biorressonância magnética quântica: uma técnica que promete diagnosticar e tratar doenças medindo ou modificando supostas "vibrações eletromagnéticas" das células. Esta prática não tem comprovação científica e já foi alvo de decisões judiciais e pareceres de conselhos de medicina, que a classificam como pseudociência.
2. Produtos "quânticos": pulseiras, colares ou outros dispositivos que prometem benefícios à saúde usando termos como "energia quântica" ou "ressonância", o que é considerado uma fraude e uma pseudociência por especialistas.
O risco principal: a física quântica, de fato, não respalda essas "curas quânticas". O perigo dessas práticas é que elas podem levar as pessoas a abandonarem os tratamentos médicos convencionais já comprovadamente eficazes.
Weekipédia e DeepSeek (copidescado). 
Ilustração: Jeremy Banx
Por que isso é engraçado?
Superposição, meu caro Nelson. Na física quântica, uma partícula existe em múltiplos estados simultaneamente até que alguém a meça. Em resumo, Seu microchip é inventado e não inventado simultaneamente até que um advogado de patentes abra a caixa.
Chips clássicos: usam bits padrão. São estritamente um 0 ou um 1.
Chips quânticos: usam qubits. Eles podem ser um 0 e um 1 ao mesmo tempo. Na verdade,  a computação quântica se baseia exatamente nesse paradoxo.
~ Paulo Gurgel

quinta-feira, 12 de junho de 2025

1417 - Conceitos-chave da tuberculose

Natalia Martinez Medina, Medscape

A tuberculose é um problema de saúde pública devido à sua alta morbidade e mortalidade. De acordo com o Relatório Mundial da Tuberculose de 2024 publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023 foram relatados 8,2 milhões de novos casos, com 1,25 milhão de mortes pela doença.

A OMS salienta que, sem tratamento, a taxa de mortalidade por tuberculose pode atingir 50%. No entanto, com o uso de terapias atualmente aprovadas e recomendadas pela entidade (um ciclo de medicamentos antituberculose por 4 a 6 meses), cerca de 85% dos doentes alcançam a cura.

Existem cinco fatores de risco principais associados ao desenvolvimento da tuberculose: subnutrição, infecção por vírus da imunodeficiência humana, distúrbios relacionados ao consumo de álcool, doenças decorrentes do tabagismo e diabetes. Além disso, fatores como mudanças climáticas, migração, deslocamento forçado, escassez de financiamento e resistência antimicrobiana também afetam a disseminação e o controle da doença.

Os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos têm diretrizes de diagnóstico e tratamento da doença, das quais quatro definições principais devem ser consideradas:

  1. Tuberculose latente: o paciente tem Mycobacterium tuberculosis no corpo, mas não apresenta sinais ou sintomas de doença ativa.
  2. Tuberculose ativa: a infecção progride e o paciente desenvolve sintomas da doença, representando risco de transmissão.
  3. Tuberculose multirresistente: o bacilo não responde à isoniazida nem à rifampicina, os dois fármacos antituberculose de primeira linha mais eficazes. Atenção: existem tratamentos de segunda linha.
  4. Tuberculose extremamente multirresistente: os bacilos responsáveis pela doença não são suscetíveis aos medicamentos mais eficazes contra a tuberculose multirresistente.

Existem várias opções disponíveis para o tratamento da tuberculose:

  • Tuberculose latente: isoniazida mais rifampicina. Alternativa: isoniazida mais rifapentina (uma vez por semana por 12 semanas, seja autoadministrada ou sob terapia diretamente observada-duração da resposta). Esses tratamentos não são recomendados para crianças com menos de 2 anos de idade, grávidas ou pacientes com uma cepa resistente a esses medicamentos.
  • Tuberculose ativa: isoniazida, rifampina, pirazinamida, etambutol ou estreptomicina (não utilizada na gravidez). Atenção a casos especiais: gestantes, crianças e portadores do vírus da imunodeficiência humana que necessitem de tratamento especial.
  • Tuberculose extrapulmonar: aplica-se o mesmo regime de tratamento de seis meses que para tuberculose pulmonar, exceto na meníngea e na osteoarticular, onde o tratamento pode se estender para 9 a 12 meses. Casos com complicações graves podem exigir terapia cirúrgica.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

1005 - Meia-idade

Conceitos
O período de vida compreendido entre a maturidade e a velhice, geralmente, entre os 40 e os 55 anos.
Na classificação etária proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), são consideradas na meia-idade as pessoas com 45 a 59 anos. (https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/viewFile/18926/14090)
É quando você começa a se repetir e seu queixo segue o mesmo exemplo.
No Preblog: UMA IDADE DIFÍCIL