Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os adultos não devem consumir mais do que 5g de cloreto de sódio (sal de cozinha) diariamente. Entretanto, o consumo diário médio do brasileiro é de 12 g, mais do que o dobro do recomendado.
O problema é que esse excesso de sódio no organismo pode provocar doenças como a hipertensão arterial, além de complicações cardiovasculares e renais.
Para conscientizar a população sobre os riscos desse consumo exagerado de sal, o Ministério da Saúde criou em 2011 um programa de cooperação para reduzir o sódio de alimentos em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA). Graças a essa iniciativa, desde o início do acordo até o final de 2015, mais de 14,9 toneladas de sódio já foram retirados dos produtos processados.
A meta é que, até 2020, 28,5 toneladas sejam retiradas da alimentação dos brasileiros.
O plano de redução tem quatro etapas, sendo que os dados de três dessas fases já estão sendo divulgados. Os alimentos das três etapas iniciais foram: pão de forma, bisnaguinha, macarrão instantâneo, bolos, snacks de milho, maionese, biscoitos, margarinas, cereais matinais, caldos e temperos.
No ano que vem serão divulgados os dados de redução de sódio para os seguintes produtos: empanados, hambúrgueres, linguiça, mortadela, presunto, queijo mussarela, requeijão, salsicha e sopas.
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domingo, 17 de julho de 2016
domingo, 17 de novembro de 2013
558 - Redução de sal nos alimentos industrializados no Brasil
Yara Aquino, Agência Brasil
Laticínios, embutidos e sopas prontas entraram na lista de alimentos que devem sofrer redução de sódio, porque o consumo elevado é um dos causadores de hipertensão arterial. A medida está no quarto acordo destinado a diminuir a quantidade do produto em alimentos industrializados. O documento foi assinado no dia 5 pelo Ministério da Saúde e pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia).Com o compromisso, chega a 16 o número de grupos alimentares incluídos. A meta nacional é retirar 28 mil toneladas de sódio de alimentos até 2020. O sódio está presente no sal de cozinha e em alimentos industrializados. É usado não só para dar sabor. Exerce outras funções, incluindo a de conservante.
“Muitos produtos têm muito sal e as pessoas nem sabem. São produtos que, cada vez mais, entram na alimentação das pessoas, estão no refeitório do trabalho e na merenda escolar. Por isso, a importância estratégica da parceria com a indústria”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Desde a assinatura do primeiro acordo, em 2011, a estimativa é que 11,3 mil toneladas de sódio tenham sido retiradas de alimentos. “Encontramos caminhos e estamos procurando soluções para conseguir bater a meta antes de 2020. Uma parte disso vai depender de educação. Precisamos informar às crianças sobre educação alimentar, e também ajudar o governo a comunicar os hábitos saudáveis”, disse o presidente da Associação, Edmundo Klotz.
A Pesquisa do Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sódio por dia, considerando o sal de mesa e o sódio dos alimentos. O consumo é mais que o dobro das cinco gramas diárias recomendadas pela Organização Mundial de Saúde.
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