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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

1084 - Doença de Chagas oral

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) padronizou uma técnica de análise capaz de detectar a presença do material genético do parasito causador da doença de Chagas em alimentos à base de açaí. O método pode contribuir para a investigação dos casos de transmissão por via oral, que atualmente representam quase 70% dos registros de infecção aguda no Brasil – forma da doença que pode ser fatal. Os resultados, obtidos a partir de uma colaboração entre pesquisadores do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), foram publicados na revista científica Parasites and Vectors.
Segundo o Ministério da Saúde, entre 2007 e 2016, o Brasil registrou, em média, 200 casos agudos de doença de Chagas por ano. Destes, 69% foram causados por transmissão oral, derivada da contaminação de bebidas e comidas. Embora casos de infecção já tenham sido ligados ao consumo de outros alimentos, o açaí é o item mais frequentemente associado a essa rota de transmissão do T. cruzi. Entre as notificações registradas de 2007 a 2016, cerca de 95% ocorreram na região Norte, com 85% no estado do Pará, onde o consumo do suco fresco de açaí é um item tradicional da cultura alimentar.
Pesquisas apontam que o aquecimento acima de 45 ºC e a pasteurização são medidas eficazes para matar o T. cruzi. Por outro lado, o simples congelamento dos frutos pode não ser suficiente. Um estudo mostrou que o parasito continuava infectivo após 26 horas de contato com a polpa de açaí congelada. Para evitar a contaminação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda uma série de medidas, que vão desde cuidados como retirar galhos, troncos e demais folhagens do cacho de açaí no momento da colheita até a seleção, lavagem e desinfecção dos frutos antes do preparo na etapa de processamento.
A maioria dos pacientes não apresenta sintomas na fase aguda da doença de Chagas. Quando acontecem, as manifestações mais comuns são febre por mais de sete dias, dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e nas pernas. Principalmente nos casos de transmissão oral, dor de estômago, vômitos e diarreia são frequentes. Em até 5% dos casos, a infecção aguda por via oral pode levar à morte. O tratamento indicado para a forma aguda da infecção inclui medicamento específico contra o T. cruzi e, na maioria dos casos, é eficaz para curar o agravo. Entre os pacientes não tratados, um terço desenvolve a forma crônica da doença, na qual problemas cardíacos ou digestivos podem se manifestar cerca de 20 a 30 anos depois da infecção.
Extraído de: Método detecta parasito da doença de Chagas em açaí, Portal Fiocruz

quinta-feira, 28 de junho de 2018

1051 - Aqui Somos SUS

logo todo somos SUSO Aqui Somos SUS é uma estratégia de comunicação para fortalecer a imagem do Sistema Único de Saúde junto à sociedade. Ela consiste na utilização de um selo especial em diversas iniciativas, produtos e serviços oferecidos no âmbito do Sistema Único de Saúde, de forma a destacar seu caráter de saúde pública, nem sempre percebido com facilidade pela população.
 A ação é voltada tanto ao público interno da Fiocruz (suas Unidades, projetos e programas interinstitucionais, trabalhadores da saúde, estudantes e colaboradores) quanto ao público externo (unidades de atenção à saúde do SUS, veículos de comunicação, programa de pesquisa e ensino em saúde e demais instituições afins).
 O selo foi elaborado de modo a não interferir na compreensão das mensagens das peças gráficas onde será aplicado. O uso e adesão desse material é livre e gratuito e a Fiocruz estimula sua adoção e aplicação por todas as entidades que integram o SUS, não havendo a necessidade de créditos na sua aplicação. O uso do selo, porém, não substitui a aplicacação da marca dos SUS na condição de assinatura institucional.
Convidamos todas as instâncias do SUS a fazer parte dessa iniciativa!
portal.fiocruz.br
Em Nova Acta:
825 - SUS é a maior obra da história do Brasil

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

185 - Farmácia Popular do Brasil

Em junho de 2004, com o objetivo de levar medicamentos essenciais a baixo custo para a população brasileira, o Governo Federal criou o Programa Farmácia Popular do Brasil. É um Programa que atua sobre dois eixos de ação: as UNIDADES PRÓPRIAS, que são desenvolvidas em parceria com Municípios e Estados, e o SISTEMA DE COPAGAMENTO, desenvolvido em parceria com farmácias e drogarias privadas.
As UNIDADES PRÓPRIAS são operacionalizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que coordena a sua estruturação, executa a compra dos medicamentos, abastece as unidades e capacita seus profissionais. Contam estas unidades, atualmente, com um elenco de 107 medicamentos mais o preservativo masculino, os quais, sendo dispensados pelo valor de custo, apresentam uma redução de até 90 por cento em seus preços. A única condição para a aquisição dos medicamentos disponíveis nas unidades, neste caso, é a apresentação de receita médica ou odontológica. De 27 unidades próprias, que foram implantadas em 2004, a quantidade delas cresceu para 510 (dados de março de 2010).
Já no SISTEMA DE COPAGAMENTO, o Governo paga uma parte do valor dos medicamentos e o cidadão complementa o restante. O valor pago pelo Governo é fixo. Por esse motivo, o cidadão pode pagar menos para alguns medicamentos do que para outros, de acordo com a marca e o preço praticado pela farmácia. Mas, em geral, a população pode pagar até um décimo do preço de mercado do medicamento. Para ter acesso a essa economia, basta que a pessoa procure uma drogaria com a marca “Aqui tem Farmácia Popular” e apresente a receita médica acompanhada do seu CPF e documento com foto. Há 11.832 empresas credenciadas (dados de março de 2010) em todo o território nacional.

Saiba onde encontrar uma das unidades da rede própria da Farmácia Popular em seu Estado.

Publicado em EntreMentes