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quinta-feira, 17 de maio de 2018

1045 - Interrompida a queda da mortalidade infantil no Brasil

Na faixa de crianças entre um mês e quatro anos, o número de óbitos em 2016 aumentou 11% no Brasil em relação a 2015, após 13 anos de queda. Apenas Rio Grande do Sul, Sergipe, Paraíba e Distrito Federal tiveram redução da mortalidade nesta faixa etária. Em alguns locais, como Roraima, o número de óbitos mais do que dobrou.
Esses dados acenderam um alerta no Ministério da Saúde, onde já se admite que os números de 2017 poderão ser ainda piores.
A recessão econômica, refletida na escassez de recursos públicos, e os cortes em determinados programas sociais do país (Rede Cegonha, PNAE, Bolsa Família, Mais Médicos etc) são apontados como fatores determinantes para o aumento mortalidade infantil.
É o tema de uma reportagem de Ligia Guimarães e Catherine Vieira em Valor Econômico.
Gráfico - Os dados brutos do MS, consolidados pelo Observatório da Criança e do Adolescente da Fundação Abrinq, indicam uma piora na taxa: para 12,7 mortos em mil nascidos vivos, em 2016; em 2015, foi 12,4.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

691 - As principais causas de morte no Brasil

A doença isquêmica do coração, o derrame (AVC) e a pneumonia são as principais causas de morte no Brasil e respondem por 32 por cento dos óbitos registrados em 2013. Os dados fazem parte de um estudo sobre a mortalidade em 188 países, publicado (18/12/13) no periódico The Lancet.
Paulo Lotufo, professor da Universidade de São Paulo e um dos autores do estudo, avalia como positiva a queda da mortalidade geral no país, com declínio em praticamente todas as causas. Mas o que compromete o perfil brasileiro, segundo ele, é a presença de fatores externos como a violência e os acidentes de trânsito entre as principais causas de morte.
De acordo com o relatório, violência e ferimentos provocados por acidentes de trânsito estão no topo da lista de causas de morte entre brasileiros com idade entre 15 e 49 anos, resultando em 72.373 vítimas em 2013.
Confira abaixo as principais causas de morte no Brasil, acompanhadas do número de óbitos, em 1990 e em 2013:
Ano 1990
1. Doença isquêmica do coração (135.781)
2. Derrame (94.588)
3. Pneumonia (61.366)
4. Complicações neonatais decorrentes de parto prematuro (42.646)
5. Ferimentos em acidentes de trânsito (41.166)
6. Doenças diarreicas (36.947)
7. Violência (35.859)
8. Doença pulmonar obstrutiva crônica (34.007)
9. Diabetes (23.024)
10. Anomalias congênitas (17.076)
Ano 2013
1. Doença isquêmica do coração (182.560)
2. Derrame (143.771)
3. Pneumonia (70.074)
4. Doença pulmonar obstrutiva crônica (62.961)
5. Diabetes (56.018)
6. Violência (50.306)
7. Doença de Alzheimer (47.776)
8. Ferimentos em acidentes de trânsito (46.311)
9. Doença crônica dos rins (31.873)
10. Câncer de pulmão (29.043)
Expectativa de vida
O levantamento aponta que a expectativa de vida em 2013 para mulheres brasileiras foi 78,4 anos e, para os homens, 71,6 anos. Em 1990, a expectativa de vida para mulheres que viviam no país era 73 anos e, para os homens, 65,5 anos.
Fonte: EBC

domingo, 5 de janeiro de 2014

574 - A pneumonia como causa de mortalidade em crianças

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a pneumonia é a principal causa de morte em crianças em todo o mundo. Todos os anos, a doença mata cerca de 1,2 milhão de crianças menores de cinco anos, sendo responsável por 18 por cento das mortes de crianças nessa faixa etária.
A enfermidade é causada por vírus, bactérias ou fungos.
A prevenção da pneumonia em crianças, uma doença que pode ser evitada mediante imunização, nutrição adequada e resolvendo fatores ambientais, é o componente principal de uma estratégia para reduzir a mortalidade infantil.
A imunização contra hemófilo B, pneumococo, sarampo e coqueluche é a maneira mais eficaz de prevenir a pneumonia.
A nutrição adequada é a chave para melhorar as defesas naturais das crianças, começando com amamentação materna exclusiva durante os primeiros seis meses de vida. Além de ser eficaz na prevenção da pneumonia, também ajuda a reduzir a duração da doença se uma criança se tornar doente.
Intervir sobre os fatores ambientais como suprimir a poluição do ar domiciliar (fornecendo fogões limpos e garantindo ambientes interiores livres de fumo) e como melhorar a higiene nas casas em que há muita gente também reduzem o número de crianças que contraem pneumonia.
Diagnosticar pneumonia na infância com precisão também é um desafio, se comparado com intervenções em outras doenças. A sensibilidade da cultura de sangue para a pneumonia é de 10 a 20 por cento e as aspirações pulmonares dão um resultado mais elevado (de até 50 por cento). A sensibilidade usando técnicas de diagnóstico moleculares, a partir da reação em cadeia da polimerase (PCR, polymerase chain reaction) na aspiração pulmonar, é consideravelmente elevada, porém tais serviços são limitados a poucos cenários em países com alta incidência de pneumonia na infância.
A pneumonia causada por bactérias pode ser tratada com antibióticos, mas apenas 30 por cento das crianças com a doença recebem os antibióticos de que precisam.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

542 - Número de mortes por poluição é superior ao de mortes por acidentes no Estado de São Paulo

Foi a conclusão de uma pesquisa intitulada “Avaliação do impacto da poluição atmosférica sob a visão da saúde no Estado de São Paulo”, realizada com informações de 2006 a 2011, tendo como base a análise dos níveis do poluente PM 2,5 (material particulado), comparados aos níveis considerados seguros pela OMS, para levantar dados de adoecimento, mortalidade e gastos públicos atribuídos à poluição.
“São números atualizados e de extrema importância para a sociedade”, explica a responsável pelo estudo, Evangelina Vormittage, presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade. “No corpo humano, essa partícula tem efeitos causadoras de doenças respiratórias, doenças isquêmicas cardiovasculares e cerebrovasculares e câncer de pulmão”, ressalta Evangelina.
A análise avalia a situação ambiental da poluição no Estado de São Paulo e de seus efeitos sobre a saúde de duas maneiras: pela mortalidade atribuível e pelo DALY (Disability Adjusted Life Years, que possui dois componentes: o número de anos perdidos por morte precoce e o número de anos de vida vividos com incapacidade), um parâmetro criado pela OMS para indicar a carga de dano de doenças no mundo. Essa medida não mostra apenas a mortalidade, mas também a perda de qualidade de vida por doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão, atribuíveis à poluição atmosférica – especificamente o poluente material particulado, objeto do estudo. A pesquisa ainda contempla a valoração do DALY e os gastos públicos em saúde.
O estudo teve apoio dos pesquisadores Prof. Dr. Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP e sua equipe, e da Dra. Cristina Guimarães Rodrigues, pesquisadora da Faculdade de Economia e Administração da USP.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

377 - Beber café e não morrer...

Um estudo prospectivo foi publicado ontem (17/05/12), no New England Journal of Medicine, sobre a associação entre o consumo de café e a mortalidade total e por causa específica.
O estudo, com 5.148.760 pessoas-ano de seguimento, entre 1995 a 2008, após analisar um universo de 33.731 homens e 18.784 mulheres que morreram durante o período, mostrou que "o consumo de café está inversamente associado com a mortalidade total e por causa específica".
Em outras palavras, mostrou que existe uma relação entre beber café e não morrer. Mais ou menos.
Mas...
"Se isto foi um achado causal ou associativo não pode ser determinado a partir de nossos dados", concluiu o estudo.