Mostrando postagens com marcador piolhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador piolhos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de novembro de 2014

677 - A solução à brasileira

Pesquisadores do Reino Unido mantêm-se na liderança das pesquisas sobre piolhos pubianos ("chatos").
Em 2006, foram Nicola Armstrong e Janet Wilson, do Departamento de Medicina Geniturinária, em Leeds, que se destacaram com este trabalho: Did the "Brazilian" kill the pubic louse? No qual apontavam uma relação entre o desaparecimento do habitat primário (pelos pubianos) do parasita e o número de casos de infestações por Pthirus pubis descritos por profissionais médicos. A DEPILAÇÃO À BRASILEIRA
Agora, um estudo de acompanhamento realizado por Shamik Dholakia, Jonathan Buckler, John Paul Jeans, Andrew Pillai, Natasha Eagles e Shruti Dholakia no Hospital Geral Milton Keynes, em Buckinghamshire, Reino Unido, com base em 3850 questionários preenchidos durante um período de dez anos, não só confirma a diminuição da incidência de infestações por piolhos pubianos como liga a mudança fortemente às práticas de remoção dos pelos pubianos.
No relatório "Pubic Lice: An Endangered Species?" (Os Piolhos Púbicos: Uma Espécie em Extinção?), publicado recentemente em Sexually Transmitted Diseases 41 (6): 388-391, eles afirmam com firmeza:
Resultados: Observou-se uma correlação significativa e forte entre a queda de infestações por piolhos pubianos e o aumento na remoção dos pelos pubianos.
Conclusões: O aumento da incidência de depilação, pela destruição do habitat natural do parasita,pode levar a padrões atípicos de infestações por piolhos pubianos ou à sua erradicação completa.
No entanto, eles ainda veem algum futuro para a espécie. Nos padrões atípicos de infestações em que os piolhos púbicos podem colonizar outros habitats, como os pelos do peito e das sobrancelhas.

561 - O uso do mercúrio contra a pediculose na Renascença

terça-feira, 26 de novembro de 2013

561 - O uso de mercúrio contra a pediculose na Renascença

Provável retrato de Fernando II de Aragão, 
rei de Nápoles, por Vittore Carpaccio 
(Lugan, Thyssen Collection).
O caso de Fernando II de Aragão, rei de Nápoles, 1467-1496 (resumo)
Mesmo nos bons e velhos tempos, a frase "inquieta está a cabeça que usa uma coroa" podia simplesmente significar que o rei tinha piolhos.
Um relatório de caso conta em detalhes as desgraças capilares de Fernando II de Aragão. Fernando, que pisou na Terra de 1467 a 1496, tornando-se rei de Nápoles, tinha piolhos que pisaram em seu couro cabeludo, ainda por algum tempo depois. Os restos mumificados de toda a comunidade de Fernando e seus piolhos viveram, por assim dizer, em Nápoles, na sacristia da Basílica de San Domenico Maggiore.
Anos atrás, uma equipe de cientistas, da Universidade de Pisa e da Universidade de Roma, trabalhando na múmia real com um microscópio eletrônico de varredura e diversos instrumentos de análises químicas, encontrou uma antiga infestação maciça de piolhos em Fernando, além de um alto teor de mercúrio (887 ppm) em seus cabelos e pelos pubianos.
Este caso representa um importante achado para a história da medicina porque demonstra que, à época do Renascimento, o mercúrio era aplicado localmente tanto para tratar a sífilis quanto para evitar ou eliminar a infestação de piolhos.
GINO Fornaciari , SILVIA MARINOZZI , VALENTINA Gazzaniga , VALENTINA Giuffra , MALAYKA SAMANTHA PICCHI , MARIO GIUSIANI ,e MASSIMO MASETTI
Europe PubMed Central
Ver também...
305 - Um ano com Mercúrio!