quinta-feira, 20 de agosto de 2026
1481 - O que acontece se você respirar oxigênio puro?
O oxigênio não é o único gás presente no ar atmosférico. Na verdade, o ar é composto principalmente de nitrogênio (78%), que desempenha uma função muito importante, e de outros gases (1%). O nitrogênio retarda o processo de combustão, permitindo que você obtenha aos poucos a energia suficiente ao longo do dia. No entanto, respirá-lo como oxigênio puro às vezes pode ser necessário.
Astronautas e mergulhadores de águas profundas podem necessitar de concentrações maiores de oxigênio. Com a quantidade e o tempo em que respiram sendo cuidadosamente controlados para que não sejam prejudicados. Outras pessoas, nas emergências, enfermarias e UTIs, podem receber um oxigênio adicional, além do que já está presente no ar.
De forma geral, o uso de oxigênio puro se divide em duas grandes categorias: a oxigenoterapia em pressão normal e a oxigenoterapia hiperbárica.
1. Oxigenoterapia em pressão normal (uso mais comum)
O principal objetivo aqui é corrigir a hipoxemia, que é a baixa concentração de oxigênio no sangue. Isso é necessário quando uma doença ou condição impede os pulmões de captar oxigênio suficiente do ar.
As principais indicações incluem:
Doenças pulmonares graves: como pneumonia, asma grave, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e a COVID-19 em seus quadros mais severos.
Insuficiência cardíaca: quando o coração não consegue bombear sangue adequadamente, podendo levar ao acúmulo de líquido nos pulmões (edema pulmonar) e dificultar a oxigenação.
Emergências médicas: em situações como traumatismos ou parada cardíaca, para garantir o fornecimento de oxigênio aos órgãos vitais.
Oxigenoterapia domiciliar prolongada: para pacientes com doenças crônicas que precisam de suplementação contínua de oxigênio para realizar atividades diárias.
2. Oxigenoterapia hiperbárica (em câmara pressurizada)
Nesta modalidade, o paciente respira oxigênio puro dentro de uma câmara com pressão atmosférica superior à normal. O aumento da pressão faz com que uma quantidade muito maior de oxigênio seja dissolvida no sangue, alcançando tecidos com má circulação. Utiliza-se em condições específicas tais como doença descompressiva (acidente do mergulho), embolias gasosas, intoxicação por monóxido do carbono ou pela fumaça, gangrena gasosa e infecções necrotizantes de tecidos moles, feridas de difícil cicatrização, lesões por esmagamentos etc.
Em resumo:
O oxigênio puro é indicado apenas para tratar condições médicas específicas que levam à falta de oxigênio no sangue ou que se beneficiam dos efeitos terapêuticos da hiperbaria câmara pressurizada). Seu uso sem necessidade, como visto anteriormente, é perigoso e pode ser tóxico.
quinta-feira, 6 de abril de 2023
1302 - O oxigênio que respiramos
Simplesmente ter átomos de oxigênio nos pulmões não é suficiente para respirar. Precisamos especificamente de O2 - oxigênio gasoso e molecular, que representa 21% da atmosfera.
Em massa, a H2O é 88,8% de oxigênio. Mas não podemos respirar água, que é a "cinza" da queima do hidrogênio.
Se qualquer outra forma de oxigênio estiver presente, pode ser inútil ou pior que inútil.
Por exemplo, o CO2 é dióxido de carbono - um gás levemente tóxico que produzimos como subproduto do consumo de oxigênio e que exalamos a cada respiração. Mas se tentarmos respirar CO2 (sem O2 adequado disponível), sufocaremos.
O CO é monóxido de carbono - um gás consideravelmente mais tóxico que na verdade desloca O2 em nossa corrente sanguínea, causando novamente asfixia.
N2O é o óxido nitroso - "gás do riso". É um anestésico geral comum e o deixará tonto, mas em grandes quantidades, isso também o matará.
H2SO4 é ácido sulfúrico... não tente respirar isso (mesmo ou especialmente na forma gasosa), a menos que você goste de seus pulmões derretendo.
Até o O- (um único átomo de oxigênio não ligado) é chamado de "radical livre" e é realmente incrivelmente destrutivo para as células. É disso que estamos tentando nos livrar quando comemos ou bebemos "antioxidantes" para a saúde.
Anthony Zarrela, Quora
sábado, 25 de fevereiro de 2017
954 - A descoberta do oxigênio
| O laboratório no qual Priestley descobriu o oxigênio em Bowood House. |
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30/09/2018 - Atualização ...
Em 1774, Carl Wilhelm Scheele enviou uma carta a Antoine Lavoisier anunciando a descoberta do oxigênio (O). Infelizmente a carta do químico sueco nunca foi reconhecida e Joseph Priestly publicou a descoberta primeiro. Scheele foi derrotado no anúncio de outras descobertas também, ele identificou o molibdênio, o tungstênio, o bário, o hidrogênio e o cloro antes de Humphry Davy, entre outros. Scheele também descobriu os ácidos orgânicos tartárico, oxálico, úrico, láctico e cítrico, bem como os ácidos fluorídrico, cianídrico e arsênico. Nada mal para um químico de que você nunca ouviu falar. Por esta razão, Isaac Asimov apelidou-o de "scheele de má sorte".
http://pballew.blogspot.com/2018/09/on-this-day-in-math-september-30.html#links
terça-feira, 9 de outubro de 2012
425 - Hipóxia
Em seguida, vem o teste final:
Explicar que, se ele não pressionar o botão que injeta oxigênio na cabine, morrerá. Mas... o voluntário, entre eufórico e confiante (devido à hipóxia), não compreende a gravidade da situação. E não executa esta ação simples que salvaria a própria vida.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
395 - Oxigenoterapia intravenosa
Um grupo de pesquisadores de um hospital de Boston desenvolveu um tipo de micropartículas que podem ser injetadas na corrente sanguínea, para oxigenar rapidamente o corpo, quando a respiração não é temporariamente possível. Um avanço extraordinário na ciência que poderá em breve ajudar a salvar milhões de vidas por ano.
De acordo com os pesquisadores, o desenvolvimento dessa técnica permitirá que as equipes médicas possam manter vivos, por 15 a 30 minutos, pacientes com grave insuficiência respiratória. Um tempo suficiente para o pessoal médico e paramédico poder atuar na recuperação, evitando que os pacientes sofram um ataque cardíaco ou uma lesão cerebral permanente.
Os primeiros testes em animais submetidos a uma insuficiência pulmonar crítica foram bem sucedidos. Os pesquisadores conseguiram, injetando este preparado na veia dos animais, restaurar os níveis de oxigênio no sangue para valores próximos da normalidade, dando aos animais minutos adicionais de vida necessários à adoção das medidas recuperadoras.
De que as micropartículas são compostas?
Consistem do gás oxigênio, encapsulado em lipídios, de modo a formar micropartículas com 2 a 4 micrômetros de diâmetro, que ficam dissolvidas em uma solução líquida, a qual pode ser facilmente transportada e utilizada por equipes médicas de emergência e de cuidados intensivos.
Esta "poção" apresenta de três a quatro vezes o teor de oxigênio dos nossos próprios glóbulos vermelhos. Está a caminho de ser testada em seres humanos, com a expectativa de que lhes prolongue a vida por minutos decisivos nas situações de emergência.
Referências
Diseñan micropartículas que nos permitirían vivir sin respiración de 15 a 30 minutos, ALT1040
Scientists Invent Particles That Will Let You Live Without Breathing, GIZMODO
Injecting Life-Saving Oxygen Into a Vein, Science Daily
Oxygen Gas–Filled Microparticles Provide Intravenous Oxygen Delivery (abstract), Science Translational Medicine
sexta-feira, 23 de abril de 2010
81 - Oxigênio é vida

