O que considerar na decisão terapêutica e seus impactos na indução da tolerância oral
Esteve em Fortaleza para proferir a conferência Distúrbios funcionais do tubo digestivo no lactente a Dra. Ariana Campos Yang, do Serviço de Imunologia Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo.
O evento aconteceu na noite de quinta-feira (28 de julho), no restaurante Cabaña del Primo, e contou com a audiência de pediatras, alergologistas e gastroenterologistas de nossa cidade.
Tópicos
Manifestações clínicas: urticária, angioedema, protocolite, refluxo gastroesofágico, dermatite atópica, esofagite eosinofílica etc. ► Classificação: IgE mediada (antígeno até 2 horas antes) – mista – não IgE mediada (antígeno até dias antes) ► A partir da manifestação clínica: qual é o mecanismo? ► "Urticária que vai e volta não é alergia alimentar" ► Mantra: teste de alergia não faz diagnóstico de alergia ► Componentes alergênicos do LV: beta lactoglobulina (termolábil), alfa lactoalbumina (termolábil), caseína, albumina sérica bovina (também na carne) etc. ► Leite de vaca x leite de cabra (92%) x leite de égua (4%) ► Restrição em paciente sensibilizado (não alérgico) aumenta risco de anafilaxia ► O "boom" das AA: parto cesáreo, fórmulas de LV, outros alimentos ► Ambiente x genética x microbioma ► Importantes: lactobacilos e bifidobactérias ► Linfócito: reagir? tolerar? – toda tolerância é aprendida ► Medidas fisiológicas: parto normal, retirada do cáseo só após 48 horas, aleitamento materno, fórmulas infantis com proteína intacta ► Não retardar a introdução dos alimentos sólidos ► Escolha da fórmula: 1) ser tolerada, 2) favorecer microbiota, 3) nutrição adequada e 4) promover tolerância ► O leite materno é rico em prebióticos; lactentes que não estejam em aleitamento materno exclusivo devem receber suplementos prebióticos
Imunoterapia - A dessensibilização alimentar
Link para um artigo publicado no Correio Braziliense em que a alergologista Ariana Yang é entrevistada.
Mostrando postagens com marcador leite. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador leite. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
538 - A revolução do leite
O momento mais estranho sucedeu ao homem que descobriu o leite. Quando ele teve que explicar a vaca o que estava fazendo. PGCS
Se você consegue digerir leite confortavelmente após a infância, isso se deve a um acaso genético. Para muitas pessoas, a capacidade de produzir lactase - enzima que permite o corpo quebrar a lactose, o açúcar do leite - desaparece após a infância, quando elas já não precisam mais do leite materno para sobreviver.
A persistência da lactase - por conta do gene que permite que cerca de um terço dos adultos bebam leite sem transtornos digestivos - tende a distribuir-se geograficamente, como você pode ver neste infográfico da Nature sobre a história de tolerância ao leite. É em grande parte um fenômeno europeu, evoluído de uma única mutação genética que ocorreu há menos de 10 mil anos.
Como a Nature explica:
Se você consegue digerir leite confortavelmente após a infância, isso se deve a um acaso genético. Para muitas pessoas, a capacidade de produzir lactase - enzima que permite o corpo quebrar a lactose, o açúcar do leite - desaparece após a infância, quando elas já não precisam mais do leite materno para sobreviver.A persistência da lactase - por conta do gene que permite que cerca de um terço dos adultos bebam leite sem transtornos digestivos - tende a distribuir-se geograficamente, como você pode ver neste infográfico da Nature sobre a história de tolerância ao leite. É em grande parte um fenômeno europeu, evoluído de uma única mutação genética que ocorreu há menos de 10 mil anos.
Como a Nature explica:
Durante a última era glacial, o leite era essencialmente uma toxina para os adultos, porque - ao contrário de crianças - os adultos não produziam lactase, a enzima necessária para quebrar a lactose, o principal açúcar do leite. Mas, quando a agropecuária começou a substituir a caça e a coleta, no Oriente Médio, em torno de 11 mil anos atrás, os criadores de gado aprenderam a reduzir a lactose em produtos lácteos, a níveis toleráveis, pela fermentação do leite para fazer queijo e iogurte. Vários milhares de anos mais tarde, uma mutação genética se espalhou pela Europa, dando às pessoas a capacidade de produzir lactase - e beber leite - ao longo de suas vidas. Esta adaptação abriu uma nova e rica fonte de nutrição que fez surgir comunidades sustentáveis quando as colheitas falhavam.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
489 - As 7 vantagens do leite materno
Numa prova de Biologia, a última questão era:
Um aluno, em particular, teve dificuldades para se lembrar das sete vantagens. No entanto, ele escreveu:
1) É a fórmula perfeita para a criança.
2) Ele fornece imunidade contra várias doenças.
3) Está sempre na temperatura certa.
4) É barato.
5) Reforça os laços afetivos da criança com a mãe, e vice-versa.
6) Está sempre disponível quando necessário.
Então, deu o branco...
Finalmente, em desespero, e com a campainha prestes a tocar indicando o fim do teste, o estudante escreveu:
7) Ele vem em duas embalagens atraentes, colocadas numa altura que o gato não pode alcançar.
Ganhou os 70 pontos.
RELACIONAR 7 VANTAGENS DO LEITE MATERNO
Valia 70 pontos e era do tipo "tudo ou nada".Um aluno, em particular, teve dificuldades para se lembrar das sete vantagens. No entanto, ele escreveu:
1) É a fórmula perfeita para a criança.
2) Ele fornece imunidade contra várias doenças.
3) Está sempre na temperatura certa.
4) É barato.
5) Reforça os laços afetivos da criança com a mãe, e vice-versa.
6) Está sempre disponível quando necessário.
Então, deu o branco...
Finalmente, em desespero, e com a campainha prestes a tocar indicando o fim do teste, o estudante escreveu:
7) Ele vem em duas embalagens atraentes, colocadas numa altura que o gato não pode alcançar.
Ganhou os 70 pontos.
segunda-feira, 11 de março de 2013
475 - Rãs no leite
Quando uma rã pula dentro de um balde de leite fresco, de acordo com um antigo conto russo, o leite não vai azedar. Tolice? Talvez não. Uma nova pesquisa, que acaba de ser publicada no American Chemical Society Journal of Proteome Research, dá sustentação ao ensinamento dessa história.
Uma equipe liderada pelo químico orgânico EM Lebedev, da Universidade de Moscou, revisou pesquisas anteriores sobre a rã marrom russa, que identificavam 21 diferentes peptídeos antibióticos nas secreções da pele do anfíbio. Aplicando recentes técnicas de laboratório, de maior sensibilidade, mais 76 compostos foram descobertos.
Obviamente, as rãs não estavam produzindo antibióticos para ajudar os homens a manter o leite de vaca fresco. Anfíbios têm pele fina, úmida e porosa que, normalmente, seria muito suscetível a infecções bacterianas. Contudo, as rãs têm evoluído a capacidade de combater as bactérias invasoras através da produção e secreção de compostos naturais com propriedades antibióticas.
Não é difícil imaginar que, no passado, rãs que acidentalmente saltaram em baldes abertos de leite evitaram que o leite se estragasse. E que esse efeito tenha animado a população rural a colocar os dois juntos.
Esses peptídios da pele da rã, suspeitam os cientistas da Universidade de Moscou, seriam potencialmente úteis para a produção de antibióticos que combatam as superbactérias.
Fontes
Don't Cry Over Spoiled Milk, Just Add Frogs!
Composition and Antimicrobial Activity of the Skin Peptidome of Russian Brown Frog Rana temporaria
Assinar:
Postagens (Atom)

