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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

1011 - Transplantes de pulmão no Hospital de Messejana - até agora

Em junho de 2011, a equipe do cirurgião torácico Dr. Antero Gomes Neto realizou, no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, o primeiro transplante de pulmão do Ceará. Foi também o primeiro transplante deste órgão no Norte e Nordeste do Brasil.
Desde então, 40 pacientes receberam 41 transplantes  pulmonares (houve dois transplantes em um dos pacientes) no Estado do Ceará.
Em 2016, foram realizados 92 transplantes no Brasil. São Paulo ocupou o 1º lugar no ranking, com 51, e Rio Grande do Sul, o 2º lugar. com 35. Com a média anual de 6 transplantes de pulmão, o Ceará (leia-se: Hospital de Messejana) é o terceiro Estado que mais realiza transplantes de pulmão no País.
O perfil dos pacientes transplantados é representado principalmente por portadores de fibrose pulmonar difusa, DPOC, bronquiectasia e hipertensão arterial pulmonar.
Atualmente, três pneumopatas estão na relação dos pacientes que aguardam transplantes no Hospital de Messejana.
Eu (Paulo) e Antero. AS Dione Barros fotografou.
Antero Gomes Neto, MD. Cirurgião Torácico.
Chefe do Serviço de Cirurgia Torácica e Coordenador do Programa de Transplante de Pulmão do Hospital de Messejana (HM), Fortaleza-Ce, Brasil.
Professor de Cirurgia da Faculdade de Medicina - UFC.
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Correspondência
Prezado amigo Paulo, bom dia!
Foi um prazer reencontrá-lo naquele agradável fim de tarde em que foi celebrada a homenagem dos 100 anos do Dr Carlos Alberto Studart Gomes.
Revimos amigos e fiquei muito impressionado com o discurso do Dr Gilmário Mourão Teixeira, patrimônio vivo da tisiopneumologia cearense.
Forte abraço.

terça-feira, 12 de abril de 2016

848 - Hospital de Messejana capacita profissionais em transplante de coração

Fonte; Agência Brasil
O Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, em Fortaleza, está capacitando 60 profissionais da saúde de cinco estados como forma de ajudar na criação e no aperfeiçoamento de serviços de transplantes cardíacos pelo Brasil.
Considerado referência no Norte e no Nordeste e uma das três maiores instituições do Brasil em número de transplantes, o Hospital de Messejana, da rede pública do Estado do Ceará, recebe mensalmente médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais vindos de hospitais do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Maranhão e Bahia para aulas teóricas e práticas.
Esta semana, eles estiveram em Fortaleza para a terceira atividade presencial da capacitação, que tem duração total de dois anos. O Centro de Tutoria em Doação de Órgãos e Transplante Cardíaco do Hospital de Messejana, responsável pela capacitação, surgiu a partir de uma portaria do Ministério da Saúde, de 2012, que estimulava unidades de saúde do Brasil a participar da formação de novas equipes de transplantes em hospitais do do país.
(Ler mais.)
Desde 1998, o Hospital de Messejana já fez 340 transplantes de coração em adultos e crianças. Atualmente, a média destas cirurgias é 20 por ano. A unidade também faz transplantes de pulmão.
No Acta:
63 - Captação de órgãos e tecidos para transplantes
269 - O 1º transplante do pulmão do Norte e Nordeste
335 - Transplantes de pulmão no Hospital de Messejana
493 - HM 80 anos
825 - SUS é a maior obra da história do Brasil

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

698 - Implicações dos transplantes de cérebro

Entre as complexidades formidáveis ​​que estariam envolvidos nos transplantes de cérebro, se esconde uma pergunta enigmática: se fosse o seu, "você" iria com o seu cérebro? Tais questões foram examinadas pelo professor Fredrik Svenaeus, da Universidade Södertörn, em Huddinge, Suécia.
 "Se eu ganhar um novo cérebro, eu (pelo menos possivelmente) torna-me-ia em outra pessoa. Neste sentido, o cérebro é o único órgão que não pode ser doado. Se você oferece o seu cérebro para ser transplantado em outro corpo, você se torna um receptor e não um doador de órgãos."
Finalmente, o professor lembra que, só por volta de 2070 (quando ele prevê que o primeiro transplante de cérebro poderá ter lugar), é que poderemos ter respostas firmes:
"Nós simplesmente temos de esperar por esse evento, para vermos se o que vai acontecer será capaz de responder à questão da mudança de identidade."
"Eu não tenho estado comigo desde o transplante."

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

645 - Em homenagem a uma criança morta

Liang Yaoyi de Shenzhen, da província de Guangdong, China, morreu no dia 6 de junho de um câncer no cérebro. Ele tinha 11 anos e queria ser médico quando crescesse. Não teve essa chance.
Mas Yaoyi cumpriu o seu sonho de salvar vidas. Antes de morrer, ele pediu que seus órgãos fossem doados para pessoas que estivessem precisando deles.
A foto mostra o exato momento em que os médicos, após realizada a captação de seus órgãos, se curvavam para homenageá-lo.

Imagem: veio daqui

No prazo de oito horas, seus rins e fígado estariam transplantados.

terça-feira, 6 de maio de 2014

614 - Hamilton Naki

Hamilton Naki
Hamilton Naki (26 de junho de 1926 – 29 de maio de 2005) foi um "cirurgião" sul-africano sem nenhuma formação acadêmica ou diploma. Citado em diversas publicações como assistente cirúrgico do doutor Christiaan Barnard, nas experiências que resultaram no primeiro transplante de coração realizado com êxito no mundo, no Groote Schuur Hospital, na África dos Sul, em 1967. Naki, em entrevista, disse que participou da intervenção que resultou no transplante histórico, embora não haja nenhum registro no hospital sobre a sua colaboração no feito.
"Olha, nós estamos permitindo que você faça isso, mas você deve saber que você é negro e isso é o sangue do branco. Ninguém deve saber o que você está fazendo."
Ele nasceu de uma família pobre em uma pequena aldeia do estado de Cabo do Leste, na África do Sul, de nome Ngcingane. Lá ele completou seu curso primário. Com 14 anos de idade, de carona, foi à procura de trabalho na Cidade do Cabo, arranjando emprego de jardineiro na Universidade da Cidade do Cabo. Selecionado por Robert Goetz, da Faculdade de Medicina da Universidade da Cidade do Cabo, para trabalhar nos laboratórios da clínica, ajudou inicialmente cuidando dos animais cobaias do laboratório. Em uma determinada ocasião, Goetz lhe pediu para segurar uma girafa enquanto ele a operava. Para surpresa de Goetz, além dessa simples tarefa, Naki foi se envolvendo com maestria em outros procedimentos cirúrgicos mais complexos, incluindo suturas, analgésias e cuidados pós-operatórios. Apesar da sua carência de estudos formais, sua técnica e capacidade foram reconhecidas, recebendo, assim, permissão especial para continuar suas pesquisas no laboratório, com animais, incluindo transplantes, embora nunca pudesse trabalhar como médico de humanos pelas leis do apartheid. Naki se converteu em um dos quatro técnicos de laboratório de pesquisa da Faculdade de Medicina. Dava assistência aos jovens cirurgiões em suas atividades com animais no laboratório, inclusive em pesquisas em transplantes de rins, coração e fígado. Mesmo registrado nos documentos do hospital como faxineiro e jardineiro, Naki recebia salário de técnico de laboratório, o mais alto do hospital para alguém sem diploma. Com o fim do apartheid, recebeu, em 2002, como reconhecimento pelo seu trabalho, a Ordem Nacional de Mapungubwe. Em 2003, recebeu um diploma honorário em medicina pela Universidade da Cidade do Cabo. Aposentado, Naki continuou trabalhando como cirurgião em um ônibus adaptado como clínica móvel. WIKIPÉDIA
Importante
Não tire conclusões do perfil acima traçado de Hamilton Naki sem ler a matéria que foi publicada no seguinte endereço eletrônico:
http://www.economist.com/node/4174683

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

335 - Transplantes de pulmão no Hospital de Messejana

Pacientes com doenças respiratórias graves, dependentes de oxigenoterapia contínua e com curta expectativa de vida encontram no transplante pulmonar a solução para uma vida normal. No Ceará, a esperança de um deles ser transplantado de pulmão era, até há pouco tempo, quase inexistente, pois ele precisaria se deslocar a São Paulo, Rio Grande do Sul ou Minas Gerais, os estados em que já se realizava esse tipo de transplante.
Assim, muitos pacientes das regiões Norte e Nordeste do país, com esse perfil, não tinham a chance de receber um novo pulmão. Mas essa situação passou a ser aqui revertida, quando o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes iniciou, em junho do ano passado, o seu Programa de Transplante de Pulmão, coordenado pelo cirurgião torácico Antero Gomes Neto.
O trabalho da equipe já soma várias vitórias. Foram quatro transplantes bem sucedidos que devolveram uma nova qualidade de vida aos pacientes beneficiados pela intervenção. “Temos muito que comemorar já que esse tipo de transplante é um dos mais delicados, por conta do alto índice de complicações e de sua mortalidade”, disse Antero. O cirurgião explicou, ainda, que outro problema é a dificuldade em preservar o órgão, o qual, após a morte encefálica, tem um baixo índice de aproveitamento decorrente de sua exposição ao meio externo. É o que o torna suscetível a infecções e outros problemas que causam danos ao órgão, inviabilizando-o para o transplante.
Segundo o coordenador do serviço, os bons resultados conquistados pela equipe do Hospital de Messejana devem-se a alguns fatores, entre eles, a qualidade, a competência e a dedicação da equipe multidisciplinar que cuida dos transplantes e ao Hospital que oferece as condições materiais necessárias para o sucesso deste procedimento de alta complexidade.
Atualmente, oito pessoas estão sendo avaliadas para entrar na lista de espera pelo transplante. Entre eles, pacientes dos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí. Para o ano de 2012, Antero Gomes Neto revelou que a equipe continuará trabalhando com a mesma dedicação e empenho, no sentido de fortalecer e consolidar o Programa de Transplante de Pulmão do Hospital de Messejana.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

279 - Órgão sintético. O 1º transplante no mundo

Cirurgiões no Karolinska University Hospital, Suécia, deram um enorme passo à frente em medicina regenerativa ao realizarem com sucesso o primeiro transplante de um órgão sintético no mundo. Este transplante sem doador salvou a vida do paciente Andemariam Beyene, 36, portador de um grave câncer de traqueia.
Scans 3-D da traquéia e brônquios principais de Beyene foram inicialmente enviados para a University College London (UCL), onde uma equipe, liderada pelo médico Alex Seifalian, criou um molde à base de vidro com diversos poros para o órgão. Esse molde, por sua vez, foi embebido em células-tronco da medula óssea do próprio Beyene, na Suécia. As células-tronco "pegaram" e, em apenas dois dias, já revestiam o molde de forma a criar uma nova traqueia com os próprios tecidos de Beyene.
The replacement windpipe was grown in the lab.
Uma operação de 12 horas, comandada por um cirurgião italiano, Paolo Macchiarini, especializado em operações do gênero, removeu a traqueia cancerosa de Beyene e a substituiu pelo novo órgão fabricado em laboratório.
Isso foi há um mês. Hoje, Beyene está se recuperando bem. E, como o órgão transplantado foi produzido a partir de sua próprias células, não há indicação para ele se submeter a um severo regime de drogas anti-rejeição, como é necessário a pacientes que recebem transplantes. PGCS
Using a Lab-Grown Trachea, Surgeons Conduct the World's First Synthetic Organ Transplant, POPSCI

quarta-feira, 15 de junho de 2011

269 - O 1° transplante de pulmão do Norte e Nordeste

O Brasil possui hoje um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Com 548 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizados a realizar transplantes, o Sistema Nacional de Transplantes está presente em 25 estados do país, por meio das Centrais Estaduais de Transplantes.
Para ser um doador, não é necessário fazer nenhum documento por escrito. Basta que a sua família esteja ciente da sua vontade. Assim, quando for constatada a morte encefálica do paciente, uma ou mais partes do corpo que estiverem em condições de serem aproveitadas poderão ajudar a salvar as vidas de outras pessoas. Lembre-se que alguns órgãos podem ser doados em vida. São eles: parte do fígado, um dos rins e parte da medula óssea.
O 1° transplante de pulmão do Norte e Nordeste
O primeiro transplante de pulmão das regiões Nordeste e Nordeste do Brasil foi realizado na madrugada desta terça-feira (14), no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, unidade da Secretaria da Saúde do Estado especializada no diagnóstico e tratamento de doenças pulmonares e cardíacas. O paciente, de 43 anos, portador de enfisema pulmonar em fase avançada, era procedente do município de Sobral, e recebeu um novo pulmão esquerdo. Este pulmão era o mais comprometido pela enfermidade e, para sobreviver, o paciente dependia de oxigenoterapia contínua há dois anos.
Coordenou a equipe que realizou - com sucesso - esse transplante de pulmão o Dr. Antero Gomes Neto (foto), cirurgião de tórax do Hospital de Messejana.
Agora, o Ceará se soma aos três Estados que fazem transplante de pulmão no Brasil – São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Jornalista Stella Magalhães

Vídeo do pronunciamento do Deputado João Ananias (PCdoB - CE) na Câmara Federal, dando divulgação a esse feito histórico da medicina cearense.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

63 - Captação de órgãos e tecidos para transplantes

O Ministério da Saúde (MS), através da portaria 1.752, determinou que todos os hospitais (públicos, privados e filantrópicos) com mais de 80 leitos constituíssem suas comissões de doação de órgãos e tecidos para transplantes.
Publicada em 23 de setembro de 2005, esta portaria foi uma medida do MS para envolver, de forma efetiva e organizada, os hospitais do Sistema Único de Saúde - SUS no esforço coletivo de captação de órgãos.
No Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, onde funciona uma dessas comissões, a medida tem mostrado bons resultados. Pois essa comissão vem conseguindo coordenar a captação, entre vários órgãos e tecidos, de cerca de 20 córneas por mês (dado de 13/08/08), no referido hospital.
O que certamente vai contribuir para reduzir o tamanho da fila de espera para transplantes de córneas no Ceará. E, até mesmo, para que essa fila desapareça, como arrisca predizer o cardiologista Dr. João David, um dos responsáveis por colocar o Hospital de Messejana entre os principais centros transplantadores de coração no Brasil.

Publicado em EntreMentes
Post scriptum
"É importante conscientizar as pessoas sobre este ato de solidariedade e amor ao próximo para salvar mais vidas. Divulgue o nosso link sobre doação de órgãos:
http://bit.ly/cHLx34
Converse com a família e seja um doador de órgãos."
(mensagem enviado ao blog por Fernanda Scavacini - Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde)